27/10/2011
Programas que irão monitorar a pesca em Ilhéus e apresentar medidas para fortalecer o setor pesqueiro na região estão entre as medidas sugeridas no Estudo de Impactos Ambientais (EIA) do Porto Sul, como forma de mitigar os impactos do empreendimento. O assunto foi abordado nesta quarta-feira (26), na sede da Colônia de Pescadores Z-34, em Ilhéus, num encontro entre representantes do Estado, Bahia Mineração e pescadores cadastrados na colônia, situada na zona norte ilheense, e membros da Z-18, de Itacaré.
O governo estadual participou da reunião por intermédio das secretarias de Desenvolvimento Urbano (Sedur), de Relações Institucionais (Serin) e da Casa Civil. Durante o evento, foram transmitidas aos presentes informações do Relatório de Impactos Ambientais do Porto Sul.
Monitoramento
O presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli, ressaltou que os estudos antecipam os impactos positivos e negativos do empreendimento e, para cada um destes, apontam medidas mitigadoras, ou seja, aquelas que atenuam ou até mesmo anulam os impactos negativos.
Para a pesca, segundo Isaac, o estudo aponta a necessidade de se desenvolverem programas de monitoramento, o que já está na pauta do governo e do parceiro privado do Porto Sul, a empresa Bahia Mineração (Bamin). Presentes à reunião, representantes da empresa explicaram que o monitoramento é `dinâmico e ativo`, pois prevê ações para incentivar a área da pesca.
Albagli mencionou projetos já desenvolvidos pela Bahia Pesca em outras partes do litoral baiano, como a instalação dos chamados atratores de pesqueiros. `Já temos tecnologia e pessoal capacitado para implantar esses mecanismos com rapidez, em até 30 dias`, ressaltou.
O presidente da empresa estatal baiana observou também que portos off shore, como será o Porto Sul, acabam favorecendo a reprodução de várias espécies de pescado em seu quebra-mar, o que ocorre em terminais marítimos como os de Aracaju e Fortaleza.
Um projeto da Bahia Pesca para estimular a atividade, citado pelo presidente, foi o `Pescadores do Futuro`, cujo propósito é capacitar jovens pescadores. `O filho do pescador tem uma tendência de fugir da profissão, mas isso pode mudar na medida em que seja oferecida tecnologia e treinamento`, aposta Albagli.
Anfitrião do encontro, o presidente da Colônia Z-34, Reynaldo Oliveira dos Santos, o `Zé Neguinho`, lembrou a importância dos estudos para se evitar os mesmos impactos ocorridos após a implantação do Porto do Malhado, na década de 70. Para ele, `ao se pensar nos impactos, deve-se adotar cuidados para que o projeto beneficie por mais tempo a comunidade`.
Fonte: Secom
Em: 27/10/2011.
O governo estadual participou da reunião por intermédio das secretarias de Desenvolvimento Urbano (Sedur), de Relações Institucionais (Serin) e da Casa Civil. Durante o evento, foram transmitidas aos presentes informações do Relatório de Impactos Ambientais do Porto Sul.
Monitoramento
O presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli, ressaltou que os estudos antecipam os impactos positivos e negativos do empreendimento e, para cada um destes, apontam medidas mitigadoras, ou seja, aquelas que atenuam ou até mesmo anulam os impactos negativos.
Para a pesca, segundo Isaac, o estudo aponta a necessidade de se desenvolverem programas de monitoramento, o que já está na pauta do governo e do parceiro privado do Porto Sul, a empresa Bahia Mineração (Bamin). Presentes à reunião, representantes da empresa explicaram que o monitoramento é `dinâmico e ativo`, pois prevê ações para incentivar a área da pesca.
Albagli mencionou projetos já desenvolvidos pela Bahia Pesca em outras partes do litoral baiano, como a instalação dos chamados atratores de pesqueiros. `Já temos tecnologia e pessoal capacitado para implantar esses mecanismos com rapidez, em até 30 dias`, ressaltou.
O presidente da empresa estatal baiana observou também que portos off shore, como será o Porto Sul, acabam favorecendo a reprodução de várias espécies de pescado em seu quebra-mar, o que ocorre em terminais marítimos como os de Aracaju e Fortaleza.
Um projeto da Bahia Pesca para estimular a atividade, citado pelo presidente, foi o `Pescadores do Futuro`, cujo propósito é capacitar jovens pescadores. `O filho do pescador tem uma tendência de fugir da profissão, mas isso pode mudar na medida em que seja oferecida tecnologia e treinamento`, aposta Albagli.
Anfitrião do encontro, o presidente da Colônia Z-34, Reynaldo Oliveira dos Santos, o `Zé Neguinho`, lembrou a importância dos estudos para se evitar os mesmos impactos ocorridos após a implantação do Porto do Malhado, na década de 70. Para ele, `ao se pensar nos impactos, deve-se adotar cuidados para que o projeto beneficie por mais tempo a comunidade`.
Fonte: Secom
Em: 27/10/2011.