BNB repassa mais R$ 30 milhões para a Desenbahia

08/08/2007
As empresas baianas vão ganhar novo reforço de crédito. Os presidentes do Banco do Nordeste, Roberto Smith, e da Desenbahia, Luiz Alberto Petitinga, assinam aditivo de convênio para o repasse de mais R$ 30 milhões oriundos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). A cerimônia vai ocorrer na Governadoria (CAB), nesta quarta-feira, às 14h30, com a presença do governador Jaques Wagner.

A informação foi confirmada pelo presidente da Agência Baiana de Fomento durante o ato de assinatura da renovação de convênio que tem por objetivo implementar o Programa de Microcrédito do Estado da Bahia (CrediBahia), operado em parceria entre Setre, Desenbahia e Sebrae. O evento ocorreu segunda-feira no auditório da Secretaria do Trabalho, Emprego,Renda e Esporte (Setre). O Credibahia dispõe hoje de agentes de crédito em 129 municípios e até o final do ano mais 20 postos serão abertos.

Com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social e Econômico (Fundese) e do BNDES, o CrediBahia beneficia atualmente cerca de 10 mil empreendedores, mas, segundo o presidente Luiz Alberto Petitinga, a perspectiva é elevar esse número em 50% até o final do ano. O superintendente do Sebrae/Bahia, Edival Passos, destacou a necessidade cada vez maior de popularização do microcrédito: `O Sebrae está preocupado com a qualificação dos agentes de crédito e também com a qualificação do pequeno tomador de crédito de modo que programas como o CrediBahia sejam sustentáveis`.

Através de decreto, o governador Jaques Wagner ampliou o limite de financiamento para capital de giro e investimentos fixos destinados às empresas dos setores da indústria, comércio e serviços através do CrediFácil, linha de crédito da Desenbahia para micro, pequenas e médias empresas. O decreto alterou dispositivo do regulamento do Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado - Fundese.

Agora, as empresas com faturamento anual acima de R$ 2,4 milhões poderão obter, para capital de giro, até R$ 500 mil ou 15% da receita bruta acumulada declarada no ano fiscal anterior, o que for menor, e com juros de 1,5% ao mês. Para investimentos fixos, o financiamento pode ser até R$ 100 mil, com 1% de juros ao mês. A condição é a de que as empresas cumpram as obrigações contratuais para obter redução de juros ao solicitarem financiamentos subseqüentes.

Fonte: Jornal Tribuna da Bahia

08/08/07