31/03/2009
Mais uma empresa estatal vai recorrer aos Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para executar seus projetos. A Eletrobrás, holding do setor elétrico brasileiro, entrou com pedido de financiamento de R$ 4,5 bilhões na instituição para a construção da usina nuclear de Angra 3. Neste ano a Petrobras terá US$ 11,9 bilhões para realizar seus investimentos.
As obras, que começam no próximo mês, serão realizadas pela Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás. A informação foi dada ontem pelo presidente da estatal, José Antônio Muniz Lopes, ao explicar que o financiamento do BNDES representa 60% do valor total de R$ 7,5 bilhões dos investimentos na construção da usina.
Para obter o financiamento do banco, a Eletrobrás precisa, por ser uma estatal, de autorização especial do Conselho Monetário Nacional (CMN). Segundo Lopes, outros R$ 1,8 bilhão deverão ser captados no exterior vinculados à compra de equipamentos. E o R$ 1,2 bilhão restante sairá do próprio caixa da estatal.
— Estamos buscando as melhores condições de financiamentos — destacou Lopes.
Grupo investirá total de R$ 7,2 bilhões este ano O presidente da estatal destacou que os projetos da empresa em andamento não serão adiados em função da crise financeira internacional. Segundo ele, este ano os investimentos totais do grupo, principalmente das geradoras Chesf, Eletronorte, Furnas, Eletrosul e Eletronuclear, chegarão a R$ 7,2 bilhões, cerca de 80% de crescimento em relação aos R$ 4 bilhões investidos no ano passado.
O diretor financeiro da Eletrobrás, Astrogildo Quental, explicou que, para realizar os investimentos neste ano, a estatal pretende captar R$ 2 bilhões, se as condições oferecidas forem favoráveis. A Eletrobrás já apresentou proposta ao mercado para captar US$ 600 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão) em bônus no exterior. Segundo o Quental, os bancos deverão apresentar suas propostas no início de abril. Mas o presidente da Eletrobrás garantiu que, se as condições oferecidas não forem boas, a Eletrobrás usará recursos próprios.
— Se for um dinheiro caro, não pegamos. Nós não estamos precisando desses recursos, são apenas para diversificar as fontes de recursos — destacou Lopes.
A Eletrobrás decidiu entrar no negócio de distribuição, setor que, desde o fim da década de 90, com as privatizações, passou a ser preponderantemente privado. O presidente da estatal informou que considera a distribuição rentável. A Eletrobrás está analisando a possibilidade de assumir o controle de duas distribuidoras estaduais da região norte: a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) e a Companhia Energética de Roraima (CER). As duas companhias têm dívidas junto à Eletrobrás por energia vendida e não paga.
Eletrobrás quer atuar no segmento de distribuição A CEA, segundo Muniz Lopes, não paga à Eletrobrás há 13 anos e sua dívida chega a R$ 560 milhões, enquanto a CER deve cerca de R$ 20 milhões. O presidente da estatal garantiu que, com o saneamento das empresas e uma gestão eficiente, a distribuição é uma atividade lucrativa, mesmo no interior do país.
Muniz Lopes comemora o fato de que as seis distribuidoras das regiões Norte e Nordeste, que a Eletrobrás assumiu anos atrás, foram saneadas.
No ano passado as empresas saíram de um prejuízo de R$ 1,1 bilhão em 2007 para um lucro de R$ 50 milhões.
— Não vamos vender nenhuma empresa. Distribuição agora é um negócio da Eletrobrás que dá lucro.
Autor(es): Ramona Ordoñez
O Globo - 31/03/2009.
As obras, que começam no próximo mês, serão realizadas pela Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás. A informação foi dada ontem pelo presidente da estatal, José Antônio Muniz Lopes, ao explicar que o financiamento do BNDES representa 60% do valor total de R$ 7,5 bilhões dos investimentos na construção da usina.
Para obter o financiamento do banco, a Eletrobrás precisa, por ser uma estatal, de autorização especial do Conselho Monetário Nacional (CMN). Segundo Lopes, outros R$ 1,8 bilhão deverão ser captados no exterior vinculados à compra de equipamentos. E o R$ 1,2 bilhão restante sairá do próprio caixa da estatal.
— Estamos buscando as melhores condições de financiamentos — destacou Lopes.
Grupo investirá total de R$ 7,2 bilhões este ano O presidente da estatal destacou que os projetos da empresa em andamento não serão adiados em função da crise financeira internacional. Segundo ele, este ano os investimentos totais do grupo, principalmente das geradoras Chesf, Eletronorte, Furnas, Eletrosul e Eletronuclear, chegarão a R$ 7,2 bilhões, cerca de 80% de crescimento em relação aos R$ 4 bilhões investidos no ano passado.
O diretor financeiro da Eletrobrás, Astrogildo Quental, explicou que, para realizar os investimentos neste ano, a estatal pretende captar R$ 2 bilhões, se as condições oferecidas forem favoráveis. A Eletrobrás já apresentou proposta ao mercado para captar US$ 600 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão) em bônus no exterior. Segundo o Quental, os bancos deverão apresentar suas propostas no início de abril. Mas o presidente da Eletrobrás garantiu que, se as condições oferecidas não forem boas, a Eletrobrás usará recursos próprios.
— Se for um dinheiro caro, não pegamos. Nós não estamos precisando desses recursos, são apenas para diversificar as fontes de recursos — destacou Lopes.
A Eletrobrás decidiu entrar no negócio de distribuição, setor que, desde o fim da década de 90, com as privatizações, passou a ser preponderantemente privado. O presidente da estatal informou que considera a distribuição rentável. A Eletrobrás está analisando a possibilidade de assumir o controle de duas distribuidoras estaduais da região norte: a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) e a Companhia Energética de Roraima (CER). As duas companhias têm dívidas junto à Eletrobrás por energia vendida e não paga.
Eletrobrás quer atuar no segmento de distribuição A CEA, segundo Muniz Lopes, não paga à Eletrobrás há 13 anos e sua dívida chega a R$ 560 milhões, enquanto a CER deve cerca de R$ 20 milhões. O presidente da estatal garantiu que, com o saneamento das empresas e uma gestão eficiente, a distribuição é uma atividade lucrativa, mesmo no interior do país.
Muniz Lopes comemora o fato de que as seis distribuidoras das regiões Norte e Nordeste, que a Eletrobrás assumiu anos atrás, foram saneadas.
No ano passado as empresas saíram de um prejuízo de R$ 1,1 bilhão em 2007 para um lucro de R$ 50 milhões.
— Não vamos vender nenhuma empresa. Distribuição agora é um negócio da Eletrobrás que dá lucro.
Autor(es): Ramona Ordoñez
O Globo - 31/03/2009.