11/08/2011
As deficiências do setor elétrico e as soluções indispensáveis a serem adotadas, vitais para o crescimento da economia baiana, foram apresentadas quarta-feira, 10, no auditório da Agerba, durante a reunião de trabalho sobre a oferta de energia elétrica da Bahia e Sergipe, que contou com as presenças de autoridades e representantes das agências reguladoras e concessionárias de energia dos dois Estados.Na oportunidade, a pedido do vice-governador e secretário de Infraestrutura, Otto Alencar, o superintendente de Energia e Comunicações da SEINFRA, Silvano Ragno fez um relato dos pontos que ele considera críticos no Estado, principalmente no que diz respeito à expansão da rede básica, em níveis que suporte o transporte e a entrega de energia nas quantidades e qualidades requeridas pela crescente economia baiana. Como exemplo ele citou o atraso na execução das obras de transmissão entre Eunápolis e Teixeira de Freitas, no extremo sul, que restringe a ampliação pretendida pela empresa de celulose Suzano.
Segundo Silvano Ragno, 'há algum tempo a Bahia se ressentiu pelos retardos nas soluções para alguns gargalos no suprimento de energia elétrica, no que tange a parte atendida pela rede básica. Acompanhamos com expectativas o processo para solucionar os problemas de atendimento à Região Sudeste, advindos com o esgotamento da subestação de FUNIL, ora equacionado. Também, já equacionado é o atendimento a Região do Extremo Sul baiano, que por ora depende da execução, pelo empreendedor, da linha e subestação em 230kV, cujo cronograma encontra-se bastante atrasados.'
Explicou ainda o superintendente que 'temos ainda outros pontos que merecem especial atenção, como o suprimento à região oeste, que, com a sua economia baseada no agronegócio, tem seu desenvolvimento acelerado, demandando por mais energia, além de empreendimentos de geração de energia elétrica como PCHs e geração a partir de biomassa, como o capim elefante, que necessitam de acesso a rede elétrica para escoamento deste preciosos produto.'
Na região oeste, segundo Silvano Ragno, além do reforço dos pontos de suprimentos existentes em Barreiras e Bom Jesus da Lapa, há a necessidade de implantação de um novo ponto na região do Rio do Meio, em São Desidério, que permitiria o escoamento da energia gerada pelas pequenas centrais hidrelétricas - PCH e usinas a partir de biomassas. Outro ponto de estrangulamento citado fica na região de Brumado, cuja infraestrutura elétrica existente impede a expansão da planta da mineradora Magnesita.
Energia eólica
'Não poderia deixar de falar, também, sobre essa nova industria que a Bahia tem tido privilégio de sediar. Os parques de geração eólica. Para esse tema peço especial atenção dos senhores que estudarão e apontarão as soluções para as questões das interligações à rede básica, contribuindo para manter o interesse do empresariado no aproveitamento desta fonte de energia limpa e renovável, cuja participação torna-se cada vez mais significativa em nossa matriz energética.', finalizou Silvano.
O secretário Otto Alencar e o secretário de Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, manifestaram, durante a reunião, conhecimento da situação e, na oportunidade, externaram suas preocupações diante da falta agilidade no trato dos problemas pelos agentes do setor elétrico responsáveis pelo planejamento e expansão do sistema.
Em sequência, foi analisado pelos presentes, o andamento de cada empreendimento previsto para suportar o atendimento aos mercados da Bahia e Sergipe, identificando as dificuldades correntes e traçados planos de ação para solucioná-las. Neste caminho foi agendada para a semana seguinte, a realização de outra reunião de trabalho para tratar, especificamente, dos problemas relativos ao de licenciamento ambiental.
Presentes ao encontro, o vice-governador e secretário de Infraestrutura, Otto Alencar e o secretário de Indústria e Comércio e Mineração, James Correia; o chefe de gabinete da Seinfra, Marcus Cavalcanti; o superintendente de Energia e Comunicações da Seinfra, Silvano Ragno. Representando os secretários de Meio Ambiente, o assessor Rui Tourinho, a SECOPA, o coordenador de Projetos Paulo Marcos, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico , Dércio César Portella.
EMPRESAS PARTICIPANTES
- Hermes J. Chipp - Diretor Geral ONS; - Roberto Gomes - Diretor ONS;- Saulo Cisneiros - Assistente Diretoria ONS; - Roberto Luís Magalhães Rocha - EPE ; Renato Amaral - ABEOLICA; - Sérgio Figueiredo - CHESF; - Mozart Bandeira Arnaud - CHESF; - Manoel Castro Sam - CHESF; - Glauber - CHESF; - Moisés Afonso Sales Filho - NEOENERGIA/AFLUENTE; - Ricardo Valente - COELBA; - Ariosto Dantas da Luz - COELBA; - Eduardo Alves Mantovani - ENERGISA-SE; - Gioreli de Souza Filho - ENERGISA-SE; - Eduardo Leite - SULGIPE; - Ricardo - SULGIPE.
Fonte: Ascom/Seinfra
Em 11/08/2011.