30/05/2008
Depois de construir pontes, portos, plataformas e emissários submarinos, criar cinco filhos e dar três voltas ao mundo sozinho, a bordo de um veleiro, o que mais um homem pode querer? Foi essa pergunta que o engenheiro civil e navegador Aleixo Belov se fez aos 60 anos. A resposta demorou cinco anos para ficar pronta e atende pelo nome de Fraternidade: um veleiro-escola onde ele pretende concluir a sua quarta volta ao mundo, desta vez na companhia de `jovens brasileiros`. `Quero passar para eles o conhecimento, fazer a sucessão`.
É essa história de amor com o mar que a revista Muito vai contar neste domingo. Quando Aleixo atravessou o oceano pela primeira vez, tinha só seis anos e fugia da guerra na Europa. Nascido na Ucrânia, desde essa época ele mora no Brasil, mais especificamente em Salvador, onde aprendeu a ler, mergulhar, construir e navegar.
Os testes do Fraternidade no mar começam este mês e a viagem ao mundo deve acontecer no início do ano que vem. No site da revista (www.atarde.com.br/muito), o navegador apresenta, em vídeo, seu novo barco aos leitores.
Gastronomia - A Muito também acompanhou o chef Edinho Engel, do restaurante Amado, num passeio pelo Mercado Municipal de Peixes e Mariscos e pela Feira de São Joaquim. Encantado com os produtos frescos - ou `vivos`, como diz - o mineiro pechinchou e levou ingredientes tipicamente baianos para elaborar pratos sofisticados no Amado, como Tartare de guaricema com calda de jabuticaba, Beijupirá com ensopado de mariscos da Bahia e Cavalinha grelhada com creme de lingüiça picante (esse dá para repetir em casa, com a receita que o chef forneceu para a revista).
Na seção Abre aspas, uma entrevista com o também mineiro Marcelo Ferraz. O arquiteto, que já trabalhou com Lina Bo Bardi, está elaborando um projeto de revitalização para a Rocinha, no Pelourinho, que pretende incluir os moradores, ao invés de removê-los da paisagem. Para Ferraz, não há arquitetura sagrada e o importante é que as construções sejam adaptadas às suas funções sociais contemporâneas.
Na Orelha, o brasiliense Sandro Ornellas responde perguntas atrevidas. Além de escrever, ele é professor do Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia. E, seguindo a missão de garimpar os melhores lugares de Salvador e do mundo, a revista mostra, na seção Atalho, a Casa da Lua, centro holístico que oferece diversas abordagens terapêuticas. A dica do Satélite é um pequeno restaurante em Montreal, no Canadá, famoso por servir o melhor sanduíche de carne defumada de que se tem notícia.
Moda - O editorial de moda desta edição foi inspirado no livro `O Dia Mastroianni`, do escritor carioca João Paulo Cuenca. Na história, os personagens passam o dia passeando pela cidade, à mercê das circunstâncias e sem propósito específico. No ensaio, com clima retrô, eles usam coletes e chapéus, tendências desta temporada.
A Muito mostra ainda colecionadores de vinis. Gente que tem no acervo mais de 80 mil discos e chega a gastar entre R$ 100 e R$ 150 por mês com novos bolachões. Tudo para não perder a arte da capa, o encarte, o prazer de tocar no disco. E também, claro, o som, para muitos o pico da `alta fidelidade`. E não vá pensando que isso é coisa ultrapassada e só de MP3 vive a música. Artistas como Radiohead e Madonna fizeram questão de lançar novas obras no antigo formato.
A revista apresenta a estilista Izabelle Nossa, que aos 28 anos já tem uma grife que leva seu nome e já viu suas roupas nas novelas da Globo como `Cobras & Lagartos` e `Senhora do Destino`. Isso tudo você pode ler deitado numa boa rede, um dos produtos indicados na seção Necessáire, que reuniu objetos imprescindíveis para curtir a preguiça sem culpa.
Fonte: A Tarde
Repórter: TATIANA MENDONÇA
Em 30/05/2008.
É essa história de amor com o mar que a revista Muito vai contar neste domingo. Quando Aleixo atravessou o oceano pela primeira vez, tinha só seis anos e fugia da guerra na Europa. Nascido na Ucrânia, desde essa época ele mora no Brasil, mais especificamente em Salvador, onde aprendeu a ler, mergulhar, construir e navegar.
Os testes do Fraternidade no mar começam este mês e a viagem ao mundo deve acontecer no início do ano que vem. No site da revista (www.atarde.com.br/muito), o navegador apresenta, em vídeo, seu novo barco aos leitores.
Gastronomia - A Muito também acompanhou o chef Edinho Engel, do restaurante Amado, num passeio pelo Mercado Municipal de Peixes e Mariscos e pela Feira de São Joaquim. Encantado com os produtos frescos - ou `vivos`, como diz - o mineiro pechinchou e levou ingredientes tipicamente baianos para elaborar pratos sofisticados no Amado, como Tartare de guaricema com calda de jabuticaba, Beijupirá com ensopado de mariscos da Bahia e Cavalinha grelhada com creme de lingüiça picante (esse dá para repetir em casa, com a receita que o chef forneceu para a revista).
Na seção Abre aspas, uma entrevista com o também mineiro Marcelo Ferraz. O arquiteto, que já trabalhou com Lina Bo Bardi, está elaborando um projeto de revitalização para a Rocinha, no Pelourinho, que pretende incluir os moradores, ao invés de removê-los da paisagem. Para Ferraz, não há arquitetura sagrada e o importante é que as construções sejam adaptadas às suas funções sociais contemporâneas.
Na Orelha, o brasiliense Sandro Ornellas responde perguntas atrevidas. Além de escrever, ele é professor do Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia. E, seguindo a missão de garimpar os melhores lugares de Salvador e do mundo, a revista mostra, na seção Atalho, a Casa da Lua, centro holístico que oferece diversas abordagens terapêuticas. A dica do Satélite é um pequeno restaurante em Montreal, no Canadá, famoso por servir o melhor sanduíche de carne defumada de que se tem notícia.
Moda - O editorial de moda desta edição foi inspirado no livro `O Dia Mastroianni`, do escritor carioca João Paulo Cuenca. Na história, os personagens passam o dia passeando pela cidade, à mercê das circunstâncias e sem propósito específico. No ensaio, com clima retrô, eles usam coletes e chapéus, tendências desta temporada.
A Muito mostra ainda colecionadores de vinis. Gente que tem no acervo mais de 80 mil discos e chega a gastar entre R$ 100 e R$ 150 por mês com novos bolachões. Tudo para não perder a arte da capa, o encarte, o prazer de tocar no disco. E também, claro, o som, para muitos o pico da `alta fidelidade`. E não vá pensando que isso é coisa ultrapassada e só de MP3 vive a música. Artistas como Radiohead e Madonna fizeram questão de lançar novas obras no antigo formato.
A revista apresenta a estilista Izabelle Nossa, que aos 28 anos já tem uma grife que leva seu nome e já viu suas roupas nas novelas da Globo como `Cobras & Lagartos` e `Senhora do Destino`. Isso tudo você pode ler deitado numa boa rede, um dos produtos indicados na seção Necessáire, que reuniu objetos imprescindíveis para curtir a preguiça sem culpa.
Fonte: A Tarde
Repórter: TATIANA MENDONÇA
Em 30/05/2008.