Publicado: 31/03/2009
Última atualização: 06/10/2026 às 10:00
Determinado a projetar o país como uma das nações emergentes mais atuantes no cenário internacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem agido intensamente nos últimos dias, em especial no front da mídia. O Brasil conquistou destaque em jornais como o francês `Le Monde`, a emissora de TV americana CNN e na imprensa britânica, na semana passada. Movimento que pega carona na crescente importância dos países emergentes — Brasil, Rússia, China e Índia (os Brics) à frente — em tempos de crise internacional.
As aparições de Lula reforçam a estratégia do Palácio do Planalto de promover a imagem do presidente no exterior. Longe do epicentro da crise, Lula e demais chefes de Estado emergentes agradam porque, de um lado, comandam as nações que podem atenuar o abalo global. De outro, como `fizeram o dever de casa`, apontam erros cometidos pelos países ricos. O próximo palco será a reunião do G-20, marcada para esta quinta-feira, em Londres.
— O G-20 ganhou importância em razão do potencial, sobretudo de países de dimensão continental. O Brasil é um país rico, detentor das maiores reservas de água do planeta e, por isso, é amplamente visado e cobiçado — diz o sociólogo Lucio Castelo Branco, da Universidade de Brasília (UnB), que, porém, faz ressalva em relação a Lula. — O presidente é um estadista insólito tropical, consumido pela mídia internacional como uma personalidade histriônica. Suas declarações mostram mágoa e ressentimento.
Autor(es): Eliane Oliveira
O Globo - 31/03/2009.
As aparições de Lula reforçam a estratégia do Palácio do Planalto de promover a imagem do presidente no exterior. Longe do epicentro da crise, Lula e demais chefes de Estado emergentes agradam porque, de um lado, comandam as nações que podem atenuar o abalo global. De outro, como `fizeram o dever de casa`, apontam erros cometidos pelos países ricos. O próximo palco será a reunião do G-20, marcada para esta quinta-feira, em Londres.
— O G-20 ganhou importância em razão do potencial, sobretudo de países de dimensão continental. O Brasil é um país rico, detentor das maiores reservas de água do planeta e, por isso, é amplamente visado e cobiçado — diz o sociólogo Lucio Castelo Branco, da Universidade de Brasília (UnB), que, porém, faz ressalva em relação a Lula. — O presidente é um estadista insólito tropical, consumido pela mídia internacional como uma personalidade histriônica. Suas declarações mostram mágoa e ressentimento.
Autor(es): Eliane Oliveira
O Globo - 31/03/2009.