10/11/2008
No ano passado, foram criados na Bahia 103.153 empregos formais, o correspondente a 18.310 vínculos a mais em comparação a 2006, quando foram criados 84.843 postos. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego, analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).
Em termos relativos, esse aumento representou uma elevação de 6,13% no estoque de 1.681.473 empregos existentes em 2006, atingindo o patamar de 1.784.626 vínculos empregatícios em 31 de dezembro de 2007. Esse desempenho se enquadrou ligeiramente abaixo da média nacional, cuja expansão foi de 6,98% (em 2007, foram gerados no país 2.452.181 empregos formais, o melhor resultado, em números absolutos, da série histórica, iniciada em 1985).
Para o diretor de Pesquisas da SEI, José Ribeiro, o desempenho do emprego formal na Bahia em 2007 foi o segundo melhor da década e guarda relação direta com o desempenho da economia baiana neste ano, que apresentou crescimento de 4,5% e expansão ainda mais significativa em setores tradicionalmente absorvedores de mão-de-obra, a exemplo da construção civil (11%) e do comércio (6%).
Frente ao contingente total de 103.153 empregos criados em 2007, 74.157 foram celetistas com carteira assinada (71,9% do total) e 28.996 estatutários (28,1%), representando um crescimento de 6,32 e 5,70%, respectivamente.
Sobre o desempenho por setor de atividade econômica, as informações da RAIS apontam uma expansão generalizada do nível de emprego em todos os setores, exceção da agropecuária, que encerrou o ano eliminando 1.796 empregos.
Em termos absolutos, o destaque ficou por conta do setor de administração pública (39.169 empregos e 7,42% de crescimento), seguido por serviços (18.884 empregos e 3,72%) e comércio (18.506 empregos e 6,37% de aumento).
Em seguida, figuraram indústria de transformação (17.223 e incremento de 10,27%) e construção civil (9.545 novos empregos). Vale ressaltar que a construção civil apresentou o melhor desempenho relativo (12,32% de crescimento) dentre todos os setores de atividade econômica. A indústria extrativa mineral (872 empregos) e os serviços industriais de utilidade pública (750 vínculos empregatícios) também apresentaram resultado positivo.
Faixa etária e escolaridade
Em relação à geração de empregos por faixa etária, as informações da RAIS apontam que houve expansão generalizada. O destaque em termos absolutos foi para os trabalhadores de 30 a 39 anos de idade (32.667 empregos). Em seguida os jovens entre 16 e 29 anos (34.799), que corresponderam a 33,7% do contingente total de 103.153 vínculos gerados em 2007.
A análise da criação de vagas no mercado de trabalho formal em função da escolaridade indica a redução nos estratos com menor nível de instrução. Assim, o número de empregos para os trabalhadores analfabetos contraiu -1.720 vagas entre 2006 e 2007, a mesma tendência observada para os alfabetizados e com menos de quatros anos de estudo (-2.649 postos) e para o grupo de trabalhadores cujo grau de instrução se concentra na quarta série completa do ensino fundamental (-2.144 empregos).
Também foram criados 77.090 empregos para trabalhadores com ensino médio completo, o correspondente, em termos absolutos, a 75% da criação de postos de trabalhos formais no Bahia em 2007 e a 10,04% de expansão em termos relativos. Por fim, foram criados 26.463 novos vínculos para aqueles com nível superior (25,6% do total), sendo que destes 22.457 destinados aos trabalhadores com superior completo.
`Os dados da RAIS deixam ainda mais evidente a seletividade do mercado de trabalho para trabalhadores com maior nível de instrução e indicam que o ensino médio completo é um divisor de águas para a inserção no mercado formal. Diante desse contexto, as políticas de elevação de escolaridade e a ampliação de vagas na educação profissional assumem um papel cada vez mais estratégico, juntamente com as ações de qualificação profissional`, explicou Ribeiro.
Aumento da remuneração média
Tratando-se da remuneração média dos trabalhadores baianos inseridos no mercado formal, os dados da RAIS mostram uma elevação de 2,26%, em termos reais, tomando como referência o mês de dezembro de 2006 e o deflator INPC.
Com efeito, a remuneração média cresceu de R$ 1.072,90, em 2006, para R$ 1.097,15, em 2007. Chama a atenção o fato de que esse percentual de incremento do rendimento laboral no mercado estadual (2,26%) foi muito superior ao observado para a média nacional (0,68%).
Fonte:Agecom
Em 10/11/2008.
Em termos relativos, esse aumento representou uma elevação de 6,13% no estoque de 1.681.473 empregos existentes em 2006, atingindo o patamar de 1.784.626 vínculos empregatícios em 31 de dezembro de 2007. Esse desempenho se enquadrou ligeiramente abaixo da média nacional, cuja expansão foi de 6,98% (em 2007, foram gerados no país 2.452.181 empregos formais, o melhor resultado, em números absolutos, da série histórica, iniciada em 1985).
Para o diretor de Pesquisas da SEI, José Ribeiro, o desempenho do emprego formal na Bahia em 2007 foi o segundo melhor da década e guarda relação direta com o desempenho da economia baiana neste ano, que apresentou crescimento de 4,5% e expansão ainda mais significativa em setores tradicionalmente absorvedores de mão-de-obra, a exemplo da construção civil (11%) e do comércio (6%).
Frente ao contingente total de 103.153 empregos criados em 2007, 74.157 foram celetistas com carteira assinada (71,9% do total) e 28.996 estatutários (28,1%), representando um crescimento de 6,32 e 5,70%, respectivamente.
Sobre o desempenho por setor de atividade econômica, as informações da RAIS apontam uma expansão generalizada do nível de emprego em todos os setores, exceção da agropecuária, que encerrou o ano eliminando 1.796 empregos.
Em termos absolutos, o destaque ficou por conta do setor de administração pública (39.169 empregos e 7,42% de crescimento), seguido por serviços (18.884 empregos e 3,72%) e comércio (18.506 empregos e 6,37% de aumento).
Em seguida, figuraram indústria de transformação (17.223 e incremento de 10,27%) e construção civil (9.545 novos empregos). Vale ressaltar que a construção civil apresentou o melhor desempenho relativo (12,32% de crescimento) dentre todos os setores de atividade econômica. A indústria extrativa mineral (872 empregos) e os serviços industriais de utilidade pública (750 vínculos empregatícios) também apresentaram resultado positivo.
Faixa etária e escolaridade
Em relação à geração de empregos por faixa etária, as informações da RAIS apontam que houve expansão generalizada. O destaque em termos absolutos foi para os trabalhadores de 30 a 39 anos de idade (32.667 empregos). Em seguida os jovens entre 16 e 29 anos (34.799), que corresponderam a 33,7% do contingente total de 103.153 vínculos gerados em 2007.
A análise da criação de vagas no mercado de trabalho formal em função da escolaridade indica a redução nos estratos com menor nível de instrução. Assim, o número de empregos para os trabalhadores analfabetos contraiu -1.720 vagas entre 2006 e 2007, a mesma tendência observada para os alfabetizados e com menos de quatros anos de estudo (-2.649 postos) e para o grupo de trabalhadores cujo grau de instrução se concentra na quarta série completa do ensino fundamental (-2.144 empregos).
Também foram criados 77.090 empregos para trabalhadores com ensino médio completo, o correspondente, em termos absolutos, a 75% da criação de postos de trabalhos formais no Bahia em 2007 e a 10,04% de expansão em termos relativos. Por fim, foram criados 26.463 novos vínculos para aqueles com nível superior (25,6% do total), sendo que destes 22.457 destinados aos trabalhadores com superior completo.
`Os dados da RAIS deixam ainda mais evidente a seletividade do mercado de trabalho para trabalhadores com maior nível de instrução e indicam que o ensino médio completo é um divisor de águas para a inserção no mercado formal. Diante desse contexto, as políticas de elevação de escolaridade e a ampliação de vagas na educação profissional assumem um papel cada vez mais estratégico, juntamente com as ações de qualificação profissional`, explicou Ribeiro.
Aumento da remuneração média
Tratando-se da remuneração média dos trabalhadores baianos inseridos no mercado formal, os dados da RAIS mostram uma elevação de 2,26%, em termos reais, tomando como referência o mês de dezembro de 2006 e o deflator INPC.
Com efeito, a remuneração média cresceu de R$ 1.072,90, em 2006, para R$ 1.097,15, em 2007. Chama a atenção o fato de que esse percentual de incremento do rendimento laboral no mercado estadual (2,26%) foi muito superior ao observado para a média nacional (0,68%).
Fonte:Agecom
Em 10/11/2008.