09/10/2007
CLAUDIA LIMA| ESPECIAL PARA A TARDE Rio de Janeiro A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de reconhecer os mandatos de parlamentares que mudaram de legenda depois das eleições como sendo dos partidos pelos quais se elegeram gerou intranqüilidade entre os políticos, mas pode servir para acelerar o processo de reforma política. Essa é a opinião do governador Jaques Wagner (PT), que nesta segunda- feira voltou a defender a reforma político-partidária como essencial para o desenvolvimento do país.
Jaques Wagner fez palestra nesta segunda-feira no Fórum dos Governadores, promovido pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), no Rio de Janeiro.
`No mérito, sou absolutamente aliado da decisão do Supremo.
Sem partidos políticos fortes, não teremos democracia forte`, afirmou Jaques Wagner, durante encontro com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. `Sou amplamente a favor da fidelidade partidária, do voto em lista, e sou contra a coligação proporcional`, disse o governador da Bahia.
INQUIETUDE - Wagner defendeu a democratização da gestão partidária, com regras claras de funcionamento interno dos partidos e espaço para participação de todos. `A reforma política é difícil, porque muitos dos que vão fazer essa votação se elegeram por esse sistema`, ponderou o governador baiano. `A decisão do Supremo, por ser uma nova interpretação, gerou inquietude. Mas pode ter sido o condão de acelerar o processo de reforma`, avaliou. Para Wagner, é urgente para o país uma legislação que fortaleça o compromisso político-partidário. `Essa agenda tem de ser debatida não só pela classe política, mas pelo conjunto da sociedade`, afirmou.
Investimentos numa economia diversificada e prioridade para políticas de inclusão social. Esses foram os ingredientes da receita para o desenvolvimento destacados no discurso do governador da Bahia Jaques Wagner durante palestra no Fórum dos Governadores.
Ele falou para uma platéia de secretários, assessores do governo e empresários sobre o tema `O Brasil que nós queremos`. O governador baiano defendeu a reforma tributária e destacou a urgência da discussão da reforma político-partidária.
Wagner traçou um panorama dos seus nove meses de governo.
O Plano Plurianual 2008-2011, encaminhado para a Assembléia Legislativa há um mês, e o Projeto Transparência Bahia, que tornou acessíveis na internet os dados orçamentários do governo do Estado para a população, foram citados como marcos de sua administração participativa diferenciada.
A necessidade de investimentos em infra-estrutura na Bahia foi discutida ontem em reunião entre Wagner e a diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no RJ. A recuperação de rodovias e a construção da ferrovia Leste/Oeste foram itens da conversa.
O governador defendeu projetos estruturantes que contribuam para funcionar como eixos de desenvolvimento do Estado: `O BNDES é um banco que tem forte presença no desenvolvimento do país e pode ser um parceiro para projetos que vão impactar a infraestrutura logística da Bahia`, disse. Ficou definido que os projetos para infra-estrutura na Bahia serão ajustados aos pré-requisitos estabelecidos pelo BNDES.
Fonte: A tarde 09/10/07
Jaques Wagner fez palestra nesta segunda-feira no Fórum dos Governadores, promovido pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB), no Rio de Janeiro.
`No mérito, sou absolutamente aliado da decisão do Supremo.
Sem partidos políticos fortes, não teremos democracia forte`, afirmou Jaques Wagner, durante encontro com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. `Sou amplamente a favor da fidelidade partidária, do voto em lista, e sou contra a coligação proporcional`, disse o governador da Bahia.
INQUIETUDE - Wagner defendeu a democratização da gestão partidária, com regras claras de funcionamento interno dos partidos e espaço para participação de todos. `A reforma política é difícil, porque muitos dos que vão fazer essa votação se elegeram por esse sistema`, ponderou o governador baiano. `A decisão do Supremo, por ser uma nova interpretação, gerou inquietude. Mas pode ter sido o condão de acelerar o processo de reforma`, avaliou. Para Wagner, é urgente para o país uma legislação que fortaleça o compromisso político-partidário. `Essa agenda tem de ser debatida não só pela classe política, mas pelo conjunto da sociedade`, afirmou.
Investimentos numa economia diversificada e prioridade para políticas de inclusão social. Esses foram os ingredientes da receita para o desenvolvimento destacados no discurso do governador da Bahia Jaques Wagner durante palestra no Fórum dos Governadores.
Ele falou para uma platéia de secretários, assessores do governo e empresários sobre o tema `O Brasil que nós queremos`. O governador baiano defendeu a reforma tributária e destacou a urgência da discussão da reforma político-partidária.
Wagner traçou um panorama dos seus nove meses de governo.
O Plano Plurianual 2008-2011, encaminhado para a Assembléia Legislativa há um mês, e o Projeto Transparência Bahia, que tornou acessíveis na internet os dados orçamentários do governo do Estado para a população, foram citados como marcos de sua administração participativa diferenciada.
A necessidade de investimentos em infra-estrutura na Bahia foi discutida ontem em reunião entre Wagner e a diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no RJ. A recuperação de rodovias e a construção da ferrovia Leste/Oeste foram itens da conversa.
O governador defendeu projetos estruturantes que contribuam para funcionar como eixos de desenvolvimento do Estado: `O BNDES é um banco que tem forte presença no desenvolvimento do país e pode ser um parceiro para projetos que vão impactar a infraestrutura logística da Bahia`, disse. Ficou definido que os projetos para infra-estrutura na Bahia serão ajustados aos pré-requisitos estabelecidos pelo BNDES.
Fonte: A tarde 09/10/07