Bahia lidera expansão da indústria

11/09/2007
A indústria baiana foi a que mais cresceu em produção entre os 14 Estados analisados durante a Pesquisa Industrial Mensal Regional, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados são referentes ao mês de julho em comparação com junho deste ano.

O avanço da Bahia foi de 4,6%, seguido por Goiás (4,3%), Pará (2,3%) e Espírito Santo (2,2%).

A Bahia segue com resultado positivo no comparativo entre julho deste ano e o mesmo mês do ano passado (7,7%), e 1,4% no indicador acumulado no ano. O índice acumulado dos últimos 12 meses também é favorável (1,2%).

Seis de nove atividades pesquisadas contribuíram para os resultados animadores. O setor de produtos químicos foi o mais significativo para o bom desempenho da indústria ao avançar 13,8% em função, principalmente, da maior produção de sulfato de amônio e amoníaco. Em seguida, aparece o refino de petróleo e produção de álcool, que aumentou 9,5% em função do aumento da fabricação de óleo diesel e gasolina.

O acumulado do ano contou com as influências positivas dos segmentos de alimentos e bebidas (12,7%), com destaque para o item farinha, e de produtos químicos (1,6%), em função da maior fabricação de policloreto de vinila (PVC) e etileno não-saturado. Já a pressão negativa, em julho, ficou a cargo do segmento de celulose e papel, cujo recuo foi de -4,8%, influenciado principalmente pela redução na produção de celulose.

O primeiro semestre da indústria foi prejudicado por paradas de manutenção em indústrias com peso expressivo sobre o Produto Interno Bruto (PIB) estadual. É o caso dos segmentos de refino de petróleo e de celulose, explica o analista de desenvolvimento da Superintendência de Desenvolvimento Industrial da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Ricardo Kawabe. `A partir de junho, a produção começou a voltar ao patamar normal`, comenta Ricardo Kawabe. Ele explica que o segmento de celulose foi impactado em função dos preparativos para entrada em operação de novas unidades produtivas, que deverão puxar para cima o resultado do agregado da indústria.

Entre os projetos em curso, destacamse o da Veracel, que planeja duplicar a fábrica que fechou o ano de 2006 trabalhando 8% acima da capacidade nominal, cuja produção é de 975 mil toneladas de celulose.

Já a nova unidade da Suzano Bahia Sul prevê produção inicial de 1 milhão de toneladas/ano de celulose, a partir do próximo mês. Há ainda a ampliação da Bahia Pulp, prevista para ser concluída este mês, quando a produção de celulose solúvel aumentará de 115 mil toneladas por ano para 365 mil toneladas.

O chefe do setor de informações do IBGE, Joilson Rodrigues, reforça que as flutuações do setor industrial estão relacionadas a ajustes internos de segmentos, como o da celulose.

Fonte: Jornal A Tarde

11/09/07