12/05/2008
Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado da Bahia, Sindicombustíveis, Walter Tannus, diz estar sofrendo com a depreciação da margem de lucro pelos postos, apesar da Petrobras vender o combustível a R$ 0,80 o litro para a Distribuidora no mercado interno.
Ele informou que a gasolina, sai da Distribuidora, depois de misturada com a porcentagem de álcool, ao posto a R$ 2,26, restando 13,5% de margem bruta ao posto. No caso do diesel, Tannus esclarece que recebe da Distribuidora a R$ 1,90 aos postos e que repassam ao consumidor final a R$ 1,99 `Trata-se do pior preço para o dono de posto. O que vemos são os associados deixarem de comercializar este produto porque não haver lucratividade. O lucro bruto no diesel é de 5% apenas. Já com o álcool é diferente. Sai do Terminal de Distribuição com valor de R$ 0,92 o litro e vendido pela Distribuidora a R$ 1,46. O lucro bruto dos postos é de 10%`, revela.
O mais grave na história é que, embora o Brasil seja um país com reservas de petróleo, o preço da gasolina praticado é mais alto que nos vizinhos. Na Argentina, por exemplo, o preço da gasolina comum, igual a nossa, só que sem adição de álcool, é vendida a 1,99 pesos, o equivalente a R$ 1,20 o litro. A gasolina super custa para os argentinos 2,30 pesos, ou R$ 1,15 e a gasolina Fangio ou de alta octanagem 2,89 pesos ou R$ 1,45. O que chama a atenção é que a Petrobras é exportadora de combustível para a Argentina e o preço praticado nos postos baianos, para a gasolina comum é R$ 2,67 o litro e a aditivada entre R$ 2,70 a R$ 2,73 o litro.
No Paraguai, encher o tanque custa R$ 1,30 o litro, e no Chile, R$ 2,32. O que significa dizer que para um carro com capacidade de 45 litros, é preciso desembolsar hoje na Bahia R$ 120, 15, enquanto na Argentina R$ 45, Chile R$ 104,40 e no Paraguai R$ 58,50.
Vale lembrar que o valor praticado na Bahia não se difere muito dos outros estados. Questionado sobre a existência de cartel na Bahia, Walter Tannus negou e esclareceu que os motivos da pouca diferenciação dos preços dos combustíveis praticados no Estado se devem à similaridade de custos, sendo a única diferenciação a localização.
`Os gastos são os mesmos com energia elétrica, mão-de-obra, entre outros, variando apenas o custo de locação. O setor está passando por dificuldades. O lucro do dono de posto era maior na época em que havia tabelamento de preços. Hoje somos vistos como vilões e pagamos impostos para Ibama, CRA, taxa ambiental, Ibametro e até cartão de crédito, além de adicional noturno. Os postos estão quebrando`, alega. Ele informou que os custos de cartão de crédito no Brasil são da ordem de 3%, enquanto na Argentina são de 0,5% e EUA 0,3%.
Questionada sobre a variação de preço entre os países e o porquê da exportação da gasolina brasileira para a Argentina sair mais barato para os consumidores argentinos na hora do abastecimento, a Petrobras se posicionou em nota informando que: `O valor de realização (custo de produção mais remuneração do capital) da Petrobras na comercialização da gasolina A (sem adição de álcool) nas refinarias é de cerca de R$ 0,80. Este é o valor que a empresa recebe nas vendas da gasolina que produz no mercado interno, sem impostos. Para o mercado externo ocorre situação similar, uma vez que não incidem sobre o preço de exportação os impostos internos, nem o valor do álcool adicionado à gasolina brasileira, muito menos as comissões das distribuidoras e dos postos`.
A Petrobras revelou que não pode se pronunciar sobre o sistema de preços ao consumidor praticado em outros países, inclusive naqueles para os quais exporta gasolina. `Cada país tem a sua política interna de preços e impostos`.
A assessoria da empresa também assinalou que o preço da Petrobras como refinadora é o que é cobrado nas refinarias. Sobre o preço da gasolina brasileira, a multinacional destacou: `Em relação à composição, fica claro que não é a Petrobras a responsável pelo preço total que o consumidor paga na bomba. O preço da gasolina nas refinarias da Petrobras, para as distribuidoras, sem impostos (preço de realização) é de R$0,80 por litro, ou seja, apenas 32% do valor médio pago pelo consumidor na bomba. A Petrobras não tem qualquer ingerência sobre os fatores que influenciam o preço final da gasolina. Os preços de comercialização do álcool, por sua vez, são fixados livremente pelos produtores (usineiros)`.
No Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, onde se produz cerca de 85% do petróleo nacional, o litro da gasolina custava antes do último aumento, em média R$ 2,59, enquanto em São Paulo, o valor antes do aumento praticado era de R$ 2,37. Segundo declarações na imprensa do Centro Brasileiro de Infra-estrutura, a diferenciação no preço final do preço A?s da gasolina é fruto de uma política tributária exercida por cada país.
Na Venezuela, por exemplo, país como o Brasil auto-suficiente em petróleo, para encher um litro de gasolina o venezuelano pagava R$ 0,09, mais barato que um litro de água. Entre os tributos responsáveis pela variação dos preços praticados nos estados brasileiros com relação nos combustíveis, o ICMS seguido dos impostos federais a exemplo da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide), PIS e Cofins são responsáveis pela variação, aliado aos custos de frete, e outros.
Fonte: Tribuna da Bahia
Em 12/05/2008.
Ele informou que a gasolina, sai da Distribuidora, depois de misturada com a porcentagem de álcool, ao posto a R$ 2,26, restando 13,5% de margem bruta ao posto. No caso do diesel, Tannus esclarece que recebe da Distribuidora a R$ 1,90 aos postos e que repassam ao consumidor final a R$ 1,99 `Trata-se do pior preço para o dono de posto. O que vemos são os associados deixarem de comercializar este produto porque não haver lucratividade. O lucro bruto no diesel é de 5% apenas. Já com o álcool é diferente. Sai do Terminal de Distribuição com valor de R$ 0,92 o litro e vendido pela Distribuidora a R$ 1,46. O lucro bruto dos postos é de 10%`, revela.
O mais grave na história é que, embora o Brasil seja um país com reservas de petróleo, o preço da gasolina praticado é mais alto que nos vizinhos. Na Argentina, por exemplo, o preço da gasolina comum, igual a nossa, só que sem adição de álcool, é vendida a 1,99 pesos, o equivalente a R$ 1,20 o litro. A gasolina super custa para os argentinos 2,30 pesos, ou R$ 1,15 e a gasolina Fangio ou de alta octanagem 2,89 pesos ou R$ 1,45. O que chama a atenção é que a Petrobras é exportadora de combustível para a Argentina e o preço praticado nos postos baianos, para a gasolina comum é R$ 2,67 o litro e a aditivada entre R$ 2,70 a R$ 2,73 o litro.
No Paraguai, encher o tanque custa R$ 1,30 o litro, e no Chile, R$ 2,32. O que significa dizer que para um carro com capacidade de 45 litros, é preciso desembolsar hoje na Bahia R$ 120, 15, enquanto na Argentina R$ 45, Chile R$ 104,40 e no Paraguai R$ 58,50.
Vale lembrar que o valor praticado na Bahia não se difere muito dos outros estados. Questionado sobre a existência de cartel na Bahia, Walter Tannus negou e esclareceu que os motivos da pouca diferenciação dos preços dos combustíveis praticados no Estado se devem à similaridade de custos, sendo a única diferenciação a localização.
`Os gastos são os mesmos com energia elétrica, mão-de-obra, entre outros, variando apenas o custo de locação. O setor está passando por dificuldades. O lucro do dono de posto era maior na época em que havia tabelamento de preços. Hoje somos vistos como vilões e pagamos impostos para Ibama, CRA, taxa ambiental, Ibametro e até cartão de crédito, além de adicional noturno. Os postos estão quebrando`, alega. Ele informou que os custos de cartão de crédito no Brasil são da ordem de 3%, enquanto na Argentina são de 0,5% e EUA 0,3%.
Questionada sobre a variação de preço entre os países e o porquê da exportação da gasolina brasileira para a Argentina sair mais barato para os consumidores argentinos na hora do abastecimento, a Petrobras se posicionou em nota informando que: `O valor de realização (custo de produção mais remuneração do capital) da Petrobras na comercialização da gasolina A (sem adição de álcool) nas refinarias é de cerca de R$ 0,80. Este é o valor que a empresa recebe nas vendas da gasolina que produz no mercado interno, sem impostos. Para o mercado externo ocorre situação similar, uma vez que não incidem sobre o preço de exportação os impostos internos, nem o valor do álcool adicionado à gasolina brasileira, muito menos as comissões das distribuidoras e dos postos`.
A Petrobras revelou que não pode se pronunciar sobre o sistema de preços ao consumidor praticado em outros países, inclusive naqueles para os quais exporta gasolina. `Cada país tem a sua política interna de preços e impostos`.
A assessoria da empresa também assinalou que o preço da Petrobras como refinadora é o que é cobrado nas refinarias. Sobre o preço da gasolina brasileira, a multinacional destacou: `Em relação à composição, fica claro que não é a Petrobras a responsável pelo preço total que o consumidor paga na bomba. O preço da gasolina nas refinarias da Petrobras, para as distribuidoras, sem impostos (preço de realização) é de R$0,80 por litro, ou seja, apenas 32% do valor médio pago pelo consumidor na bomba. A Petrobras não tem qualquer ingerência sobre os fatores que influenciam o preço final da gasolina. Os preços de comercialização do álcool, por sua vez, são fixados livremente pelos produtores (usineiros)`.
No Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, onde se produz cerca de 85% do petróleo nacional, o litro da gasolina custava antes do último aumento, em média R$ 2,59, enquanto em São Paulo, o valor antes do aumento praticado era de R$ 2,37. Segundo declarações na imprensa do Centro Brasileiro de Infra-estrutura, a diferenciação no preço final do preço A?s da gasolina é fruto de uma política tributária exercida por cada país.
Na Venezuela, por exemplo, país como o Brasil auto-suficiente em petróleo, para encher um litro de gasolina o venezuelano pagava R$ 0,09, mais barato que um litro de água. Entre os tributos responsáveis pela variação dos preços praticados nos estados brasileiros com relação nos combustíveis, o ICMS seguido dos impostos federais a exemplo da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide), PIS e Cofins são responsáveis pela variação, aliado aos custos de frete, e outros.
Fonte: Tribuna da Bahia
Em 12/05/2008.