DIMUS destaca exposições e atividades em homenagem ao mês da Consciência Negra

06/11/2015
Arte Africana

Coleção de Arte Africana / Foto: Lazaro Menezes


Centro Cultural Solar Ferrão (Pelourinho)


Exposição “África”
A exposição “África” conta com fotografias de regiões urbanas e rurais da Libéria e da Guiné, capturadas pelo arquiteto pernambucano Cássio Nogueira. Através das imagens, o público tem a chance de aprender sobre o cotidiano de pequenos vilarejos e capitais, famílias, trabalho, lazer, arte, tradições, comércio, e uma série de recortes sobre a vida e a realidade dos locais capturados pelo fotógrafo. A mostra é formada por um conjunto de 80 imagens produzidas entre 2008 e 2012, e pode ser conferida até o dia 15/11.

Coleção de Arte Africana
O colecionador italiano Claudio Masella (Roma, 1935-2007), reuniu por mais de 30 anos uma Coleção de Arte Africana com mais de mil exemplares. Esses objetos ilustram a arte dos principais grupos étnicos do continente africano, compondo um panorama ímpar para entendimento da diversidade cultural e as suas influências na formação do Brasil. Doadas ao Governo do Estado da Bahia, em 2004. Exposição permanente.

Instrumentos Musicais Tradicionais Africanos e Afro-Brasileiros da Coleção Emília Biancardi
Instrumentos musicais tradicionais de corda, sopro e percussão são encontrados em todo o mundo, em diferentes épocas e culturas. Através de pesquisas históricas, iconográficas e etnomusicais é possível conhecer a trajetória dos instrumentos, suas origens, transformações adaptativas e modernizações. Este é o trabalho apresentado na Coleção de Instrumentos Tradicionais Emília Biancardi.

O recorte direcionado aos Instrumentos Musicais Tradicionais Africanos e Afro-Brasileiros destaca o berimbau, que é o instrumento mais característico da Bahia. Esse instrumento monocórdio de arco e corda tem antepassados milenares em vários países. É composto por um arco de madeira vergado com uma cabaça cortada na parte inferior e uma única corda de arame tensionada, que é percutida por uma vareta de madeira acompanhada de um caxixi (pequeno chocalho de palha ou vime trançado com alça para segurar). Um dobrão (moeda, pedra roliça ou ruela de metal), segurado na altura da cabaça, ao tocar a corda interfere na vibração, dando ao som, timbres diferentes. Para a maioria dos estudiosos, o berimbau atual é de origem africana banto. Há registros de seu uso no Brasil, pelos afrodescendentes, nas ruas (vendedores ambulantes e pedintes) e nas festas populares sendo, depois, incorporado à roda de capoeira. Exposição permanente.

Centro Cultural Solar Ferrão
Visitação: terça a sexta, de 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h
Entrada: grátis
Rua Gregório de Matos, 45, Pelourinho, Salvador
(71) 3116- 6743
O Solar Ferrão integra a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).


Museu Tempostal (Pelourinho)

O acervo do Museu Tempostal é composto por postais, estampas e fotografias. As peças, datadas do final do século XIX e meados do século XX, representam imagens de valor histórico, artístico e documental, não só da Bahia e do Brasil, mas também de diversos países do mundo, sobre as mais variadas temáticas. Em destaque ao mês da Consciência Negra, as coleções de postais que dialogam com a história africana e afro-brasileira: Escravos, Ganhadeiras, Baianas, Festas Populares e Pescadores (Puxadores de rede).

Em 24/11, às 15h, o museu receberá uma mesa-redonda intitulada “Conquista e Resistência: Somos artes, cultura, somos negros (as)!”, que tem por objetivo estabelecer um diálogo entre homens e mulheres negras das áreas da gastronomia, artes visuais, educação e museus da cidade, de forma a compreender a inserção dos mesmos nestes espaços, estimulando a ideia de pertencimento que ainda se faz pouco presente no imaginário coletivo. A mesa-redonda contará com a participação de quatro profissionais das áreas destacadas, sendo eles: Joana Flores (Mestre em Museologia pelo Programa de Pós-Graduação em Museologia da UFBA e museóloga da UFRB), Lilian de Almeida (Jornalista e Chef de cozinha), Àlex Ìgbó Santos Cardoso (graduando em Desenho e Plástica pela Universidade Federal da Bahia) e Wellington Pereira (Mestre em Ciências Sociais pela UFRB e Professor Substituto do IFBA - Campus Valença). A atividade será mediada por Maria das Graças de Souza Teixeira (PhD em História pela Universidade Lusófona de Humanidades e Artes, Lisboa, coordenadora do Museu Afro-Brasileiro da UFBA e professora do Curso de Museologia da UFBA).

Museu Tempostal
Visitação: terça a sexta, de 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h
Entrada: grátis
(71) 3117-6383
Rua Gregório de Matos, 33, Pelourinho, Salvador
O Museu Tempostal integra a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).


Museu Udo Knoff de Azulejaria e Cerâmica (Pelourinho)

O “Ateliê de Criação do Udo”, que se utiliza de vários suportes materiais alternativos para mediar o aprendizado, no mês de novembro visa dialogar sobre a construção da identidade negra, de como ela se desenvolveu e como continua sendo utilizada como representação da identidade da Bahia, principalmente do baiano do Litoral e Recôncavo, bem como de como esta cultura influenciou o modo ser de um povo tão singular.

Na programação das ações no Ateliê estão agendadas atividades como Ecobags, oficina de sacolas ecológicas com motivos africanos, inspirados nas representações dos azulejos decorados com temática afro-brasileira existentes no museu. A oficina será realizada em 19/11, das 14h às 16h. E também a Oficina de Papietagem que acontecerá no dia 17/11, das 14h às 17h, e propõe a criação de máscaras africanas decorativas a partir da mediação e observação dos painéis representativos da cultura afro-brasileira nos azulejos de Udo Knoff e de outros artistas que estão expostos no museu. Para participar de ambas as atividades é preciso entrar em contato com o Museu para realizar a inscrição.

Outra ação que o Museu Udo Knoff propõe é o Cine no Udo que, no mês de novembro, contará com a exibição do filme O filho do vento que fala do convívio do povo africano com as forças da natureza. Após a exbição será realizada uma roda de conversa e desdobramento lúdico. O filme é uma animação infantil baseada no livro de Rogério Andrade Barbosa de mesmo título e será exibido nos dias 18/11 e 25/11, das 14h às 16h. A participação é livre.


Museu Udo Knoff
Visitação: terça a sexta, de 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h
Entrada: grátis
Rua Frei Vicente, nº 03, Pelourinho – Salvador (BA)
(71) 3117-6389
O Museu Udo Knoff integra a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

Parque Histórico Castro Alves (Cabaceiras do Paraguaçu)

Um passeio imperdível em novembro é no museu biográfico Parque Histórico Castro Alves, que foi inaugurado no lugar em que o poeta Castro Alves nasceu, em Cabaceiras de Paraguaçu (BA), por conta do primeiro centenário de sua morte, em março de 1971, numa área de 52 mil metros quadrados. O acervo convida os visitantes a mergulharem no universo do porta-voz literário da Abolição da Escravatura no Brasil, através de seus poemas, informações e objetos pessoais dele e familiares.

No museu-parque é possível ainda conferir a exposição resultado da Oficina de Xilogravuras, desenvolvida com alunos do Colégio Professor Edvaldo Boaventura dentro da programação da Primavera de Museus. São 28 xilogravuras criadas pelos alunos que estão em cartaz na Sala Multimídia do Parque até o final do mês. A oficina foi ministrada por Zimaldo Melo, publicitário formado em Artes Visuais pela Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), que trabalhou conceitos sobre o processo de reprodução da xilogravura, seguindo os passos do artista alemão Hansen Bahia.

Parque Histórico Castro Alves
Visitação: terça a sexta, das 9h às 12h e 14h às 17h. Fins de semana e feriados, das 9h às 14h
Entrada: grátis
Praça Castro Alves, 106, Centro – Cabaceiras do Paraguaçu (BA)
(75) 3681-1102
O Parque Histórico Castro Alves integra a Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (DIMUS/IPAC), unidade vinculada a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).