Biblioteca dos Barris tem consulta e reserva via internet

13/05/2008
De acordo com o professor Ubiratan Castro, diretor da Fundação Pedro Calmon, esse é o primeiro passo `para a criação de um sistema de bibliotecas públicas modernas em todo o Estado da Bahia`.

Idealizada e criada pelo coronel Pedro Ferrão Castellobranco e autorizada por meio de documento assinado em 13 de maio de 1811 por Dom Marcos de Noronha, o VIII Conde dos Arcos, a Biblioteca Pública só foi aberta ao público no dia 4 de agosto do mesmo ano, com cerca de 3 mil livros e apenas seis funcionários.

De 1811 a 1900, a biblioteca funcionou na antiga livraria dos Jesuítas, na Catedral Basílica. `Uma das exigências para trabalhar lá era saber falar francês`, explica o historiador Francisco Soares que, juntamente com a bibliotecária Laura Carmo, escreveu o livro comemorativo, com data de lançamento prevista ainda para 2008. Na obra está narrada e documentada toda a história da instituição que, entre tantos fatos pitorescos, curiosos e outros lamentáveis, ocupou cinco sedes até ser finalmente instalada, em 1970, no atual prédio dos Barris.

Hoje a biblioteca possui 120 mil volumes, alguns raros e valiosos como o romance russo `A Dama de Espadas` (impresso em folhas de seda), e 600 mil periódicos que atraem uma média de 12 mil pessoas por mês. `É uma instituição que se estabeleceu como uma referência de qualidade e bons serviços prestados à população baiana e aos milhares de pesquisadores de outros estados e países`, afirmou a diretora Kilma Alves.