FGV: IGP NÃO INDICA TENDÊNCIA DE INFLAÇÃO ACIMA DE 1%

15/05/2008
`Não podemos dizer que essas elevações de preços de agora começarão a se espalhar por outros setores. Acho que (a taxa do IGP-10) é um pico, e a curva da trajetória do índice deve ser de recuo, mas gradativo`, afirmou o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.

Entretanto, o resultado indica patamares elevados para os próximos IGPs a serem anunciados em maio, como o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) e o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que devem ter taxas próximas a 1,5%, avaliou o economista.

Quadros lembrou ainda que os próximos IGPs a serem divulgados, referentes a maio, também contarão com um fator extra: o maior impacto do recente aumento no preço do óleo diesel, em vigor desde o início de maio. O IGP-10 captou apenas uma pequena parte desse impacto, que atingirá seu auge no IGP-DI de maio.

O economista admitiu que resultados elevados como este indicam que o Banco Central pode continuar a elevar a taxa básica de juros (Selic). `Acho que os juros vão continuar a subir, porque é a forma de enfrentar pressões inflacionárias oriundas de várias fontes diferentes`, disse. Ele disse que o resultado do IGP-10 mostra, mais uma vez, que as elevações de preços `não estão mais concentradas somente nos alimentos, e estão se originando de outros setores`.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Em 15/05/2008.