17/12/2008
Em meio à remodelação dos serviços em seus vôos da América do Sul, a Gol começou a vender produtos encontrados nas lojas de `free shop` a bordo das aeronaves, como perfumes, relógios e jóias.
`É um serviço adicional em vôos de média duração, em que há tempo para fazer compras`, diz Tarcísio Gargioni, vice-presidente de marketing e serviços da companhia. `Tem mais o objetivo de entreter o passageiro do que de gerar receita. Mas ninguém trabalha de graça`, afirmou o executivo, sem dar detalhes sobre a receita que a atividade pode gerar à Gol. Ele também não divulgou quem é a parceira.
As vendas a bordo começaram a ser testadas em outubro nos cinco destinos da empresa na América do Sul - Buenos Aires, Caracas, Bogotá, Santiago e Montevidéu. A TAM iniciou esse tipo de comércio há dez anos e hoje vende produtos em vôos para Miami, Nova York e Londres em parceria com a empresa americana Dfass.
A ação da Gol faz parte da reformulação de seus serviços, que começou em outubro. Nos vôos ao exterior que duram mais de quatro horas - caso dos trechos para Caracas, Bogotá e Santiago -, passou a servir refeições quentes para competir com outras empresas de serviço mais tradicional, como a Lan e a TAM. Nesses vôos médios, a companhia eliminou as operações da Gol e deixou apenas a marca Varig. Em novembro, o grupo registrou 49% de ocupação nas rotas internacionais, abaixo da média de 66% das empresas nacionais.
A venda de produtos a bordo está atraindo também a Dufry South America, que opera `free shops` em sete aeroportos no Brasil e em dois na Bolívia. Por meio de assessoria de imprensa, a empresa disse que planeja atuar como fornecedora para vendas a bordo na América do Sul, mas não informou quando. Nos nove primeiros meses do ano, a Dufry aumentou sua receita líquida em 28%, para US$ 474,8 milhões. Os produtos campeões de venda, segundo a empresa, são perfumes e cosméticos seguidos por bebidas e relógios.
Autor(es): Roberta Campassi
Valor Econômico
- 17/12/2008.
`É um serviço adicional em vôos de média duração, em que há tempo para fazer compras`, diz Tarcísio Gargioni, vice-presidente de marketing e serviços da companhia. `Tem mais o objetivo de entreter o passageiro do que de gerar receita. Mas ninguém trabalha de graça`, afirmou o executivo, sem dar detalhes sobre a receita que a atividade pode gerar à Gol. Ele também não divulgou quem é a parceira.
As vendas a bordo começaram a ser testadas em outubro nos cinco destinos da empresa na América do Sul - Buenos Aires, Caracas, Bogotá, Santiago e Montevidéu. A TAM iniciou esse tipo de comércio há dez anos e hoje vende produtos em vôos para Miami, Nova York e Londres em parceria com a empresa americana Dfass.
A ação da Gol faz parte da reformulação de seus serviços, que começou em outubro. Nos vôos ao exterior que duram mais de quatro horas - caso dos trechos para Caracas, Bogotá e Santiago -, passou a servir refeições quentes para competir com outras empresas de serviço mais tradicional, como a Lan e a TAM. Nesses vôos médios, a companhia eliminou as operações da Gol e deixou apenas a marca Varig. Em novembro, o grupo registrou 49% de ocupação nas rotas internacionais, abaixo da média de 66% das empresas nacionais.
A venda de produtos a bordo está atraindo também a Dufry South America, que opera `free shops` em sete aeroportos no Brasil e em dois na Bolívia. Por meio de assessoria de imprensa, a empresa disse que planeja atuar como fornecedora para vendas a bordo na América do Sul, mas não informou quando. Nos nove primeiros meses do ano, a Dufry aumentou sua receita líquida em 28%, para US$ 474,8 milhões. Os produtos campeões de venda, segundo a empresa, são perfumes e cosméticos seguidos por bebidas e relógios.
Autor(es): Roberta Campassi
Valor Econômico
- 17/12/2008.