10/10/2007
O próximo leilão de concessão de rodovia federal já está decidido: serão trechos das BRs 116 e 324, na Bahia. `Mas já vamos fazer uma mudança`, anunciou o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.
O período de concessão será de 15 anos e não de 25 anos como foi nas rodovias federais leiloadas ontem. Segundo o ministro, os estudos preliminares mostram que esse período será suficiente para o concessionário recuperar seus investimentos.
Nascimento não quis adiantar detalhes, mas comentou que uma taxa de retorno de 8,95% passou a ser um piso depois do resultado do leilão de ontem. `Eu acho que essa taxa de retorno até caiu por causa dos deságios`, comentou o ministro.
O segundo balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) informa que o edital do próximo leilão de concessões será publicado no dia 20 de dezembro. Segundo o ministro, essa é uma boa data, mas os prazos podem ser antecipados.
A BR-324 é a principal porta de entrada e saída de Salvador. A estrada, no entanto, tem manutenção precária: faltam acostamentos, sinalização horizontal e vertical em vários trechos e o pavimento está comprometido, o que aumenta os riscos de acidentes na estrada, principalmente à noite. Já a BR-116 é um corredor rodoviário dos mais importantes para o transporte de cargas para o Estado, o Nordeste e Sudeste do País.
ESPANHÓIS - A empresa de origem espanhola OHL foi a principal vencedora do leilão de sete trechos de rodovias federais ocorrido ontem. A companhia ficou com todos os cinco lotes para os quais ofereceu propostas, entre eles a Fernão Dias (BR-381 entre São Paulo e Belo Horizonte) e a Régis Bittencourt (BR-116, entre Curitiba e São Paulo).
No total, os lotes ganhos por ela somam 2.078 km. As outras vencedoras foram a BRVias, que administrará um pedaço paulista da BR-153, e a também espanhola Acciona, que deve ser a concessionária de um trecho fluminense da BR-393 - caso a Justiça confirme a legalidade de sua proposta, que só foi apresentada depois de um mandado de segurança.
Até o dia 19 deste mês, a CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia) irá averiguar os documentos apresentados pelas vencedoras, que, se aprovados, devem assinar os contratos em janeiro no ano que vem. A partir de então, elas terão seis meses para fazer reparos básicos nas vias, para só depois passarem a cobrar pedágio, que será reajustado anualmente segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).
As concessões têm duração prevista de 25 anos. Além da Fernão e da Régis, a OHL ficou também com o trecho entre Curitiba (PR) e Florianópolis (SC), do qual fazem parte as BRs 116, 376 e 101.
Também levou o da BR-101 no Rio de Janeiro e o trecho da BR-116 que vai de Curitiba até a divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com as aquisições de ontem, ela se torna agora a maior concessionária do Brasil em quilômetros administrados.
Como já administrava outros 1.147 km distribuídos em quatro estradas no interior de São Paulo, estará presente agora em 3.225 km em todo o País. Ainda assim, segundo o presidente da OHL Brasil, José Carlos Ferreira de Oliveira, sua empresa continua a segunda colocada em arrecadação e tráfego de veículos, perdendo para a CCR. O maior deságio de ontem foi o alcançado durante a apresentação de propostas para Fernão Dias, considerado um dos trechos mais atraente.
Fonte: Jornal A Tarde 10/10/07
O período de concessão será de 15 anos e não de 25 anos como foi nas rodovias federais leiloadas ontem. Segundo o ministro, os estudos preliminares mostram que esse período será suficiente para o concessionário recuperar seus investimentos.
Nascimento não quis adiantar detalhes, mas comentou que uma taxa de retorno de 8,95% passou a ser um piso depois do resultado do leilão de ontem. `Eu acho que essa taxa de retorno até caiu por causa dos deságios`, comentou o ministro.
O segundo balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) informa que o edital do próximo leilão de concessões será publicado no dia 20 de dezembro. Segundo o ministro, essa é uma boa data, mas os prazos podem ser antecipados.
A BR-324 é a principal porta de entrada e saída de Salvador. A estrada, no entanto, tem manutenção precária: faltam acostamentos, sinalização horizontal e vertical em vários trechos e o pavimento está comprometido, o que aumenta os riscos de acidentes na estrada, principalmente à noite. Já a BR-116 é um corredor rodoviário dos mais importantes para o transporte de cargas para o Estado, o Nordeste e Sudeste do País.
ESPANHÓIS - A empresa de origem espanhola OHL foi a principal vencedora do leilão de sete trechos de rodovias federais ocorrido ontem. A companhia ficou com todos os cinco lotes para os quais ofereceu propostas, entre eles a Fernão Dias (BR-381 entre São Paulo e Belo Horizonte) e a Régis Bittencourt (BR-116, entre Curitiba e São Paulo).
No total, os lotes ganhos por ela somam 2.078 km. As outras vencedoras foram a BRVias, que administrará um pedaço paulista da BR-153, e a também espanhola Acciona, que deve ser a concessionária de um trecho fluminense da BR-393 - caso a Justiça confirme a legalidade de sua proposta, que só foi apresentada depois de um mandado de segurança.
Até o dia 19 deste mês, a CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia) irá averiguar os documentos apresentados pelas vencedoras, que, se aprovados, devem assinar os contratos em janeiro no ano que vem. A partir de então, elas terão seis meses para fazer reparos básicos nas vias, para só depois passarem a cobrar pedágio, que será reajustado anualmente segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).
As concessões têm duração prevista de 25 anos. Além da Fernão e da Régis, a OHL ficou também com o trecho entre Curitiba (PR) e Florianópolis (SC), do qual fazem parte as BRs 116, 376 e 101.
Também levou o da BR-101 no Rio de Janeiro e o trecho da BR-116 que vai de Curitiba até a divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com as aquisições de ontem, ela se torna agora a maior concessionária do Brasil em quilômetros administrados.
Como já administrava outros 1.147 km distribuídos em quatro estradas no interior de São Paulo, estará presente agora em 3.225 km em todo o País. Ainda assim, segundo o presidente da OHL Brasil, José Carlos Ferreira de Oliveira, sua empresa continua a segunda colocada em arrecadação e tráfego de veículos, perdendo para a CCR. O maior deságio de ontem foi o alcançado durante a apresentação de propostas para Fernão Dias, considerado um dos trechos mais atraente.
Fonte: Jornal A Tarde 10/10/07