PAC/Funasa beneficiará 41 municípios baianos em áreas de alto risco da Doença de Chagas

10/10/2007
Cerca de R$ 18 milhões serão aplicados em 41 municípios da Bahia localizados em áreas de alto risco da Doença de Chagas. A ação foi assegurada por meio de um termo de adesão assinado hoje (10) pelas prefeituras das cidades beneficiadas com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O acordo busca principalmente promover melhorias habitacionais, substituindo as casas de taipa por construções de alvenaria e tijolo.

O termo de adesão foi assinado em solenidade na Governadoria, com a presença do governador Jaques Wagner, do presidente da Funasa, Francisco Danilo Bastos Forte, e de prefeitos das cidades contempladas. Estima-se que nos 41 municípios cerca de duas mil famílias recebam melhorias em suas casas, impedindo que o barbeiro, vetor da Doença de Chagas, contamine crianças e adultos em áreas carentes.

As cidades beneficiadas são Baianópolis, Xique-Xique, Barra do Mendes, Urandi, Bom Jesus da Lapa, Tanhaçu, Buritirama, Tabocas do Brejo Velho, Campo Alegre de Lourdes, Sobradinho, Canápolis, Sítio do Mato, Candiba, Sento Sé, Caraíbas, Sebastião Laranjeiras, Carinhanha, São Gabriel, Caturama, São Félix do Coribe, Cocos, Santana, Cotegipe, Presidente Dutra, Curaçá, Pindaí, Feira da Mata, Oliveira dos Brejinhos, Formosa do Rio Preto, Matina, Gentio do Ouro, Mansidão, Ibipitanga, Macaúbas, Ibitiara, João Dourado, Ipupiara, Juazeiro, Ituaçu, Jaborandi e Iuiú.

Para o governador, a iniciativa é muito importante. `Infelizmente, a Bahia é o 21º estado em saúde pública no país. Queremos mudar essa realidade com a melhoria da qualidade de vida das pessoas, levando o estado, pelo menos, para a sexta posição, já que a Bahia tem a sexta maior economia do país`, disse.

Segundo o presidente da Funasa, as melhorias habitacionais visam diminuir o sofrimento da população que vive exposta à doença, principalmente nos municípios à margem esquerda do Rio São Francisco, no caso da Bahia, na fronteira com o Tocantins e o Piauí.

`Com a substituição das casas de taipa, verificamos que a Doença de Chagas já sofreu uma redução de 88% em determinados locais, inclusive na Bahia. Estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) também apontam que 58% das crianças entre 0 e seis anos morrem vítimas de doenças de veiculação hídrica. Então, devemos estar atentos a isso`, observou Bastos Forte.

A prefeita da cidade de Carinhanha, Francisca Alves Ribeiro, demonstrou o seu entusiasmo ao assinar o termo de adesão. `É inconcebível que em cidades às margens do Velho Chico ainda existam famílias inteiras com Doença de Chagas, como no meu município. São pais de família com apenas 28 anos e crianças de quatro anos morrendo desse mal. O PAC/Funasa, então, mostra-se como uma forma de mudar tudo isso`, ressaltou.

Índios e quilombolas

Além de promover melhorias em áreas sujeitas ao aparecimento do barbeiro, o PAC/Funasa atua em comunidades indígenas e quilombolas de todo o país. Dos mil municípios beneficiados pelo programa, 91 estão na Bahia - estado que, juntamente com o Maranhão, tem a maior comunidade quilombola do Brasil.

Essa fatia da população baiana, inclusive, será beneficiada com R$ 11 milhões, provenientes de ações do PAC/Funasa. Os 23 mil índios do estado também são alvo de projetos. A Funasa calcula que apenas 56% das comunidades indígenas brasileiras têm acesso a água tratada e quer elevar essa marca para 90%.

Fonte: Agecom

10.10.07