
COM A PALAVRA, O SECRETÁRIO:
É uma honra para nós, baianos, sermos conterrâneos dos criadores e principais líderes da Tropicália, movimento que revolucionou a cultura do país e que em 2017 completará 50 anos. Pode-se considerar como seus marcos iniciais as impactantes apresentações de “Domingo no Parque”, por Gilberto Gil, e “Alegria, Alegria”, por Caetano Veloso, ocorridas em São Paulo, no Festival da Record, em outubro de 1967. Mas não vamos esperar outubro chegar para fazer as homenagens.
A Tropicália já foi anunciada como tema do próximo Carnaval do Centro Histórico, organizado pela Secretaria de Cultura do Estado. E decidimos iniciar agora as comemorações com uma série de eventos durante três meses que pretendem, no final das contas, elevar ainda mais a nossa autoestima. Vamos rememorar o efervescente ambiente cultural de invenção e ousadia vigente na Bahia de meados dos anos 50 a meados dos anos 60. Nesse período os jovens de então contavam com amplas condições para receber conhecimentos avançados, afinar a sensibilidade artística e assim desenvolver o talento natural de cada um.
Tudo começou com o visionário Edgard Santos, fundador da Universidade Federal da Bahia, em 1946, e seu reitor até 1961. Ele implantou a universidade integrando Ciências, Humanidades, Letras e Artes, trouxe de fora sábios professores vanguardistas. Criou os primeiros cursos universitários no país de Teatro, Música e Dança. Edgard Santos estimulava e fazia confluir os movimentos locais artísticos e culturais já existentes. Contribuição fundamental para que fossem gerados o Cinema Novo e a Tropicália.
Jorge Portugal
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