25/11/2008
A crise está longe ainda de chegar ao mercado de construção civil. Ontem, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) refez, pela quarta vez neste ano, as projeções de crescimento do setor, elevando a previsão inicial de 12% para 28% em 2008, a um faturamento estimado de R$ 100 bilhões. A revisão se deve ao registro de elevação de 36,5% nas vendas acumuladas até outubro, na comparação com o ano anterior. `Nós sabemos que há uma crise e isso vai nos afetar em algum momento. Mas os efeitos demoram um pouco mais para chegar à indústria da construção porque há ainda muitas obras em andamento`, avalia Melvyn Fox, presidente da associação.
A venda de produtos básicos, utilizados na estrutura das construções, como cimento, aço e tubulações, aumentou 40,2%. O faturamento das vendas internas de materiais de acabamento, acumulado até outubro, apresentou crescimento de 20,11% em relação ao mesmo período do ano passado.
O setor de embalagens de aço cresceu 2,6% até outubro deste ano, em relação ao mesmo período de 2007. O crescimento foi puxado pelo segmento de latas de tintas. A Duratex também informou que opera a 90% da capacidade e decidiu postergar o investimento de R$ 450 milhões em uma nova linha de painéis de madeira, mas mantém os R$ 925 milhões que vão elevar em 125% a capacidade de painéis de MDF e 33% a capacidade da Deca, empresa do grupo.
Fabricantes do setor como Tigre e Amanco, de tubos e conexões, e Basf, da marca Suvinil, já informaram a perspectiva de manutenção do crescimento também para 2009, quando os números devem ser menores do que os de 2007 e 2008.
Venda de material de construção deve crescer 28% neste ano
- O crescimento de 36,5% na receita de vendas de material de construção no acumulado até o mês de outubro e a alta de 18% no volume vendido no mês em comparação com igual período do ano anterior levou a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) a rever, pela quarta vez neste ano, as projeções de crescimento para 2008. As vendas devem avançar 28%, nível de crescimento recorde para o setor, que com isso deve obter faturamento de R$ 100 bilhões. No início deste ano a previsão da Abramat era de um incremento de 12% nas vendas. Em 2007 a alta foi de 15%.
`Nós sabemos que há uma crise e isso vai nos afetar em algum momento. Mas os efeitos demoram um pouco mais para chegar à indústria da construção; há ainda muitas obras em andamento`, disse o presidente da Abramat, Melvyn Fox. Em seu cálculo, a venda de material de construção deve continuar crescendo normalmente até fevereiro ou março, quando a parada nos lançamentos imobiliários e a diminuição no varejo deve começar a desacelerar as vendas para 2009, a previsão de crescimento é de 6% para o próximo ano.
O principal motor do crescimento continua sendo os produtos básicos, utilizados na estrutura das construções, como cimento, aço e tubulações. As vendas de materiais básicos subiram 40,2% de janeiro a outubro, sobre mesmo período do ano passado, e 38% no acumulado em 12 meses. Já os materiais de acabamento - utilizados na ponta da construção, como pintura, metais sanitários e pisos - tiveram alta de 18,5%. Empreendimentos
A diferença entre os dois segmentos mostra que há ainda muitos empreendimentos imobiliários em etapa inicial, o que garante ainda a demanda da indústria de materiais de construção mesmo que futuros lançamentos sejam cancelados. O tempo médio para conclusão de uma obra, calculado pela Abramat, é de aproximadamente dois anos.
Os números apresentados este ano pelo setor representam expansão significativa sobre os resultados de 2006 quando as fábricas de materiais de construção faturaram R$ 69,3 bilhões. O ano passado foi encerrado com alta de 12% sobre esse valor. Em 2004, primeiro ano disponível na pesquisa da associação essa receita foi de R$ 68,4 bilhões.
Autor(es): Juliana Elias
Fonte: Gazeta Mercantil
- 25/11/2008.
A venda de produtos básicos, utilizados na estrutura das construções, como cimento, aço e tubulações, aumentou 40,2%. O faturamento das vendas internas de materiais de acabamento, acumulado até outubro, apresentou crescimento de 20,11% em relação ao mesmo período do ano passado.
O setor de embalagens de aço cresceu 2,6% até outubro deste ano, em relação ao mesmo período de 2007. O crescimento foi puxado pelo segmento de latas de tintas. A Duratex também informou que opera a 90% da capacidade e decidiu postergar o investimento de R$ 450 milhões em uma nova linha de painéis de madeira, mas mantém os R$ 925 milhões que vão elevar em 125% a capacidade de painéis de MDF e 33% a capacidade da Deca, empresa do grupo.
Fabricantes do setor como Tigre e Amanco, de tubos e conexões, e Basf, da marca Suvinil, já informaram a perspectiva de manutenção do crescimento também para 2009, quando os números devem ser menores do que os de 2007 e 2008.
Venda de material de construção deve crescer 28% neste ano
- O crescimento de 36,5% na receita de vendas de material de construção no acumulado até o mês de outubro e a alta de 18% no volume vendido no mês em comparação com igual período do ano anterior levou a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) a rever, pela quarta vez neste ano, as projeções de crescimento para 2008. As vendas devem avançar 28%, nível de crescimento recorde para o setor, que com isso deve obter faturamento de R$ 100 bilhões. No início deste ano a previsão da Abramat era de um incremento de 12% nas vendas. Em 2007 a alta foi de 15%.
`Nós sabemos que há uma crise e isso vai nos afetar em algum momento. Mas os efeitos demoram um pouco mais para chegar à indústria da construção; há ainda muitas obras em andamento`, disse o presidente da Abramat, Melvyn Fox. Em seu cálculo, a venda de material de construção deve continuar crescendo normalmente até fevereiro ou março, quando a parada nos lançamentos imobiliários e a diminuição no varejo deve começar a desacelerar as vendas para 2009, a previsão de crescimento é de 6% para o próximo ano.
O principal motor do crescimento continua sendo os produtos básicos, utilizados na estrutura das construções, como cimento, aço e tubulações. As vendas de materiais básicos subiram 40,2% de janeiro a outubro, sobre mesmo período do ano passado, e 38% no acumulado em 12 meses. Já os materiais de acabamento - utilizados na ponta da construção, como pintura, metais sanitários e pisos - tiveram alta de 18,5%. Empreendimentos
A diferença entre os dois segmentos mostra que há ainda muitos empreendimentos imobiliários em etapa inicial, o que garante ainda a demanda da indústria de materiais de construção mesmo que futuros lançamentos sejam cancelados. O tempo médio para conclusão de uma obra, calculado pela Abramat, é de aproximadamente dois anos.
Os números apresentados este ano pelo setor representam expansão significativa sobre os resultados de 2006 quando as fábricas de materiais de construção faturaram R$ 69,3 bilhões. O ano passado foi encerrado com alta de 12% sobre esse valor. Em 2004, primeiro ano disponível na pesquisa da associação essa receita foi de R$ 68,4 bilhões.
Autor(es): Juliana Elias
Fonte: Gazeta Mercantil
- 25/11/2008.