04/06/2007
A semana promete começar em turbulência no meio político baiano. O governador Jaques Wagner, o seu partido, o PT, o prefeito João Henrique e o PMDB tentam, de qualquer forma, aparar as arestas quanto à sucessão municipal. Hoje, às 10 horas, serão anunciados, pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, investimentos da ordem de R$ 113 milhões. Os recursos serão investidos em obras em Salvador (R$ 30 milhões de obras estruturantes, inclusive asfáltica) e no governo do Estado, como construção de novas pontes e nos projetos de irrigação de Salitre (R$ 12 milhões), em Juazeiro, e do Baixio de Irecê (R$ 57 milhões), além de R$ 30 milhões para o projeto `Água para Todos`, que tem como objetivo levar água, no decurso do andamento do projeto de Transposição do Rio São Francisco, para 1.800 comunidades ribeirinhas.
O anúncio será feito na Governadoria, que contará com as presenças, além de Geddel, do governador Jaques Wagner e do prefeito João Henrique, reafirmando a sintonia entre as três esferas de poder na Bahia: municipal, estadual e federal. Em contrapartida, a semana promete ser acirrada, ao mesmo tempo decisiva, para o Jaques Wagner, João Henrique e o PMDB baiano. Ainda esta manhã, às 11 horas, o secretário de Segurança Pública, o delegado Paulo Bezerra - afastado na semana passada pela ministra do Supremo Tribunal Eleitoral (STF), Eliana Calmon, do quadro da PF no Estado, onde estava licenciado desde janeiro deste ano para assumir a pasta da SSP - prestará esclarecimentos, espontaneamente, à Comissão de Segurança Pública na Assembléia Legislativa sobre o suposto envolvimento em tentar atrapalhar às investigações da operação Navalha.
Outro empecilho da semana é se o PT vai mesmo deixar os cargos ocupados na prefeitura de Salvador: a Secretaria de Saúde e de Reparação Racial. A decisão só deverá sair na próxima segunda-feira (11), mas segundo informações de alguns dirigentes petistas, é mais do que certa a possibilidade do PT entregar os cargos para se ver livre em lançar candidatura própria à prefeitura de Salvador, cujos prefeituráveis, até então, seriam os deputados federais Walter Pinheiro e Nelson Pellegrino.
A medida em deixar a prefeitura, segundo os mesmos dirigentes, não significaria o rompimento com o prefeito João Henrique, ou seja, o PT não iria para a base de oposição a João Henrique. Ainda na seara petista o clima deverá ficar quente com a presença do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, que participa amanhã, às 19 horas, do debate `Os desafios do segundo mandato do governo Lula` como principal debatedor do evento, que acontece na Associação dos Servidores Públicos do Estado da Bahia, na rua Carlos Gomes.
Com a `indefinição`da saída do PT da base aliada do prefeito João Henrique, mais uma vez foi protelada a filiação do ex-pedetista ao PMDB. A sua filiação é mais do que certa, ainda mais com o anúncio de investimentos do governo federal na capital e à ampliação da legenda na administração municipal. Porém, sua entrada no PMDB só deverá mesmo ocorrer na próxima semana, depois de batido o martelo da decisão do PT - de olho na sucessão municipal da capital baiana.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia
(Por Raiane Verissimo)
Em 4/06/2007.
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O anúncio será feito na Governadoria, que contará com as presenças, além de Geddel, do governador Jaques Wagner e do prefeito João Henrique, reafirmando a sintonia entre as três esferas de poder na Bahia: municipal, estadual e federal. Em contrapartida, a semana promete ser acirrada, ao mesmo tempo decisiva, para o Jaques Wagner, João Henrique e o PMDB baiano. Ainda esta manhã, às 11 horas, o secretário de Segurança Pública, o delegado Paulo Bezerra - afastado na semana passada pela ministra do Supremo Tribunal Eleitoral (STF), Eliana Calmon, do quadro da PF no Estado, onde estava licenciado desde janeiro deste ano para assumir a pasta da SSP - prestará esclarecimentos, espontaneamente, à Comissão de Segurança Pública na Assembléia Legislativa sobre o suposto envolvimento em tentar atrapalhar às investigações da operação Navalha.
Outro empecilho da semana é se o PT vai mesmo deixar os cargos ocupados na prefeitura de Salvador: a Secretaria de Saúde e de Reparação Racial. A decisão só deverá sair na próxima segunda-feira (11), mas segundo informações de alguns dirigentes petistas, é mais do que certa a possibilidade do PT entregar os cargos para se ver livre em lançar candidatura própria à prefeitura de Salvador, cujos prefeituráveis, até então, seriam os deputados federais Walter Pinheiro e Nelson Pellegrino.
A medida em deixar a prefeitura, segundo os mesmos dirigentes, não significaria o rompimento com o prefeito João Henrique, ou seja, o PT não iria para a base de oposição a João Henrique. Ainda na seara petista o clima deverá ficar quente com a presença do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, que participa amanhã, às 19 horas, do debate `Os desafios do segundo mandato do governo Lula` como principal debatedor do evento, que acontece na Associação dos Servidores Públicos do Estado da Bahia, na rua Carlos Gomes.
Com a `indefinição`da saída do PT da base aliada do prefeito João Henrique, mais uma vez foi protelada a filiação do ex-pedetista ao PMDB. A sua filiação é mais do que certa, ainda mais com o anúncio de investimentos do governo federal na capital e à ampliação da legenda na administração municipal. Porém, sua entrada no PMDB só deverá mesmo ocorrer na próxima semana, depois de batido o martelo da decisão do PT - de olho na sucessão municipal da capital baiana.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia
(Por Raiane Verissimo)
Em 4/06/2007.
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