13/08/2007
A construção de centros culturais nas aldeias, além de uma maior articulação do governo no sentido de prover subsistência para as comunidades a longo prazo, foram as principais reivindicações que representantes da Frente de Resistência Indígena e da Funai fizeram, na última semana, em encontro na sede da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH).
A Frente de Resistência é um movimento de luta indígena dos Pataxós da região de Monte Pascoal - território que abrange cerca de 12 aldeias nos municípios do Prado, Itamaraju e Porto Seguro.
Os centros culturais seriam postos dentro das aldeias, voltados para a preservação dos costumes dos povos da região. Segundo o coordenador de Políticas para Povos Indígenas da SJCDH, Jerry Matalawê, `não podemos esquecer que funcionariam também como espaços fortalecedores das relações humanas e dos vínculos dentro das comunidades. Neles, reuniões seriam realizadas, além de servir, por exemplo, como fomentadores da educação ambiental`.
A criação de uma linha de financiamento do Estado para projetos de agricultura familiar também foi trazida como reivindicação pelos indígenas, pois seria capaz de gerar reais condições de subsistência a longo prazo. Eles consideram que o que existe hoje supre, mas muito mais no sentido de assistencialismo do que de criar condições de sustentabilidade própria.
Matalawê considera de extrema importância que as comunidades procurem o governo, o que `cria um vínculo nessa nova etapa em que o Governo do Estado está abrindo uma possibilidade real de interlocução com os índios. Eles devem se articular para apresentar reivindicações, pois providências precisam ser tomadas - e o momento é esse, pois o governo, mais do que nunca, está aberto para isso`.
Além da SJCDH, a Frente de Resistência e a Funai também fizeram reivindicações junto à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), Secretaria de Cultura (Secult) e Secretaria de Educação (SEC).
Fonte: Agecom
13/08/07
A Frente de Resistência é um movimento de luta indígena dos Pataxós da região de Monte Pascoal - território que abrange cerca de 12 aldeias nos municípios do Prado, Itamaraju e Porto Seguro.
Os centros culturais seriam postos dentro das aldeias, voltados para a preservação dos costumes dos povos da região. Segundo o coordenador de Políticas para Povos Indígenas da SJCDH, Jerry Matalawê, `não podemos esquecer que funcionariam também como espaços fortalecedores das relações humanas e dos vínculos dentro das comunidades. Neles, reuniões seriam realizadas, além de servir, por exemplo, como fomentadores da educação ambiental`.
A criação de uma linha de financiamento do Estado para projetos de agricultura familiar também foi trazida como reivindicação pelos indígenas, pois seria capaz de gerar reais condições de subsistência a longo prazo. Eles consideram que o que existe hoje supre, mas muito mais no sentido de assistencialismo do que de criar condições de sustentabilidade própria.
Matalawê considera de extrema importância que as comunidades procurem o governo, o que `cria um vínculo nessa nova etapa em que o Governo do Estado está abrindo uma possibilidade real de interlocução com os índios. Eles devem se articular para apresentar reivindicações, pois providências precisam ser tomadas - e o momento é esse, pois o governo, mais do que nunca, está aberto para isso`.
Além da SJCDH, a Frente de Resistência e a Funai também fizeram reivindicações junto à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), Secretaria de Cultura (Secult) e Secretaria de Educação (SEC).
Fonte: Agecom
13/08/07