17/07/2009
'Os bons ventos sopram na Bahia'. Declarou o secretário estadual de Infraestrutura, Antonio Carlos Batista Neves, referindo-se às condições favoráveis do ar que torna o Estado bastante promissor no setor de energia renovável. Pensando nisso, ele foi até Cabo de Santo Agostinho (Região Metropolitana do Recife) para conhecer a WPE (Wind Power Energia S/A) - empresa do grupo empresarial argentino IMPSA (Indústria Metalúrgica Pescamona) - com mais de cem anos no mercado.O objetivo era conhecer as novas tecnologias e atrair investimentos para a Bahia, mas o secretário já trouxe na bagagem uma boa notícia: a IMPSA aceitou o desafio e participará, no próximo mês de novembro, de um Leilão exclusivo para a produção de energia eólica.
A empresa pretende inscrever cerca de 7.000 MW no evento que acontecerá a nível nacional e destinar parte dessa produção para atender a demanda baiana. A região Oeste do Estado e a Chapada Diamantina são apontadas como 'terrenos propícios' para a implantação de futuros parques eólicos.
O governo do Estado, através da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), já demonstrou interesse em firmar parcerias para que o projeto seja viabilizado. A iniciativa vai incluir a Bahia na disputa pelo mercado de energia limpa, ou seja, movida pela força dos ventos, já que, mesmo dispondo de um alto potencial para o desenvolvimento (14.500 MW) - o equivalente a 10% da capacidade total do Brasil -, o Estado não possui nenhum parque eólico em funcionamento.
Para Batista Neves, já é tempo da Bahia contar com uma energia limpa, isto é, mais confiável e menos poluente, por se tratar de um recurso renovável. 'Além do índice de impacto ambiental ser zero, a energia eólica se sobressai em relação às termoelétricas convencionais devido ao baixo custo de operação, pois sua matéria prima vem da natureza', pontuou.
Segundo ele, esta é a fonte alternativa de energia que mais cresce em todo mundo - cerca de 25% ao ano na última década. Apesar disso, no Brasil a energia eólica ainda é pouco explorada, atingindo apenas 0,3% de participação na matriz energética do País, com apenas 237 MW instalados, quando se tem capacidade de produzir 30 mil MW, conforme dados da Eletrobrás. 'E metade deste potencial está no Nordeste. Por isso queremos incentivar os investimentos no setor', ressaltou.
Fonte: Ascom/Seinfra.
Em 17/07/2009.