19/12/2008
A queda na cotação do petróleo nos mercados internacionais, de US$ 147,27 em julho para o atual patamar de US$ 40, pode levar a uma redução no preço da gasolina em 2009 no Brasil. A previsão consta da ata do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) divulgada ontem, que revelou detalhes de uma das mais polêmicas reuniões dos últimos anos. Ontem, o presidente do BC, Henrique Meirelles, admitiu que a maioria dos membros do Comitê chegou a discutir, no encontro, a possibilidade de um corte do juro de 0,25 ponto percentual, mas que os diretores concluíram, de forma unânime, que a cojuntura ainda exigia cautela.
- O balanço de riscos não justificaria uma decisão diferente naquele momento - justificou Meirelles, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
Com relação ao preço da gasolina, a ata revela a possibilidade de até mais de uma redução do preço do combustível. Neste ano, a Petrobras promoveu apenas uma alta no preço do combustível, que foi compensada por uma redução no imposto promovida pelo governo federal.
`O cenário central de trabalho adotado pelo Copom, que prevê preços domésticos da gasolina inalterados para o acumulado de 2008, permanece plausível, mas, a persistir o quadro atual do mercado de petróleo, não parece prudente descartar por completo a hipótese de que ocorram reduções de preços em 2009`, afirmou o Copom na ata da reunião da semana passada, quando o BC manteve a taxa básica de juros inalterada em 13,75% ao ano.
Efeitos sobre a inflação
O BC também diz que, independentemente do comportamento dos preços da gasolina, a redução na cotação do petróleo pode, eventualmente, beneficiar a economia doméstica, tanto por meio dos produtos petroquímicos quanto pelo efeito sobre as expectativas de inflação.
O Copom manteve a previsão de que o reajustes dos preços administrados por contrato e monitorados para 2009 ficará em 5,5%. O valor está acima da meta de inflação de 4,5%. Para 2008, o BC espera que o aumento desses preços fique em 3,5%, abaixo da previsão feita em outubro pela instituição. De acordo com o BC, esses preços respondem por cerca de 30% da inflação medida pelo IPCA, que serve como meta para o governo.
A previsão para o gás de bujão subiu de 0% para 2,6% para o acumulado de 2008. A projeção de reajuste da tarifa de telefonia fixa para este ano foi alterada de 3,5% para 3,6%. No caso do preço da energia elétrica, a projeção foi mantida em 1,1%.
Intervenção no câmbio
Meirelles revelou ontem, também, que o BC já fez atuações no mercado de câmbio no valor de US$ 53,4 bilhões entre os dias 19 de setembro e 16 de dezembro para segurar a disparada do dólar. O BC, relatou, já vendeu US$ 9,8 bilhões das reservas internacionais que, apesar do volume destinado, hoje ainda somam US$ 206 bilhões. Também foram emprestados US$ 10,8 bilhões em leilões de dólares de linhas externas e outros US$ 2,4 bilhões nos leilões de moeda direcionados ao comércio exterior.
Fonte: Jornal do Brasil
- 19/12/2008.
- O balanço de riscos não justificaria uma decisão diferente naquele momento - justificou Meirelles, durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
Com relação ao preço da gasolina, a ata revela a possibilidade de até mais de uma redução do preço do combustível. Neste ano, a Petrobras promoveu apenas uma alta no preço do combustível, que foi compensada por uma redução no imposto promovida pelo governo federal.
`O cenário central de trabalho adotado pelo Copom, que prevê preços domésticos da gasolina inalterados para o acumulado de 2008, permanece plausível, mas, a persistir o quadro atual do mercado de petróleo, não parece prudente descartar por completo a hipótese de que ocorram reduções de preços em 2009`, afirmou o Copom na ata da reunião da semana passada, quando o BC manteve a taxa básica de juros inalterada em 13,75% ao ano.
Efeitos sobre a inflação
O BC também diz que, independentemente do comportamento dos preços da gasolina, a redução na cotação do petróleo pode, eventualmente, beneficiar a economia doméstica, tanto por meio dos produtos petroquímicos quanto pelo efeito sobre as expectativas de inflação.
O Copom manteve a previsão de que o reajustes dos preços administrados por contrato e monitorados para 2009 ficará em 5,5%. O valor está acima da meta de inflação de 4,5%. Para 2008, o BC espera que o aumento desses preços fique em 3,5%, abaixo da previsão feita em outubro pela instituição. De acordo com o BC, esses preços respondem por cerca de 30% da inflação medida pelo IPCA, que serve como meta para o governo.
A previsão para o gás de bujão subiu de 0% para 2,6% para o acumulado de 2008. A projeção de reajuste da tarifa de telefonia fixa para este ano foi alterada de 3,5% para 3,6%. No caso do preço da energia elétrica, a projeção foi mantida em 1,1%.
Intervenção no câmbio
Meirelles revelou ontem, também, que o BC já fez atuações no mercado de câmbio no valor de US$ 53,4 bilhões entre os dias 19 de setembro e 16 de dezembro para segurar a disparada do dólar. O BC, relatou, já vendeu US$ 9,8 bilhões das reservas internacionais que, apesar do volume destinado, hoje ainda somam US$ 206 bilhões. Também foram emprestados US$ 10,8 bilhões em leilões de dólares de linhas externas e outros US$ 2,4 bilhões nos leilões de moeda direcionados ao comércio exterior.
Fonte: Jornal do Brasil
- 19/12/2008.