22/10/2007
A Bahia oferece ao empresariado estrangeiro motivos de sobra para investir no mercado local. É um Estado em expansão, de população com poder de compra diferenciado dos outros lugares da região Nordeste e, além de ter belas praias, tem ainda um povo admirado pela característica de ser muito hospitaleiro. 38 anos se passaram e muita coisa mudou, são dezenas de investidores apostando no mercado baiano. Este ano o governo já captou U$$ 890 milhões em investimentos privados para o setor do turismo, totalizando em U$$ 3 bilhões a serem realizados até 2015. De toda parte do mundo tem empresários interessados no Nordeste em especial, a Bahia que está se consolidando como maior destino turístico da região.
Embora predominem, não são apenas os portugueses e espanhóis que procuram terras baianas para atuarem no mercado. Os ingleses, holandeses, suecos e italianos já visitam o Estado com mais freqüência com o objetivo de realizar grandes negócios. Investir na Bahia, para eles, é sinônimo de obtenção de ótimos resultados.
De acordo com o superintendente de investimentos em Pólos Turísticos (Suinvest), Eduardo Farina o Governo está se empenhando para dar resposta o mais rápido possível aos licenciamentos solicitados por grupos estrangeiros. Esta é a única queixa dos empresários. Os entraves proporcionados pela legislação ambiental, considerada complexa por não apresentar clareza suficiente nas determinações, podem adiar um pouco a implantação dos projetos. O prazo é de até 18 meses para liberar as concessões. Isso nos casos de áreas que precisam de Estudos de Impactos Ambientais (EIA). As licenças comuns são liberadas no máximo, em 180 dias, segundo o Centro de Recursos Ambientais (CRA).
Vale lembrar que este não chega a ser um empecilho capaz de provocar desistência nos interessados. Eles insistem em fazer da Bahia a base para atuarem no Brasil inteiro, portanto, não pensam duas vezes em investir milhões em moedas estrangeiras. Se encontram no Estado os grupos: Lena (já investiu 20 milhões de Euros, com previsão de mais 20 para o próximo ano); Reta Atlântico (R$ 150 milhões); Espírito Santo; Vila Galé (estes não divulgados); Sol Meliá (US$ 250 milhões); Iberostar (R$ 261 milhões); Imocom (US$ 25 milhões) e Tussan (R$ 2,71 bilhões até 2010).
Para atender as expectativas dos investidores, o Governo fez um convênio para reformar parte do alojamento dos funcionários no Complexo de Costa do Sauipe, onde será instalado um Centro de Formação para Profissionais em Turismo. Segundo a ministra do turismo, Marta Suplicy que visitou o local, a qualificação da mão de obra é fundamental principalmente para os jovens. A unidade capacitará dois mil profissionais por ano, para trabalharem em grupos hoteleiros.
Na proposta de sustentabilidade do novo Centro, possui uma lei que obriga os empreendimentos hoteleiros a empregarem 65% do quadro de funcionários provenientes da comunidade local. O Resort Iberostar possui 70% do quadro de funcionários oriundos dos municípios da Costa dos Coqueiros. O superintendente da Suinvest calcula que os empreendimentos turísticos até 2010 podem gerar cerca de 12.363 empregos diretos, aos moradores de Lauro de Freitas, Camaçari, Mata de São João, Entre Rios, Esplanada, Conde e Jandaíra.
Conforme Farina, antes o local mais procurado era o Litoral Norte, mas os investidores estão diversificando mais e já procuram outras áreas para a instalação de hotéis. `Eles não se prendem mais em um único lugar, já têm empreendimentos para a região de Itacaré, Costa do Cacau (Canavieira), e dentro da Baía de Todos os Santos, como a Ilha de Cajaíba`.
Esta com data prevista para iniciar as obras em 2009. Um grupo de empresários ingleses e holandeses lançarão dentro da Baía de Todos os Santos, um Resort, um campo de golf e um complexo de segunda residência (casas de veraneios), o valor estimado do negócio? 650 milhões de dólares. Em Guarajuba serão construídas mil unidades habitacionais e mais algumas casas para 1ª e 2ª residência, do lado esquerdo da Estrada do Coco. As cidades de Baixios e Jandaíra também receberão outros complexos turísticos. O turismo residencial faz parte de um dos segmentos do Estado.
A Bahia recebe atualmente 90% de turistas nacionais e 10% são de fora do país. Farina acredita que o mercado nacional é muito importante para todos os investidores. `Ninguém consegue sobreviver apenas do mercado externo. Mas o Governo pretende atrair mais turistas estrangeiros aumentando o número de vôos internacionais para 27 por semana, antes eram apenas 19`. Para incrementar o turismo, o Governo também tenta recuperar o mercado Argentino e está sendo elaborado ainda um trabalho para atrair afrodescendentes americanos e assim conseguir emparelhar os mercados nacional e internacional.
Para receber os visitantes o sistema aeroportuário da Bahia terá investimentos da ordem de R$ 393 milhões. Este valor será aplicado na construção de três novos aeroportos e intervenções em mais seis. Os terminais que passarão por algumas obras de melhorias são os de Barreiras, Vitória da Conquista, Jequié, Bom Jesus da Lapa, Canavieiras, Salvador e Valença. Os municípios de Ilhéus, Senhor do Bonfim e Porto Seguro ganharão novos aeroportos.
E os investimentos não se resumem apenas na área do turismo, os investidores apostam também no mercado imobiliário. No Estado que mais cresce do Nordeste, com economia forte, onde concentra grandes empresas está cheio de prédios residenciais luxuosos pertencentes a grupos estrangeiros.
A Mikatys Empreendimentos afirma que a Bahia é o centro dos negócios, por isso investiu R$ 53 milhões no projeto para construção de um condomínio no Alphaville. `Nossos planos de expansão estão voltados para o Estado, embora tenhamos negócios no Ceará e Rio Grande do Norte. A empresa irá investir mais, o próximo lançamento será no Litoral Norte`, pontuou o diretor executivo da empresa de origem portuguesa, Adalberto Prates.
As obras do Alphaville, iniciadas em dezembro de 2006, estão prevista para serem finalizadas em dezembro de 2008. Durante dois anos, a empresa garante 350 empregos diretos. Toda a mão de obra utilizada para construção, execução e divulgação do empreendimento é local. Aliás, o diretor executivo não economizou elogios quanto aos profissionais do Estado.
`Na Bahia você tem profissionais qualificados como em qualquer lugar do mundo, temos tecnologia de construção, os arquitetos são excelentes, as agências de propaganda são muito mais criativas, elas fazem comunicação com eficiência. Os acionistas estão impressionados com o retorno que tiveram. O mito de que o Estado é atrasado é um equívoco`.
Em três meses a Mikatys vendeu 90% dos apartamentos por R$ 400 mil cada. Todos de altíssimo luxo que seguem os padrões europeus e oferecem segurança, conforto, infra-estrutura completa e qualidade de vida. `O Nordeste é muito bom e a Bahia tem a população com poder de compra diferenciado dos outros Estados`, analisou Prates.
O diretor executivo da Ramos Catarino, Paulo Henrique Duarte - empresa também de origem portuguesa -, diz que o grupo existe desde a década de 40, há 27 anos atua no mercado de construção civil e há seis anos na Bahia. Segundo ele o Estado oferece condições bastante favoráveis para implantação de grandes negócios . `Entregamos um prédio na Pituba, de alto luxo. Foi um empreendimento de quase R$ 20 milhões construído em 18 meses, vendemos também em pouco tempo`, informou.
A Ramos Catarino é responsável pela construção de parte do complexo Vila Galé e durante um ano e meio garantiu o emprego de 350 funcionários na execução do projeto. Os próximos empreendimentos para este ano serão realizados no bairro do Cabula e Imbuí.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia
Repórter: Maria Rocha
22/10/07
Embora predominem, não são apenas os portugueses e espanhóis que procuram terras baianas para atuarem no mercado. Os ingleses, holandeses, suecos e italianos já visitam o Estado com mais freqüência com o objetivo de realizar grandes negócios. Investir na Bahia, para eles, é sinônimo de obtenção de ótimos resultados.
De acordo com o superintendente de investimentos em Pólos Turísticos (Suinvest), Eduardo Farina o Governo está se empenhando para dar resposta o mais rápido possível aos licenciamentos solicitados por grupos estrangeiros. Esta é a única queixa dos empresários. Os entraves proporcionados pela legislação ambiental, considerada complexa por não apresentar clareza suficiente nas determinações, podem adiar um pouco a implantação dos projetos. O prazo é de até 18 meses para liberar as concessões. Isso nos casos de áreas que precisam de Estudos de Impactos Ambientais (EIA). As licenças comuns são liberadas no máximo, em 180 dias, segundo o Centro de Recursos Ambientais (CRA).
Vale lembrar que este não chega a ser um empecilho capaz de provocar desistência nos interessados. Eles insistem em fazer da Bahia a base para atuarem no Brasil inteiro, portanto, não pensam duas vezes em investir milhões em moedas estrangeiras. Se encontram no Estado os grupos: Lena (já investiu 20 milhões de Euros, com previsão de mais 20 para o próximo ano); Reta Atlântico (R$ 150 milhões); Espírito Santo; Vila Galé (estes não divulgados); Sol Meliá (US$ 250 milhões); Iberostar (R$ 261 milhões); Imocom (US$ 25 milhões) e Tussan (R$ 2,71 bilhões até 2010).
Para atender as expectativas dos investidores, o Governo fez um convênio para reformar parte do alojamento dos funcionários no Complexo de Costa do Sauipe, onde será instalado um Centro de Formação para Profissionais em Turismo. Segundo a ministra do turismo, Marta Suplicy que visitou o local, a qualificação da mão de obra é fundamental principalmente para os jovens. A unidade capacitará dois mil profissionais por ano, para trabalharem em grupos hoteleiros.
Na proposta de sustentabilidade do novo Centro, possui uma lei que obriga os empreendimentos hoteleiros a empregarem 65% do quadro de funcionários provenientes da comunidade local. O Resort Iberostar possui 70% do quadro de funcionários oriundos dos municípios da Costa dos Coqueiros. O superintendente da Suinvest calcula que os empreendimentos turísticos até 2010 podem gerar cerca de 12.363 empregos diretos, aos moradores de Lauro de Freitas, Camaçari, Mata de São João, Entre Rios, Esplanada, Conde e Jandaíra.
Conforme Farina, antes o local mais procurado era o Litoral Norte, mas os investidores estão diversificando mais e já procuram outras áreas para a instalação de hotéis. `Eles não se prendem mais em um único lugar, já têm empreendimentos para a região de Itacaré, Costa do Cacau (Canavieira), e dentro da Baía de Todos os Santos, como a Ilha de Cajaíba`.
Esta com data prevista para iniciar as obras em 2009. Um grupo de empresários ingleses e holandeses lançarão dentro da Baía de Todos os Santos, um Resort, um campo de golf e um complexo de segunda residência (casas de veraneios), o valor estimado do negócio? 650 milhões de dólares. Em Guarajuba serão construídas mil unidades habitacionais e mais algumas casas para 1ª e 2ª residência, do lado esquerdo da Estrada do Coco. As cidades de Baixios e Jandaíra também receberão outros complexos turísticos. O turismo residencial faz parte de um dos segmentos do Estado.
A Bahia recebe atualmente 90% de turistas nacionais e 10% são de fora do país. Farina acredita que o mercado nacional é muito importante para todos os investidores. `Ninguém consegue sobreviver apenas do mercado externo. Mas o Governo pretende atrair mais turistas estrangeiros aumentando o número de vôos internacionais para 27 por semana, antes eram apenas 19`. Para incrementar o turismo, o Governo também tenta recuperar o mercado Argentino e está sendo elaborado ainda um trabalho para atrair afrodescendentes americanos e assim conseguir emparelhar os mercados nacional e internacional.
Para receber os visitantes o sistema aeroportuário da Bahia terá investimentos da ordem de R$ 393 milhões. Este valor será aplicado na construção de três novos aeroportos e intervenções em mais seis. Os terminais que passarão por algumas obras de melhorias são os de Barreiras, Vitória da Conquista, Jequié, Bom Jesus da Lapa, Canavieiras, Salvador e Valença. Os municípios de Ilhéus, Senhor do Bonfim e Porto Seguro ganharão novos aeroportos.
E os investimentos não se resumem apenas na área do turismo, os investidores apostam também no mercado imobiliário. No Estado que mais cresce do Nordeste, com economia forte, onde concentra grandes empresas está cheio de prédios residenciais luxuosos pertencentes a grupos estrangeiros.
A Mikatys Empreendimentos afirma que a Bahia é o centro dos negócios, por isso investiu R$ 53 milhões no projeto para construção de um condomínio no Alphaville. `Nossos planos de expansão estão voltados para o Estado, embora tenhamos negócios no Ceará e Rio Grande do Norte. A empresa irá investir mais, o próximo lançamento será no Litoral Norte`, pontuou o diretor executivo da empresa de origem portuguesa, Adalberto Prates.
As obras do Alphaville, iniciadas em dezembro de 2006, estão prevista para serem finalizadas em dezembro de 2008. Durante dois anos, a empresa garante 350 empregos diretos. Toda a mão de obra utilizada para construção, execução e divulgação do empreendimento é local. Aliás, o diretor executivo não economizou elogios quanto aos profissionais do Estado.
`Na Bahia você tem profissionais qualificados como em qualquer lugar do mundo, temos tecnologia de construção, os arquitetos são excelentes, as agências de propaganda são muito mais criativas, elas fazem comunicação com eficiência. Os acionistas estão impressionados com o retorno que tiveram. O mito de que o Estado é atrasado é um equívoco`.
Em três meses a Mikatys vendeu 90% dos apartamentos por R$ 400 mil cada. Todos de altíssimo luxo que seguem os padrões europeus e oferecem segurança, conforto, infra-estrutura completa e qualidade de vida. `O Nordeste é muito bom e a Bahia tem a população com poder de compra diferenciado dos outros Estados`, analisou Prates.
O diretor executivo da Ramos Catarino, Paulo Henrique Duarte - empresa também de origem portuguesa -, diz que o grupo existe desde a década de 40, há 27 anos atua no mercado de construção civil e há seis anos na Bahia. Segundo ele o Estado oferece condições bastante favoráveis para implantação de grandes negócios . `Entregamos um prédio na Pituba, de alto luxo. Foi um empreendimento de quase R$ 20 milhões construído em 18 meses, vendemos também em pouco tempo`, informou.
A Ramos Catarino é responsável pela construção de parte do complexo Vila Galé e durante um ano e meio garantiu o emprego de 350 funcionários na execução do projeto. Os próximos empreendimentos para este ano serão realizados no bairro do Cabula e Imbuí.
Fonte: Jornal Tribuna da Bahia
Repórter: Maria Rocha
22/10/07