19/10/2007
O Banco do Brasil (BB) vai aplicar R$121 milhões na criação, modernização e relocalização de sua rede de atendimento na Bahia. A meta é implantar 124 novos pontos e estender a cobertura de 94% para 100% do território baiano. O anúncio foi feito ontem, no Centro de Convenções de Salvador, pelo presidente da instituição, Antônio Francisco de Lima Neto, durante a assinatura do acordo com o governador Jaques Wagner, que institui o BB como agente financeiro do estado, substituindo o Bradesco. Até dezembro, as contas-salário dos funcionários públicos estaduais passarão a ser operadas pelo BB.
Além de assumir a folha de pagamento de 253 mil servidores ativos e inativos, pensionistas e estagiários, o Banco do Brasil vai centralizar, com exclusividade, toda a movimentação financeira pública estadual, que inclui arrecadação das receitas, impostos, taxas e cobrança da dívida ativa do estado e a distribuição dos recursos dos tributos estaduais. O contrato tem vigência de 60 meses.
O governador Jaques Wagner destacou que, na apresentação das propostas, o Banco do Brasil ofereceu melhores serviços e menores tarifas para os servidores, além de uma contrapartida de R$485 milhões. O montante, segundo ele, será direcionado para áreas sociais, como educação, saúde, segurança e estradas.
O secretário da Fazenda, Carlos Martins, afirmou que a Caixa Econômica Federal também apresentou proposta, e que o valor das tarifas bancárias foi um dos pontos principais das negociações. `As altas taxas do Bradesco eram motivo de muitas queixas`, disse.
Entre as vantagens oferecidas pelo BB, os servidores terão isenção da tarifa de manutenção da conta durante os seis primeiros meses de utilização, limite de crédito pré-aprovado, cartão de crédito (Ourocard) com carência de seis meses a partir da primeira compra, desconto especial na contratação do BB Seguro Auto, empréstimo para antecipação do 13º salário com taxa de 2,59% ao mês e empréstimo com desconto em folha de pagamento com prazo de dois a 48 meses e taxas a partir de 1,65% a .m..
A instituição já é responsável pelo pagamento dos 20 mil funcionários da Secretaria da Saúde (Sesab) e de 18 mil servidores que migraram por decisão judicial ou por falta de agência do Bradesco próxima. Com o novo contrato, o Banco do Brasil passa a operar as contas de 12 estados.
Segundo o superintendente do Banco do Brasil na Bahia, Rodrigo Nogueira, a comunicação com os servidores para a transição das contas será feita via correspondência. `Depois do contato com os servidores, faremos a abertura da conta, a definição da linha de crédito e a migração de serviços, como empréstimos e financiamentos`, explicou.
Contratos - De acordo com o secretário Carlos Martins, desde janeiro o governo tem reavaliado os seus contratos. No caso do Bradesco, foi detectado que, com a suspensão da Medida Provisória (MP) 2.192-70, que permitia que bancos privados operassem contas públicas, o contrato se tornou irregular. Até 2011, todos os estados brasileiros serão obrigados a contratar instituições bancárias públicas para operar suas contas.
Originalmente, o contrato foi firmado entre o estado da Bahia e o Banco do Estado da Bahia S.A. (Baneb) em 11 de junho de 1999. O acordo venceu em junho de 2004, e, após a realização de um procedimento simplificado de licitação, foi aditivado, tendo a sua vigência prorrogada até junho de 2009. Isso manteve o Bradesco como prestador dos serviços do contrato original por ter adquirido o controle acionário do Baneb no processo de privatização.
O contrato previa que, em caso de rescisão, o estado deveria pagar ao banco uma indenização a ser calculada sobre o valor das tarifas que ele deixaria de receber até 2009, quando vencia o contrato. `Vamos tentar um acordo amigável, mas ainda que o estado seja obrigado a pagar multa, vai valer a pena, diante da contrapartida que tivemos do BB`, salientou o governador Wagner. Ele comentou ainda que o Bradesco chegou a fazer três propostas de repactuação, mas a contrapartida máxima oferecida foi de R$350 milhões, sem falar que a instituição não cobriu outros benefícios oferecidos pelo Banco do Brasil.
Fonte: Jornal Correio da Bahia
19/10/07
Além de assumir a folha de pagamento de 253 mil servidores ativos e inativos, pensionistas e estagiários, o Banco do Brasil vai centralizar, com exclusividade, toda a movimentação financeira pública estadual, que inclui arrecadação das receitas, impostos, taxas e cobrança da dívida ativa do estado e a distribuição dos recursos dos tributos estaduais. O contrato tem vigência de 60 meses.
O governador Jaques Wagner destacou que, na apresentação das propostas, o Banco do Brasil ofereceu melhores serviços e menores tarifas para os servidores, além de uma contrapartida de R$485 milhões. O montante, segundo ele, será direcionado para áreas sociais, como educação, saúde, segurança e estradas.
O secretário da Fazenda, Carlos Martins, afirmou que a Caixa Econômica Federal também apresentou proposta, e que o valor das tarifas bancárias foi um dos pontos principais das negociações. `As altas taxas do Bradesco eram motivo de muitas queixas`, disse.
Entre as vantagens oferecidas pelo BB, os servidores terão isenção da tarifa de manutenção da conta durante os seis primeiros meses de utilização, limite de crédito pré-aprovado, cartão de crédito (Ourocard) com carência de seis meses a partir da primeira compra, desconto especial na contratação do BB Seguro Auto, empréstimo para antecipação do 13º salário com taxa de 2,59% ao mês e empréstimo com desconto em folha de pagamento com prazo de dois a 48 meses e taxas a partir de 1,65% a .m..
A instituição já é responsável pelo pagamento dos 20 mil funcionários da Secretaria da Saúde (Sesab) e de 18 mil servidores que migraram por decisão judicial ou por falta de agência do Bradesco próxima. Com o novo contrato, o Banco do Brasil passa a operar as contas de 12 estados.
Segundo o superintendente do Banco do Brasil na Bahia, Rodrigo Nogueira, a comunicação com os servidores para a transição das contas será feita via correspondência. `Depois do contato com os servidores, faremos a abertura da conta, a definição da linha de crédito e a migração de serviços, como empréstimos e financiamentos`, explicou.
Contratos - De acordo com o secretário Carlos Martins, desde janeiro o governo tem reavaliado os seus contratos. No caso do Bradesco, foi detectado que, com a suspensão da Medida Provisória (MP) 2.192-70, que permitia que bancos privados operassem contas públicas, o contrato se tornou irregular. Até 2011, todos os estados brasileiros serão obrigados a contratar instituições bancárias públicas para operar suas contas.
Originalmente, o contrato foi firmado entre o estado da Bahia e o Banco do Estado da Bahia S.A. (Baneb) em 11 de junho de 1999. O acordo venceu em junho de 2004, e, após a realização de um procedimento simplificado de licitação, foi aditivado, tendo a sua vigência prorrogada até junho de 2009. Isso manteve o Bradesco como prestador dos serviços do contrato original por ter adquirido o controle acionário do Baneb no processo de privatização.
O contrato previa que, em caso de rescisão, o estado deveria pagar ao banco uma indenização a ser calculada sobre o valor das tarifas que ele deixaria de receber até 2009, quando vencia o contrato. `Vamos tentar um acordo amigável, mas ainda que o estado seja obrigado a pagar multa, vai valer a pena, diante da contrapartida que tivemos do BB`, salientou o governador Wagner. Ele comentou ainda que o Bradesco chegou a fazer três propostas de repactuação, mas a contrapartida máxima oferecida foi de R$350 milhões, sem falar que a instituição não cobriu outros benefícios oferecidos pelo Banco do Brasil.
Fonte: Jornal Correio da Bahia
19/10/07