21/06/2007
SÃO PAULO - Os dois principais aeroportos paulistas e o Aeroporto Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, cumpriam espaçamento de vôos para as regiões Norte e Nordeste, na manhã desta quinta-feira, 21, conforme determinação do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo de Brasília (Cindacta-1). De acordo com uma fonte da Aeronáutica, a suspeita é de que os espaçamentos sejam conseqüência de uma possível operação padrão dos controladores do Cindacta-1.
No Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, os aviões decolavam num espaçamento de 20 minutos para o Nordeste e 5 para o Norte, desde as 6h25. O Aeroporto de Congonhas, na zona sul, operava com intervalo de 30 minutos para os terminais do Nordeste e de Minas Gerais. Em Brasília, o espaçamento de vôos aumentou, às 9h15, de 10 para 15 minutos para os Estados do Norte e Nordeste.
No Rio de Janeiro, os pousos e decolagens eram efetuados normalmente nos aeroportos Santos Dumont e Antonio Carlos Jobim - Galeão, segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). O Galeão operava por meio de instrumentos em razão de uma forte neblina, desde as 7h55.
Operação padrão
A operação padrão dos controladores teria sido motivada por um provável problema apontado por eles num console do setor que administra as operações do Rio de Janeiro. Oficialmente, a Aeronáutica ainda não tinha informações sobre o porquê do intervalo. Por telefone, o presidente do Sindicato Nacional de Trabalhadores em Proteção ao Vôo, Jorge Botelho, disse não ter informações, por enquanto, sobre a realização de uma possível operação `convencional` no País.
Na quarta-feira, 20, os controladores de vôo de Brasília fizeram operação padrão. Das 17h10 às 19h30, houve paralisação parcial do sistema aéreo do País, que já registrava atrasos em uma de cada quatro partidas, pelo efeito cascata da pane de terça-feira.
Em meio à crise, a Aeronáutica determinou a prisão administrativa do sargento Carlos Trifilio, presidente da Federação Brasileira das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo (Febracta), e agravou o clima de tensão entre controladores e o alto comando da Força Aérea Brasileira. A reação à prisão, segundo a categoria, deve ser uma nova paralisação geral, como a de 30 de março. A FAB informou que os problemas no Cindacta 1 deviam-se `à recusa de controladores de trabalhar nos equipamento e de falha no link de comunicação provido pela Embratel`.
Oito dos nove consoles do Cindacta-1 precisaram passar por reparos na tarde de quarta. `Os controladores adotam uma operação padrão, diminuindo pela metade os vôos controlados`, disse o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), da CPI do Apagão Aéreo da Câmara.
Mais cedo, na CPI do Apagão Aéreo do Senado, o diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), brigadeiro Ramon Borges Cardoso, afirmou que a Aeronáutica trocou os monitores. O desgaste dos equipamentos é o principal motivo apontado pelos sargentos para reduzir o tráfego aéreo, dificultando as operações. Na quarta, apenas um dos consoles foi trocado no Cindacta-1.
Fonte: Jornal Estado de São Paulo
Em 21/06/2007.
No Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, os aviões decolavam num espaçamento de 20 minutos para o Nordeste e 5 para o Norte, desde as 6h25. O Aeroporto de Congonhas, na zona sul, operava com intervalo de 30 minutos para os terminais do Nordeste e de Minas Gerais. Em Brasília, o espaçamento de vôos aumentou, às 9h15, de 10 para 15 minutos para os Estados do Norte e Nordeste.
No Rio de Janeiro, os pousos e decolagens eram efetuados normalmente nos aeroportos Santos Dumont e Antonio Carlos Jobim - Galeão, segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). O Galeão operava por meio de instrumentos em razão de uma forte neblina, desde as 7h55.
Operação padrão
A operação padrão dos controladores teria sido motivada por um provável problema apontado por eles num console do setor que administra as operações do Rio de Janeiro. Oficialmente, a Aeronáutica ainda não tinha informações sobre o porquê do intervalo. Por telefone, o presidente do Sindicato Nacional de Trabalhadores em Proteção ao Vôo, Jorge Botelho, disse não ter informações, por enquanto, sobre a realização de uma possível operação `convencional` no País.
Na quarta-feira, 20, os controladores de vôo de Brasília fizeram operação padrão. Das 17h10 às 19h30, houve paralisação parcial do sistema aéreo do País, que já registrava atrasos em uma de cada quatro partidas, pelo efeito cascata da pane de terça-feira.
Em meio à crise, a Aeronáutica determinou a prisão administrativa do sargento Carlos Trifilio, presidente da Federação Brasileira das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo (Febracta), e agravou o clima de tensão entre controladores e o alto comando da Força Aérea Brasileira. A reação à prisão, segundo a categoria, deve ser uma nova paralisação geral, como a de 30 de março. A FAB informou que os problemas no Cindacta 1 deviam-se `à recusa de controladores de trabalhar nos equipamento e de falha no link de comunicação provido pela Embratel`.
Oito dos nove consoles do Cindacta-1 precisaram passar por reparos na tarde de quarta. `Os controladores adotam uma operação padrão, diminuindo pela metade os vôos controlados`, disse o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), da CPI do Apagão Aéreo da Câmara.
Mais cedo, na CPI do Apagão Aéreo do Senado, o diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), brigadeiro Ramon Borges Cardoso, afirmou que a Aeronáutica trocou os monitores. O desgaste dos equipamentos é o principal motivo apontado pelos sargentos para reduzir o tráfego aéreo, dificultando as operações. Na quarta, apenas um dos consoles foi trocado no Cindacta-1.
Fonte: Jornal Estado de São Paulo
Em 21/06/2007.