07/05/2008
De acordo com José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM, a importação começa com 20 mil veículos e deverá entrar em 2009 com um volume de até 60 mil automóveis. `Esperamos dinamizar a operação no Norte e Nordeste com pátio exclusivo da GM em Recife`, afirmou o executivo, que disse ter recebido incentivos fiscais do governo pernambucano para o início do projeto. A área inicial será de 60 mil metros quadrados, com previsão de ser ampliada para 120 mil metros quadrados.
De acordo com Pinheiro Neto, o objetivo é que no futuro todos os carros da GM, mesmo os produzidos no Brasil, destinados ao Norte e Nordeste sejam destinados ao Porto de Suape. Para isso, a empresa espera desenvolver um plano de cabotagem. Por enquanto, só os carros produzidos no exterior, inclusive Argentina, vão utilizar o terminal. A GM terá um complexo fiscal para a nacionalização dos veículos por Pernambuco. Será construído um escritório contábil, com contratação de mão-de-obra local. Também haverá oficinas para reparabilidade de veículos. O Capitva deverá ser um dos primeiros modelos a chegar por Suape. O SUV será trazido do México para disputar nicho de luxo do mercado brasileiro.
Pinheiro Neto afirmou que o Porto de Suape também receberá peças para o mercado de reposição e abastecimento das concessionárias. A produção da futura fábrica de motores em Santa Catarina também destinará parte da produção para Suape. Pinheiro Neto afirmou que a GM tem conseguido responder bem ao crescimento do mercado com o aumento da produção. São Caetano do Sul, no ABC paulista, com 1,5 mil empregos novos, começou a funcionar em terceiro turno. Em abril, a GM teve seu melhor mês de vendas na história do Brasil. Vendeu 52.601 veículos. A empresa teve crescimento de 37% de vendas nos primeiros quatro meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado -- um crescimento acima do verificado pelo mercado, na casa dos 28%. Em suas projeções internas, a GM já aposta num crescimento do mercado de 23% neste ano, o que para alguns diretores, ainda é uma posição conservadora.
Para Marcos Munhoz, diretor-geral de vendas e marketing, o mercado interno este ano deverá chegar ou ultrapassar as 3,1 milhões de unidades. `Preciso convencer meu chefe disso`, afirmou durante apresentação das novas Blazer e S10 ontem em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
Com tamanho crescimento do mercado, Pinheiro Neto não descarta um novo plano de produção para a fábrica de São José dos Campos (SP), que perdeu uma proposta de ampliação de vagas para São Caetano. O Sindicato dos Metalúrgicos local não aceitou as condições empregatícias da empresa para as novas vagas. `Eles perderam 1,5 mil novas vagas`, enfatiza Pinheiro Neto. `Estamos estudando se vamos ter um novo plano para São José`, afirmou. `Nada está descartado`.
Plano da indústria Pinheiro Neto afirmou que no próximo dia 12, o presidente Lula vai anunciar na sede do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no Rio de Janeiro, o plano de desenvolvimento da indústria automobilística, reivindicação da Anfavea para tornar o Brasil um forte competidor no mercado interno e externo. O executivo da GM afirmou que o plano será amplo, atendendo a vários pedidos da cadeia produtiva, como redução da carga tributária para exportação, incentivos para incorporação de novas tecnologias e contratação de pessoal.
Fonte: Gazeta Mercantil
Em 7/05/2008.
De acordo com Pinheiro Neto, o objetivo é que no futuro todos os carros da GM, mesmo os produzidos no Brasil, destinados ao Norte e Nordeste sejam destinados ao Porto de Suape. Para isso, a empresa espera desenvolver um plano de cabotagem. Por enquanto, só os carros produzidos no exterior, inclusive Argentina, vão utilizar o terminal. A GM terá um complexo fiscal para a nacionalização dos veículos por Pernambuco. Será construído um escritório contábil, com contratação de mão-de-obra local. Também haverá oficinas para reparabilidade de veículos. O Capitva deverá ser um dos primeiros modelos a chegar por Suape. O SUV será trazido do México para disputar nicho de luxo do mercado brasileiro.
Pinheiro Neto afirmou que o Porto de Suape também receberá peças para o mercado de reposição e abastecimento das concessionárias. A produção da futura fábrica de motores em Santa Catarina também destinará parte da produção para Suape. Pinheiro Neto afirmou que a GM tem conseguido responder bem ao crescimento do mercado com o aumento da produção. São Caetano do Sul, no ABC paulista, com 1,5 mil empregos novos, começou a funcionar em terceiro turno. Em abril, a GM teve seu melhor mês de vendas na história do Brasil. Vendeu 52.601 veículos. A empresa teve crescimento de 37% de vendas nos primeiros quatro meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado -- um crescimento acima do verificado pelo mercado, na casa dos 28%. Em suas projeções internas, a GM já aposta num crescimento do mercado de 23% neste ano, o que para alguns diretores, ainda é uma posição conservadora.
Para Marcos Munhoz, diretor-geral de vendas e marketing, o mercado interno este ano deverá chegar ou ultrapassar as 3,1 milhões de unidades. `Preciso convencer meu chefe disso`, afirmou durante apresentação das novas Blazer e S10 ontem em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
Com tamanho crescimento do mercado, Pinheiro Neto não descarta um novo plano de produção para a fábrica de São José dos Campos (SP), que perdeu uma proposta de ampliação de vagas para São Caetano. O Sindicato dos Metalúrgicos local não aceitou as condições empregatícias da empresa para as novas vagas. `Eles perderam 1,5 mil novas vagas`, enfatiza Pinheiro Neto. `Estamos estudando se vamos ter um novo plano para São José`, afirmou. `Nada está descartado`.
Plano da indústria Pinheiro Neto afirmou que no próximo dia 12, o presidente Lula vai anunciar na sede do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no Rio de Janeiro, o plano de desenvolvimento da indústria automobilística, reivindicação da Anfavea para tornar o Brasil um forte competidor no mercado interno e externo. O executivo da GM afirmou que o plano será amplo, atendendo a vários pedidos da cadeia produtiva, como redução da carga tributária para exportação, incentivos para incorporação de novas tecnologias e contratação de pessoal.
Fonte: Gazeta Mercantil
Em 7/05/2008.