Governo do Estado investe na diversificação da matriz energética

06/06/2011
Considerando a realização pelo Governo Federal, de leilões com vistas a contratação de energia elétrica para atender a crescente demanda Nacional, o Governo do Estado, através da Secretaria Estadual de Infraestrutura - SEINFRA tem apoiado a implantação de novos empreendimentos de geração de energia elétrica, principalmente aqueles a partir de fontes renováveis, com destaque para o aproveitamento eólico, que promovem a diversificação da nossa matriz energética. Com efeito, os dois últimos leilões resultaram para Bahia em 34 projetos de geração eólica vencedores, que a potência total de 1.000 MW, já em instalação.

Segundo o superintendente de energia da Secretaria Estadual de Infraestrutura, Silvano Ragno, a implantação das usinas de energia tem papel importante para o desenvolvimento do Estado. `As novas instalações favorecem a economia das regiões que as sediam, por meio da demanda de mão de obra local para atuação na implantação do empreendimento, pelas melhorias da infraestrutura, como melhores estradas, implantação de rede hoteleira, hospitais, escolas técnicas e outros`, afirma.

Atualmente, a demanda nacional por energia elétrica é atendida a partir das fontes: hidráulica(81,7%) - sendo 8,4% importada da Usina de Itaipú, gás natural (5,9%), biomassa (4%), petróleo e derivados (3,1%), nuclear(2,8%), carvão mineral(1,9%) e gás industrial(0,9%).

Outras fontes complementares, como a solar, poderiam ser utilizadas para promover o abastecimento, porém o estágio atual dessa tecnologia requer altos investimentos de implantação, inviabilizando seu uso massivo no atendimento ao mercado nacional. No caso específico do aproveitamento da irradiação solar, requer-se tecnologia que solucione, a custos competitivos, o aspecto da descontinuidade noturna da fonte primária.

O Ministério de Minas e Energia - MME, através da Empresa de Pesquisas Energéticas - EPE, tem elaborou o Plano Nacional de Energia Elétrica - PNE-2030, onde indica as ações necessárias para assegurar a oferta energia nos próximos 20 anos. Entre elas se encontra a implantação de duas novas centrais termonucleares, sendo uma no nordeste e outra no sudeste. Inicialmente, cada central deverá contar com dois reatores de 1.000 MW. Posteriormente, elas poderão ser ampliadas até seis reatores, cada, totalizando 6.000 MW.

No Nordeste, a usina termonuclear deverá localizar-se às margens do rio São Francisco, em sítio a ser definido por estudos de localização desenvolvidos pela Eletronuclear, com grande possibilidade de situar-se em trecho de divisa entre Bahia e Pernambuco. Este tipo de empreendimento requer grande financeiro da ordem de R$10 bilhões por cada usina de 1.000 MW e aproximadamente sete anos para implantação e entrada em operação, o que movimentará fortemente a economia do estado beneficiado, e ainda mais se consideradas as futuras expansões.

Fonte: ASCOM/SEINFRA