18/11/2008
A Petrobras Distribuidora (BR) acumulou lucro líquido recorde de R$ 1,028 bilhão nos nove primeiros meses do ano, resultado 49,2% superior aos R$ 689 milhões registrados em igual período do ano passado.
Segundo a subsidiária da Petrobras, o resultado obtido até setembro é fruto de um aumento constante nas vendas e de um forte controle de custos. Nos nove primeiros meses do ano, a BR Distribuidora vendeu cerca de 28,051 bilhões de litros, 13,7% acima do volume negociado entre janeiro e setembro do ano passado. Em setembro, a companhia vendeu o volume recorde de 3,323 bilhões de litros, o que contribuiu para as vendas, também recorde, de 9,8 bilhões de litros no terceiro trimestre. A companhia frisou que o resultado de outubro já superou o de setembro, com 3,459 bilhões de litros negociados.
Em relação aos custos, a companhia informou que houve aumento de 4,5% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. Isso mostra, ainda segundo a BR, um resultado `equilibrado`, em um período com inflação acumulada de 5,5% e aumento de volume de vendas de 13,7%.
No acumulado do ano, o mercado global de venda de combustíveis teve um crescimento de 6,7 bilhões de litros, ou 10,2%, ao passar de 66,1 bilhões de litros para 72,8 bilhões de litros. Deste aumento, a BR Distribuidora capturou 2,965 bilhões de litros, ou 44%, o que lhe valeu um ganho de 0,9 ponto percentual na sua participação de mercado, agora estimado em 34,8%.
De acordo com nota distribuída pela companhia ontem, contribuíram para a melhora do cenário o crescimento econômico do primeiro semestre, o aumento das vendas de veículos e da frota flex fuel, a queda do preço do álcool e a maior quantidade de assentos ofertados pelas companhias aéreas.
Com vendas recordes de combustíveis entre janeiro e outubro, a BR Distribuidora espera somente para o próximo ano os efeitos da crise financeira sobre o mercado em que atua no país. Segundo José Eduardo Dutra, presidente da BR, os primeiros impactos deverão ser sentidos neste mês, mas não serão significativos dentro do resultado total da empresa.
Mas o executivo admitiu que não vê espaço para grandes fusões ou aquisições do mercado de distribuição, apenas para pequenas compras. Para ele, os grandes negócios foram fechados nos últimos anos.
A BR projeta impacto negativo de 0,5% nas vendas em novembro somente com a menor demanda pela Companhia Vale do Rio Doce. A mineradora é a principal cliente da BR com uma demanda mensal de 170 milhões de litros, o correspondente a 5% das vendas totais. E com a medida, a estimativa é de redução de 10% nas vendas mensais para a Vale.
`Parte do nosso mercado está vinculado diretamente ao crescimento da economia do Brasil. À medida que o Brasil cresce menos, isso irá refletir no nosso mercado`, disse Dutra. `Para este ano, os números mostram que há um recorde garantido de vendas, tanto da BR quanto do mercado de distribuição de derivados. Para o ano que vem, é provável que haja um crescimento menor. Não acredito que venha a ter redução das vendas desse mercado`, acrescentou, lembrando que as vendas de automóveis já caíram em outubro.
Repórter: Rafael Rosas
Fonte: Valor Econômico
18/11/2008.
Segundo a subsidiária da Petrobras, o resultado obtido até setembro é fruto de um aumento constante nas vendas e de um forte controle de custos. Nos nove primeiros meses do ano, a BR Distribuidora vendeu cerca de 28,051 bilhões de litros, 13,7% acima do volume negociado entre janeiro e setembro do ano passado. Em setembro, a companhia vendeu o volume recorde de 3,323 bilhões de litros, o que contribuiu para as vendas, também recorde, de 9,8 bilhões de litros no terceiro trimestre. A companhia frisou que o resultado de outubro já superou o de setembro, com 3,459 bilhões de litros negociados.
Em relação aos custos, a companhia informou que houve aumento de 4,5% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. Isso mostra, ainda segundo a BR, um resultado `equilibrado`, em um período com inflação acumulada de 5,5% e aumento de volume de vendas de 13,7%.
No acumulado do ano, o mercado global de venda de combustíveis teve um crescimento de 6,7 bilhões de litros, ou 10,2%, ao passar de 66,1 bilhões de litros para 72,8 bilhões de litros. Deste aumento, a BR Distribuidora capturou 2,965 bilhões de litros, ou 44%, o que lhe valeu um ganho de 0,9 ponto percentual na sua participação de mercado, agora estimado em 34,8%.
De acordo com nota distribuída pela companhia ontem, contribuíram para a melhora do cenário o crescimento econômico do primeiro semestre, o aumento das vendas de veículos e da frota flex fuel, a queda do preço do álcool e a maior quantidade de assentos ofertados pelas companhias aéreas.
Com vendas recordes de combustíveis entre janeiro e outubro, a BR Distribuidora espera somente para o próximo ano os efeitos da crise financeira sobre o mercado em que atua no país. Segundo José Eduardo Dutra, presidente da BR, os primeiros impactos deverão ser sentidos neste mês, mas não serão significativos dentro do resultado total da empresa.
Mas o executivo admitiu que não vê espaço para grandes fusões ou aquisições do mercado de distribuição, apenas para pequenas compras. Para ele, os grandes negócios foram fechados nos últimos anos.
A BR projeta impacto negativo de 0,5% nas vendas em novembro somente com a menor demanda pela Companhia Vale do Rio Doce. A mineradora é a principal cliente da BR com uma demanda mensal de 170 milhões de litros, o correspondente a 5% das vendas totais. E com a medida, a estimativa é de redução de 10% nas vendas mensais para a Vale.
`Parte do nosso mercado está vinculado diretamente ao crescimento da economia do Brasil. À medida que o Brasil cresce menos, isso irá refletir no nosso mercado`, disse Dutra. `Para este ano, os números mostram que há um recorde garantido de vendas, tanto da BR quanto do mercado de distribuição de derivados. Para o ano que vem, é provável que haja um crescimento menor. Não acredito que venha a ter redução das vendas desse mercado`, acrescentou, lembrando que as vendas de automóveis já caíram em outubro.
Repórter: Rafael Rosas
Fonte: Valor Econômico
18/11/2008.