Tocha do Pan em solo baiano

06/06/2007
A chama pan-americana já está em solo brasileiro, e nada melhor como a Bahia para dar o `pontapé` inicial ao revezamento da Tocha do Pan. Ontem, um dia após ser aceso nas pirâmides astecas de Teotihuacán (nos arredores da Cidade do México), o fogo do Pan desembarcou no Brasil no Aeroporto Internacional de Porto Seguro.

A euforia tomou conta na chegada da Tocha no aeroporto. Muitas pessoas foram ao local querendo ver a chama do Pan. Além de políticos, dirigentes, atletas, ex-atletas e índios que esperavam a chegada do fogo pan-americano, vários populares foram ao aeroporto tentar chegar perto da chama.

A comitiva que levou a tocha do México a Porto Seguro na viagem de 13 horas em um avião da Força Aérea Nacional (o Sucatão, que servia à Presidência antes de ser trocado por um modelo mais novo) fez a festa na chegada ao Brasil.

Na aterrissagem do Sucatão, o ex-jogador e hoje dirigente de vôlei Giovane Gavio imitou o gesto de Romário após a conquista da Copa do Mundo de 1994 e foi à janela da aeronave, carregando uma bandeira do Brasil.

A chama apareceu na pista do aeroporto de Porto Seguro nas mãos do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman. O dirigente logo passou o fogo para o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, que por sua vez repassou a chama para o governador da Bahia, Jaques Wagner.

No aeroporto, um grupo de índios pataxós se espremeu no saguão para fazer uma dança chamada auê, em saudação ao fogo pan-americano. Com um cocar na cabeça, o pugilista Acelino `Popó` Freitas assistia à cerimônia.

Após a dança, a comitiva seguiu para Santa Cruz Cabrália, onde a primeira tocha do Pan 2007 foi acesa. A prefeitura da cidade, assim como a de Porto Seguro, decretou ponto facultativo para que as pessoas acompanhassem o evento.

Na aldeia indígena Coroa Vermelha, em Cabrália, a chama foi entregue ao prefeito da cidade, Ubaldino Pinto, que a passou para o cacique Aruã. A cantora de axé Margareth Menezes cantou o hino nacional brasileiro.

O ex-atleta Wilson Gomes Carneiro, de 77 anos, foi o primeiro condutor da tocha pan-americana no revezamento da chama, que levará o fogo a 51 localidades antes da chegada ao Rio de Janeiro, no dia 13 de julho, data da cerimônia de abertura do Pan.

O orçamento do revezamento da tocha gira em torno de R$ 10 milhões, sendo que a metade do valor será gasta pelo Ministério do Esporte e a outra metade será dividida entre um dos patrocinadores do Pan e as prefeituras das cidades envolvidas.

Fonte: Jornal Tribuna da Bahia

06/05/07