29/06/2007
Dois projetos da Bahia estão entre os 10 finalistas do Projeto Generosidade, promovido pela Editora Globo, que visa premiar com R$ 100 mil a melhor proposta de ajuda ao próximo. Os concorrentes são leitores que contaram as suas histórias e responderam o que fariam com o prêmio. As 10 melhores respostas foram selecionadas por um júri e o público escolherá a vencedora por meio de votação pela internet até 9 de julho.
A trajetória desses brasileiros considerados heróis anônimos foi contada através de reportagens publicadas em revistas da editora e, entre eles, estão dois baianos da região da Chapada Diamantina. Para votar e conhecer as iniciativas, basta acessar o site www.editoraglobo.com.br/generosidade.
Os finalistas da Bahia são o ambientalista Joás Brandão, que criou o Grupo Ambientalista de Palmeiras (GAP), e a professora Cybele Amado, que concebeu o Projeto Chapada (Instituto Chapada de Educação e Pesquisa). O GAP, inclusive, já guarda no currículo a conquista do prêmio Bahia Ambiental 2005, instituído pelo Governo do Estado, via Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).
Na época, a organização não-governamental conquistou o primeiro lugar na categoria Atuação Sustentável com o trabalho Gapinha, Gapeta e Gapão, um programa de rádio que orientava a comunidade de Palmeiras a respeito da coleta seletiva de lixo.
Dessa vez, Brandão entra na disputa por mais um prêmio. Tanto ele como Cybele Amado tiveram suas histórias publicadas na revista Época e disseram em simples palavras como empregariam R$ 100 mil para a construção de um país mais justo por meio de `revoluções pacíficas`.
O ambientalista de 43 anos se declarou um defensor dos interesses da Chapada à frente do GAP, em seu trabalho de extinguir incêndios provocados pelas queimadas de pecuaristas e agricultores. Aos 21 anos, Brandão correu pela primeira vez para proteger do fogo a Serra do Candombá, que ardia em chamas. Assim nasceu o GAP, que logo ganhou o apoio do Ibama e já foi convocado para socorrer parques nacionais nos estados da Bahia e de Goiás.
Brandão contou que parcelaria os R$ 100 mil em diversos investimentos. `Com R$ 10 mil, compraríamos equipamentos de proteção e rádios, além de adaptar a caminhonete para o combate ao fogo. Investiríamos R$ 25 mil para ampliar a coleta seletiva do lixo e usaríamos R$ 20 mil para a reforma do viveiro de mudas. Com outros R$ 25 mil, montaríamos a infra-estrutura para a preservação do Morro do Pai Inácio e os R$ 20 mil restantes seriam usados para a compra de um palco portátil e de equipamentos para o registro das manifestações culturais da região`, explicou.
Meio ambiente como tema
Em 2005, quando o GAP foi premiado com o Bahia Ambiental, 88 projetos concorreram e 27 foram contemplados. A maioria investiu o valor recebido em trabalhos ligados à causa ambiental.
Já o objetivo da professora Cybele Amado é formar leitores e escritores plenos. Moradora do Vale do Capão desde os 23 anos, ela criou uma metodologia capaz de reduzir os índices de evasão escolar e de analfabetismo graças ao Projeto Chapada, que envolve hoje 1,2 mil escolas e mais de 5 mil professores.
`Queremos que nossos estudantes possam ler entendendo o que lêem e escrever de modo a serem compreendidos. Mas, na nossa região, quase não há bibliotecas ou livrarias`, afirmou Cybele.
Ela explicou que, com o prêmio, sete bibliotecas itinerantes com 30 livros cada seriam levadas para as 26 cidades do projeto. `Os baús circulariam acompanhados de trabalhos específicos e data de entrega para a próxima escola. Que venham os livros!`, disse.
Fonte: Diário Oficial
29/06/07
A trajetória desses brasileiros considerados heróis anônimos foi contada através de reportagens publicadas em revistas da editora e, entre eles, estão dois baianos da região da Chapada Diamantina. Para votar e conhecer as iniciativas, basta acessar o site www.editoraglobo.com.br/generosidade.
Os finalistas da Bahia são o ambientalista Joás Brandão, que criou o Grupo Ambientalista de Palmeiras (GAP), e a professora Cybele Amado, que concebeu o Projeto Chapada (Instituto Chapada de Educação e Pesquisa). O GAP, inclusive, já guarda no currículo a conquista do prêmio Bahia Ambiental 2005, instituído pelo Governo do Estado, via Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh).
Na época, a organização não-governamental conquistou o primeiro lugar na categoria Atuação Sustentável com o trabalho Gapinha, Gapeta e Gapão, um programa de rádio que orientava a comunidade de Palmeiras a respeito da coleta seletiva de lixo.
Dessa vez, Brandão entra na disputa por mais um prêmio. Tanto ele como Cybele Amado tiveram suas histórias publicadas na revista Época e disseram em simples palavras como empregariam R$ 100 mil para a construção de um país mais justo por meio de `revoluções pacíficas`.
O ambientalista de 43 anos se declarou um defensor dos interesses da Chapada à frente do GAP, em seu trabalho de extinguir incêndios provocados pelas queimadas de pecuaristas e agricultores. Aos 21 anos, Brandão correu pela primeira vez para proteger do fogo a Serra do Candombá, que ardia em chamas. Assim nasceu o GAP, que logo ganhou o apoio do Ibama e já foi convocado para socorrer parques nacionais nos estados da Bahia e de Goiás.
Brandão contou que parcelaria os R$ 100 mil em diversos investimentos. `Com R$ 10 mil, compraríamos equipamentos de proteção e rádios, além de adaptar a caminhonete para o combate ao fogo. Investiríamos R$ 25 mil para ampliar a coleta seletiva do lixo e usaríamos R$ 20 mil para a reforma do viveiro de mudas. Com outros R$ 25 mil, montaríamos a infra-estrutura para a preservação do Morro do Pai Inácio e os R$ 20 mil restantes seriam usados para a compra de um palco portátil e de equipamentos para o registro das manifestações culturais da região`, explicou.
Meio ambiente como tema
Em 2005, quando o GAP foi premiado com o Bahia Ambiental, 88 projetos concorreram e 27 foram contemplados. A maioria investiu o valor recebido em trabalhos ligados à causa ambiental.
Já o objetivo da professora Cybele Amado é formar leitores e escritores plenos. Moradora do Vale do Capão desde os 23 anos, ela criou uma metodologia capaz de reduzir os índices de evasão escolar e de analfabetismo graças ao Projeto Chapada, que envolve hoje 1,2 mil escolas e mais de 5 mil professores.
`Queremos que nossos estudantes possam ler entendendo o que lêem e escrever de modo a serem compreendidos. Mas, na nossa região, quase não há bibliotecas ou livrarias`, afirmou Cybele.
Ela explicou que, com o prêmio, sete bibliotecas itinerantes com 30 livros cada seriam levadas para as 26 cidades do projeto. `Os baús circulariam acompanhados de trabalhos específicos e data de entrega para a próxima escola. Que venham os livros!`, disse.
Fonte: Diário Oficial
29/06/07