16/05/2008
Três dias depois do eufórico anúncio da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), o vice-presidente da República, José Alencar, declarou que a melhor alternativa seria um esforço do governo para expandir a infra-estrutura logística e de energia do País.
No Itamaraty, onde recebeu o primeiro-ministro da Finlândia, Matti Vanhanen, Alencar criticou as desonerações tributárias - justamente as medidas que estiveram no centro desta segunda política industrial do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
`A melhor política industrial que o Brasil pode oferecer a todos os empreendimentos, nacionais ou não, é infra-estrutura logística e de energia com segurança absoluta`, defendeu Alencar. `Temos de fazer isso grande, como fazem os países da Ásia. Precisamos de portos, de armazenagens, de aeroportos, de estradas de ferro, de hidrovias, de obras capazes de fazer com que o Brasil cresça sem atropelo, sem gargalos`, completou.
O vice-presidente acrescentou que esse tema tem sido objeto da preocupação do presidente Lula e do seu governo. De fato, em fevereiro de 2007, o governo lançou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê a destinação de R$ 504 bilhões, até 2010, para obras de infra-estrutura logística, energética, social e urbana. Questionado se considerava mais importante o PAC que a Política de Desenvolvimento Produtivo para a elevação do grau de competitividade do setor industrial brasileiro, José Alencar apontou dúvidas sobre o resultado desse projeto.
`Não estou fazendo comparação. Eu nem quero citar o PAC porque não sei se possui tudo aquilo que o Brasil precisa em termos de energia e de logística. Tenho que ver se é suficiente`, afirmou.
Lançado com as finalidades de alavancar a competitividade e a inovação e de diminuir o impacto negativo da valorização do real sobre o setor produtivo, a PDP prevê a concessão de R$ 21,4 bilhões em renúncia fiscal pelo governo federal até 2010, o último ano de mandato do presidente Lula.
Parte da renúncia refere-se a desonerações tributárias que atingirão, em princípio, todas as empresas industriais e de serviços. Mas algumas medidas anunciadas, como a desoneração da folha de pagamentos, serão exclusivas às exportações do setor de tecnologia da informação. Ontem, Alencar indicou descontentamento com esse privilégio. `A desoneração contempla, às vezes, só alguns setores. Eu sou muito a favor a medidas gerais e não a medidas específicas`, declarou.
Repórter: Denise Chrispim Marin
Fonte: O Estado de S. Paulo
16/5/2008.
No Itamaraty, onde recebeu o primeiro-ministro da Finlândia, Matti Vanhanen, Alencar criticou as desonerações tributárias - justamente as medidas que estiveram no centro desta segunda política industrial do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
`A melhor política industrial que o Brasil pode oferecer a todos os empreendimentos, nacionais ou não, é infra-estrutura logística e de energia com segurança absoluta`, defendeu Alencar. `Temos de fazer isso grande, como fazem os países da Ásia. Precisamos de portos, de armazenagens, de aeroportos, de estradas de ferro, de hidrovias, de obras capazes de fazer com que o Brasil cresça sem atropelo, sem gargalos`, completou.
O vice-presidente acrescentou que esse tema tem sido objeto da preocupação do presidente Lula e do seu governo. De fato, em fevereiro de 2007, o governo lançou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê a destinação de R$ 504 bilhões, até 2010, para obras de infra-estrutura logística, energética, social e urbana. Questionado se considerava mais importante o PAC que a Política de Desenvolvimento Produtivo para a elevação do grau de competitividade do setor industrial brasileiro, José Alencar apontou dúvidas sobre o resultado desse projeto.
`Não estou fazendo comparação. Eu nem quero citar o PAC porque não sei se possui tudo aquilo que o Brasil precisa em termos de energia e de logística. Tenho que ver se é suficiente`, afirmou.
Lançado com as finalidades de alavancar a competitividade e a inovação e de diminuir o impacto negativo da valorização do real sobre o setor produtivo, a PDP prevê a concessão de R$ 21,4 bilhões em renúncia fiscal pelo governo federal até 2010, o último ano de mandato do presidente Lula.
Parte da renúncia refere-se a desonerações tributárias que atingirão, em princípio, todas as empresas industriais e de serviços. Mas algumas medidas anunciadas, como a desoneração da folha de pagamentos, serão exclusivas às exportações do setor de tecnologia da informação. Ontem, Alencar indicou descontentamento com esse privilégio. `A desoneração contempla, às vezes, só alguns setores. Eu sou muito a favor a medidas gerais e não a medidas específicas`, declarou.
Repórter: Denise Chrispim Marin
Fonte: O Estado de S. Paulo
16/5/2008.