Embaixador visita o Pólo de Camaçari

20/04/2007
A avaliação é do embaixador do país asiático no Brasil, Chen Duqing. `Pode ser que, no início deste ano, a China seja superavitária, mas acredito que, até o final do ano, o Brasil alcance o superávit`, disse o embaixador, ontem, durante visita ao Pólo de Camaçari.

No período acumulado de janeiro a março, a balança comercial brasileira com a China acumulou déficit de US$ 523,246 milhões, de acordo com a Secretaria do Comércio Exterior (Secex), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Desde 2001, o Brasil registra superávit na balança comercial com a China, mas, apenas no ano passado, o superávit caiu cerca de 72%, tendo encerrado o período com US$ 410,426 milhões, ante a US$ 1,479 bilhão, apurados em 2005.

Duqing avalia que o quadro é decorrente da valorização do real, fator que estimula as empresas instaladas no Brasil a incrementarem as importações.

Nos primeiros três meses do ano, a balança comercial baiana com a China contrariou a tendência de déficit registrada pelo comércio exterior brasileiro e encerrou o período com superávit de US$ 5,426 milhões.

No ano passado, o superávit baiano nas transações comerciais com o país asiático foi de US$ 71,005 milhões. A pasta química de madeira, com participação de 36,9%, grãos (14,67%) e pasta química de madeira para dissolução (9,86%) foram os principais itens comercializados da Bahia para a China no período.

O embaixador esteve no município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Além de visitar o Pólo, ele manteve encontros com autoridades locais. A visita do embaixador ocorre um mês antes da participação de representantes de Camaçari numa feira de promoção do comércio exterior na China.

Durante a visita ao complexo industrial, Duqing esteve na Discobrás, empreendimento chinês instalado no Pólo. `Esta é a primeira experiência chinesa aqui em Camaçari. O sucesso da Discobrás pode atrair mais investimentos, encorajar a vinda de mais empresas chinesas`, avaliou. Inaugurada no mês passado, a Discobrás demandou investimentos de US$ 25 milhões, com a geração de 150 empregos diretos no município.

O interesse chinês no Pólo se refere principalmente aos setores químico e petroquímico.

Fonte: Jornal A Tarde

Reportagem: Luiz Souza 20/04/07