28/11/2007
A implosão e a construção de um moderno estádio na área em que hoje funciona a Fonte Nova vão permitir que afastemos de vez a possibilidade de tragédia como a que vitimou dezenas de pessoas, provocando a morte de sete delas.
Quem de direito já vem fazendo todo o trabalho para identificar e punir os responsáveis pela liberação do espaço para a realização de um jogo que atraiu oficialmente 60 mil torcedores. Uns 20 mil ficaram de fora por falta de ingresso. Não concordo com a tese segundo a qual há males que vêm para o bem. Serve apenas como mero consolo. O mal normalmente acarreta outro mal. Daí que a decisão do governador Jaques Wagner implodir ser a mais lógica e viável. Aliás, esse já era o pensamento de Wagner há meses, ante as suspeitas de falta de segurança do estádio e da incerteza se valia a pena recuperá-lo. A Fonte Nova, portanto, já deu o que tinha de dar. Irá abaixo rapidamente para, em seu lugar, surgir uma nova arena, um novo equipamento sintonizado com o que há de mais avançado do gênero em todo o mundo. Há, sim, o interesse do governador de que a Bahia sedie uma das fases da Copa do Mundo de 2014. Por isso mesmo terá de apressar-se. Não se constrói um estádio, sobretudo dentro de novas concepções de uma hora para outra.
Wagner pôde ver isso na recente viagem à Espanha e Portugal, onde visitou praças esportivas a mil anos-luz à frente do velho e hoje inútil Estádio Octávio Mangabeira. Na época, o petista chegou a ser criticado e até ironizado pela oposição. Mas deixemos esse episódio para lá. O buraco hoje é muito embaixo. Diria que a construção do novo estádio é tão ou mais importante do que o término da primeira etapa do metrô de Salvador, uma obra diversas vezes paralisadas que fez com que o baiano se desencantasse. Mesmo depois de pronta muita gente vai ainda duvidar da sua existência. Claro que exagero. No entanto, um novo estádio é imprescindível até mesmo pelas dimensões de Salvador e da tradição esportiva, principalmente no futebol, de nossa capital. Wagner é habilidoso e conseguir as parcerias privadas necessárias para soerguer uma ampla praça esportiva, com capacidade para a prática de diversas modalidades de esportes e onde possamos encontrar, ao mesmo tempo, shoppings, praças de alimentação, salas de cinemas e mil outras opções, além, óbvio, do futebol, para o público baiano e o turista.
Será também um impulso a mais para a criação de novos empregos e elevação da renda da população. Falta o que para transformar a proposta em realidade? Nada, apenas determinação política. E esta já foi tomada por Wagner. Agora é correr atrás dos R$ 350 milhões - o empresariado não vai querer ficar de fora desse megaempreendimento- para que tenhamos em breve uma novíssima Fonte Nova que em nada lembrará a fragilidade da atual.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia
28/11/2007
Quem de direito já vem fazendo todo o trabalho para identificar e punir os responsáveis pela liberação do espaço para a realização de um jogo que atraiu oficialmente 60 mil torcedores. Uns 20 mil ficaram de fora por falta de ingresso. Não concordo com a tese segundo a qual há males que vêm para o bem. Serve apenas como mero consolo. O mal normalmente acarreta outro mal. Daí que a decisão do governador Jaques Wagner implodir ser a mais lógica e viável. Aliás, esse já era o pensamento de Wagner há meses, ante as suspeitas de falta de segurança do estádio e da incerteza se valia a pena recuperá-lo. A Fonte Nova, portanto, já deu o que tinha de dar. Irá abaixo rapidamente para, em seu lugar, surgir uma nova arena, um novo equipamento sintonizado com o que há de mais avançado do gênero em todo o mundo. Há, sim, o interesse do governador de que a Bahia sedie uma das fases da Copa do Mundo de 2014. Por isso mesmo terá de apressar-se. Não se constrói um estádio, sobretudo dentro de novas concepções de uma hora para outra.
Wagner pôde ver isso na recente viagem à Espanha e Portugal, onde visitou praças esportivas a mil anos-luz à frente do velho e hoje inútil Estádio Octávio Mangabeira. Na época, o petista chegou a ser criticado e até ironizado pela oposição. Mas deixemos esse episódio para lá. O buraco hoje é muito embaixo. Diria que a construção do novo estádio é tão ou mais importante do que o término da primeira etapa do metrô de Salvador, uma obra diversas vezes paralisadas que fez com que o baiano se desencantasse. Mesmo depois de pronta muita gente vai ainda duvidar da sua existência. Claro que exagero. No entanto, um novo estádio é imprescindível até mesmo pelas dimensões de Salvador e da tradição esportiva, principalmente no futebol, de nossa capital. Wagner é habilidoso e conseguir as parcerias privadas necessárias para soerguer uma ampla praça esportiva, com capacidade para a prática de diversas modalidades de esportes e onde possamos encontrar, ao mesmo tempo, shoppings, praças de alimentação, salas de cinemas e mil outras opções, além, óbvio, do futebol, para o público baiano e o turista.
Será também um impulso a mais para a criação de novos empregos e elevação da renda da população. Falta o que para transformar a proposta em realidade? Nada, apenas determinação política. E esta já foi tomada por Wagner. Agora é correr atrás dos R$ 350 milhões - o empresariado não vai querer ficar de fora desse megaempreendimento- para que tenhamos em breve uma novíssima Fonte Nova que em nada lembrará a fragilidade da atual.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia
28/11/2007