19/06/2007
As vendas do comércio baiano cresceram 4,2% em abril, em relação ao mesmo mês do ano passado. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo IBGE e divulgada em parceria pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o setor já soma mais de 40 meses seguidos de resultados positivos. No entanto, o desempenho é considerado tímido - o menor registrado entre os quatro primeiros meses de 2007 -, influenciado principalmente pelo desaquecimento do segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que teve incremento de apenas 1,2%, menor percentual desde outubro de 2005. Esse é o ramo de maior representatividade no varejo: responde por mais de 40% da formação da taxa.
A técnica da SEI, Maria de Lourdes Caires, comenta que o resultado modesto do varejo baiano é reflexo também da Páscoa, que este ano caiu no início do mês de abril. `As vendas de ovos de chocolate e outros produtos típicos da Semana Santa acabaram se concentrando em março, que registrou um crescimento de 9,3%`, explica. `Vale lembrar que o desempenho está sendo avaliado por uma base comparativa alta, visto que, em abril de 2006, a expansão foi de 10,17%, o que acaba minimizando o resultado atual`, considera a especialista.
Entretanto, apesar da desaceleração desde o início do ano, as expectativas para os próximos meses são favoráveis, especialmente devido às reduções da taxa básica de juros. No início do mês, a Selic sofreu corte pela 16ª vez consecutiva, passando para 12% ao ano, menor patamar histórico. `Mas as reduções ainda estão tímidas, em comparação com a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), atualmente em 3,14%`, observa Caires.
Entre os oito ramos de atividade que compõem a avaliação do IBGE, seis apresentaram expansão em abril no comércio na Bahia. Os principais destaques ficaram com os segmentos de outros artigos de uso pessoal e doméstico (23,4%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (16,2%). Também tiveram expansão móveis e eletrodomésticos (6,5%), tecidos, vestuário e calçados (6,3%) e combustíveis e lubrificantes (4,9%).
Contabilizaram resultados negativos os segmentos de livros, jornais, revistas e papelaria (-32,9%) e equipamentos e materiais para escritório informática e comunicação (-2,0%).
Fonte: Jornal Correio da Bahia
Repórter: Adriana Patrocínio
19/06/07
A técnica da SEI, Maria de Lourdes Caires, comenta que o resultado modesto do varejo baiano é reflexo também da Páscoa, que este ano caiu no início do mês de abril. `As vendas de ovos de chocolate e outros produtos típicos da Semana Santa acabaram se concentrando em março, que registrou um crescimento de 9,3%`, explica. `Vale lembrar que o desempenho está sendo avaliado por uma base comparativa alta, visto que, em abril de 2006, a expansão foi de 10,17%, o que acaba minimizando o resultado atual`, considera a especialista.
Entretanto, apesar da desaceleração desde o início do ano, as expectativas para os próximos meses são favoráveis, especialmente devido às reduções da taxa básica de juros. No início do mês, a Selic sofreu corte pela 16ª vez consecutiva, passando para 12% ao ano, menor patamar histórico. `Mas as reduções ainda estão tímidas, em comparação com a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), atualmente em 3,14%`, observa Caires.
Entre os oito ramos de atividade que compõem a avaliação do IBGE, seis apresentaram expansão em abril no comércio na Bahia. Os principais destaques ficaram com os segmentos de outros artigos de uso pessoal e doméstico (23,4%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (16,2%). Também tiveram expansão móveis e eletrodomésticos (6,5%), tecidos, vestuário e calçados (6,3%) e combustíveis e lubrificantes (4,9%).
Contabilizaram resultados negativos os segmentos de livros, jornais, revistas e papelaria (-32,9%) e equipamentos e materiais para escritório informática e comunicação (-2,0%).
Fonte: Jornal Correio da Bahia
Repórter: Adriana Patrocínio
19/06/07