21/02/2011
Com a presença do secretário estadual de Infraestrutura, Otto Alencar, será lançada hoje, dia 24, a pedra fundamental dos parques eólicos de Igaporã, Guanambi e Caetité, na rodovia de acesso ao distrito de Morrinhos/Guanambi. É previsto que durante o mês de maio a empresa inicie o transporte dos seus equipamentos, através do Porto de Ilhéus para o município de Caetité, onde serão construídos os parques de Alvorada, com 7,5 MW, o de Pajeu do Vento, com 24 MW, o de Planaltina, com 25,5 MW e o do Rio Verde, com 30 MW. Segundo o diretor da Renova, Renato Amaral, a empresa tem 14 projetos em implantação na Bahia, com potencial de gerar 293,6 MW, sendo que oito parques já estão em fase de implantação. 'Hoje saiu a licença para o nono parque eólico', declarou Amaral.
Detentor de um dos maiores potenciais do país para a produção de energia a partir do vento, a Bahia está iniciando um grande processo de atração de parques eólicos, a forma mais limpa de geração de energia existente no planeta. São eles: o Parque Eólico de Macaúbas, o de Novo Horizonte e o de Seabra, ambos com 30 MW de potência, localizados no município de Brotas de Macaúbas, pertencentes à empresa Desenvix. Com capacidade de geração de 90 MW a partir da força dos ventos, as três usinas devem estar concluídas até o mês de junho do corrente ano, ao custo de R$400 mil. Segundo o Diretor da Desenvix, Lui Ming, a empresa continua estudando outros locais na Bahia com potencial de abrigar novas unidades.
Segundo o superintendente de Energia e Comunicações da Seinfra, Silvano Ragno, a energia eólica tem a vantagem de ser renovável e de baixíssimo impacto ambiental, mas seu grande trunfo é a complementaridade em relação a energia gerada pelas hidrelétricas, principalmente nos períodos em que os níveis dos reservatórios estão mais baixos, comprometendo o seu potencial. 'Isso traz mais segurança para o abastecimento de energia. É uma energia limpa. Com a energia eólica você não precisa acionar as termoelétricas para garantir o abastecimento em horas críticas', comenta Ragno.
Até 2014 a Bahia contará com mais de 34 parques eólicos, os quais, quando estiverem em operação, terão a capacidade de geração de 977,4 MW, o suficiente para abastecer cerca de quatro milhões de residências.
O potencial brasileiro de energia eólica é estimado em 143,5 GW, com a Bahia gerando 14 GW, o que representa 10% do potencial nacional. No Nordeste esses percentuais ainda são maiores, 75 GW, representando mais de 50%.
Investimento
Segundo o secretário estadual de Infraestrutura, Otto Alencar, a Bahia tem uma perspectiva para mais de R$20 bilhões em investimentos na área de energia eólica. 'Criação de uma política que é apresentada como necessária à nossa competitividade e ao desenvolvimento sustentado do país é uma nova forma de crescimento econômico e social', declara. Ele ressalta ainda que a perspectiva de geração de empregos é de mais de três mil pessoas, especialmente no semiárido baiano.
O quesito sustentabilidade dos parques eólicos também é destacado pelo secretário por representar baixo impacto ambiental, necessidade de pequeno prazo para implantação dos parques, não ser necessário a desapropriação de terra, aumentando custos financeiros e, principalmente, o fato de as usinas não emitirem carbono na atmosfera. 'Países com grande índice de desenvolvimento industrial investem pesado no setor de geração de energia renováveis, como a China, que tem a perspectiva de atingir 200 GW até 2020, o equivalente a 21,5% do total mundial', explica.
Entre as empresas com empreendimentos no Estado, estão o Consorcio Pedra do Reino, a Desenvix, a Renova Energia, a Brennad, a Chesf, a Iberdrola, a Eólica Energia, a Sowitec, a Renova, todas contempladas nos leilões realizados em 2009, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), vinculada ao Ministério de Minas e Energia. Além dessas, outras empresas internacionais já mostram interesse em implantar fábricas de aerogeradores, torres e componentes industriais para a nova indústria da energia produzida pelos ventos. São elas a Alstom e Gamesa.
Fonte: Ascom/Seinfra.
Em 21/02/2011.