17/04/2009
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que o cálculo do rendimento da poupança precisa e vai mudar, mas ponderou que o assunto será discutido `com carinho` para que os poupadores que têm seu dinheiro aplicado na modalidade não saiam prejudicados. `Vou ter uma conversa com o ministro Guido (da Fazenda) e vamos discutir sobre isso com carinho. Precisamos proteger os poupadores, mas não podemos permitir que pessoas que tenham muito dinheiro apliquem tudo na poupança`, disse o presidente durante solenidade de apresentação dos novos oficiais generais, no Palácio do Buriti.
O presidente disse, ainda, que a poupança existe para salvaguardar os interesses da maioria da população que não tem muito dinheiro. `Para que eles não tenham prejuízo, vamos fazer isso (mudança) com muito cuidado porque queremos preservar o que temos de mais sagrado, que são os poupadores`, completou.
O governo estuda mudanças na poupança porque, com a queda dos juros, hoje em 11,25% ao ano, a rentabilidade tende a ficar muito maior que a dos fundos. Com a queda nas taxas de juro, o presidente defendeu que haja equilíbrio, `porque senão não é mais poupança, passa a ser investimento`. O governo quer mexer na poupança para evitar a migração do dinheiro hoje depositado nos fundos de investimentos. No início deste mês, em Londres, durante o encontro do G-20, grupo dos países mais ricos e emergentes, Lula acenou com a possibilidade de mudança.
Por enquanto, a poupança ainda não lidera o ranking de investimentos no país, mas isso pode mudar nos próximos meses com a queda na taxa básica de juros. Em março, a liderança foi da Bovespa (7,18%), seguida pelo fundos DI e de Renda Fixa, com retornos de 0,87% e 0,91%, respectivamente. Logo após, a caderneta de poupança permitiu um retorno de 0,64%.
Limitações
Na expectativa de novas tesouradas na taxa básica de juros (Selic) — em níveis que podem variar entre 2 e 2,5 pontos porcentuais até junho —, a equipe econômica estuda agora a possibilidade de limitar as aplicações na mais popular aplicação do país até o patamar de R$ 5 mil. Segundo levantamento da equipe econômica, 92% dos depósitos da poupança não ultrapassam a faixa de R$ 5 mil.
Outra proposta em estudo é a da tributação dos rendimentos da poupança para grandes aplicadores. Assim, diluiria a Taxa Referencial (TR) para reduzir os ganhos da caderneta. O limite estudado para iniciar a tributação é de R$ 100 mil, mas o valor sofre oposição dentro do próprio governo e poderá ser elevado. A mudança deve sair por meio de medida provisória nos próximos dias.
O governo, no entanto, teme que ela seja barrada no Congresso, como aconteceu com a CPMF. Se for confirmada, será a primeira intervenção na caderneta desde o confisco da poupança promovido pelo Plano Collor, em março de 1990.
________________________________________ Frigoríficos beneficiados
O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu nesta quinta-feira criar uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para dar capital de giro ao setor de frigoríficos, que está sendo fortemente prejudicado pela crise financeira mundial. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, os recursos, que devem sair do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), serão destinados aos produtores de aves, carne bovina e suína. Ele explicou que o custo será de 11,25% ao ano. `A linha será liberada amanhã (hoje) e vai beneficiar esses setores que estão precisando de capital de giro`, disse Guido Mantega.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou duas resoluções, em sessão extraordinária, que regulamentam a linha especial de infraestrutura em projetos de habitação popular. A linha está prevista na medida provisória que criou o programa Minha Casa Minha Vida e terá como agente operador a Caixa Econômica. O BNDES será a fonte primária dos recursos. O objetivo, segundo o Ministério da Fazenda, é financiar construtoras do setor privado que tenham gastos em projetos de infraestrutura e edificações de empreendimentos imobiliários. O total de recursos será de até R$ 5 bilhões. Fica a cargo da União, ainda segundo a Fazenda.
Correio Braziliense - 17/04/2009.
O presidente disse, ainda, que a poupança existe para salvaguardar os interesses da maioria da população que não tem muito dinheiro. `Para que eles não tenham prejuízo, vamos fazer isso (mudança) com muito cuidado porque queremos preservar o que temos de mais sagrado, que são os poupadores`, completou.
O governo estuda mudanças na poupança porque, com a queda dos juros, hoje em 11,25% ao ano, a rentabilidade tende a ficar muito maior que a dos fundos. Com a queda nas taxas de juro, o presidente defendeu que haja equilíbrio, `porque senão não é mais poupança, passa a ser investimento`. O governo quer mexer na poupança para evitar a migração do dinheiro hoje depositado nos fundos de investimentos. No início deste mês, em Londres, durante o encontro do G-20, grupo dos países mais ricos e emergentes, Lula acenou com a possibilidade de mudança.
Por enquanto, a poupança ainda não lidera o ranking de investimentos no país, mas isso pode mudar nos próximos meses com a queda na taxa básica de juros. Em março, a liderança foi da Bovespa (7,18%), seguida pelo fundos DI e de Renda Fixa, com retornos de 0,87% e 0,91%, respectivamente. Logo após, a caderneta de poupança permitiu um retorno de 0,64%.
Limitações
Na expectativa de novas tesouradas na taxa básica de juros (Selic) — em níveis que podem variar entre 2 e 2,5 pontos porcentuais até junho —, a equipe econômica estuda agora a possibilidade de limitar as aplicações na mais popular aplicação do país até o patamar de R$ 5 mil. Segundo levantamento da equipe econômica, 92% dos depósitos da poupança não ultrapassam a faixa de R$ 5 mil.
Outra proposta em estudo é a da tributação dos rendimentos da poupança para grandes aplicadores. Assim, diluiria a Taxa Referencial (TR) para reduzir os ganhos da caderneta. O limite estudado para iniciar a tributação é de R$ 100 mil, mas o valor sofre oposição dentro do próprio governo e poderá ser elevado. A mudança deve sair por meio de medida provisória nos próximos dias.
O governo, no entanto, teme que ela seja barrada no Congresso, como aconteceu com a CPMF. Se for confirmada, será a primeira intervenção na caderneta desde o confisco da poupança promovido pelo Plano Collor, em março de 1990.
________________________________________ Frigoríficos beneficiados
O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu nesta quinta-feira criar uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para dar capital de giro ao setor de frigoríficos, que está sendo fortemente prejudicado pela crise financeira mundial. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, os recursos, que devem sair do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), serão destinados aos produtores de aves, carne bovina e suína. Ele explicou que o custo será de 11,25% ao ano. `A linha será liberada amanhã (hoje) e vai beneficiar esses setores que estão precisando de capital de giro`, disse Guido Mantega.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou duas resoluções, em sessão extraordinária, que regulamentam a linha especial de infraestrutura em projetos de habitação popular. A linha está prevista na medida provisória que criou o programa Minha Casa Minha Vida e terá como agente operador a Caixa Econômica. O BNDES será a fonte primária dos recursos. O objetivo, segundo o Ministério da Fazenda, é financiar construtoras do setor privado que tenham gastos em projetos de infraestrutura e edificações de empreendimentos imobiliários. O total de recursos será de até R$ 5 bilhões. Fica a cargo da União, ainda segundo a Fazenda.
Correio Braziliense - 17/04/2009.