09/06/2017
Foto: Ascom CEC
No fim da tarde desta quinta-feira (8), os conselheiros estaduais de cultura da Bahia elegeram a chapa Emílio Tapioca (presidente) e Ana Vaneska (vice-presidente) para dirigir a mesa diretora do Conselho Estadual de Cultura para mandato de dois anos. A nova mesa diretora será empossada na próxima reunião plenária no dia 6 de julho.
"A todos os conselheiros que aqui votaram, não apenas aqueles que votaram em nossa chapa, quero agradecer por este processo que aqui construímos. As propostas das duas demais chapas serão somadas, vamos construir e fortalecer. Quero agradecer também pela credibilidade que se deposita em nós e dizer que vamos dialogar com as demais políticas públicas que também atuam na esfera da Cultura. O campo da cultura, como sempre defendi, é um campo matriz" disse Tapioca após o resultado da votação.
"As propostas foram muito convergentes. Vamos agregar para ter um grande projeto para o Conselho. Não devemos nos deter em brios. Agora é preciso também que a gente leve adiante um planejamento que efetivamente traga a execução das políticas que defendemos e pretendemos implementar. Por fim quero agradecer a confiança depositada pelos conselheiros" declarou Vaneska.
PROCESSO ELEITORAL - Antes da votação secreta pelos conselheiros presentes aptos a votar, os candidatos apresentaram as suas plataformas de ações por 15 minutos de explanação, com mais 15 minutos de debate com os demais conselheiros. Estavam inscritos também a chapa Wilson Fernando Teixeira (presidente) e Silvio Roberto Silva Portugal (vice-presidente); e Márcio Ângelo Ribeiro (presidente) e João Paulo Santos [Pawlo Cidade] (vice-presidente).
Como Márcio Ângelo Ribeiro buscava a reeleição como presidente e Emílio Tapioca pleiteava a presidência hoje sendo vice-presidente, os trabalhos da mesa foram dirigidos pelo conselheiro Jorge Carrano. Tanto Carrano como a conselheira Acácia do Nascimento informaram ainda na sessão de ontem que irão se licenciar das atividades do Conselho.
A primeira chapa a apresentar sua plataforma foi a de Teixeira e Portugal advogou entre outras bandeiras que: o Conselho buscasse uma postura mais assertiva e propositiva junto à Secretaria de Cultura da Bahia; cotas de participação nos editais de cultura para as cidades do interior da Bahia; a criação de uma comissão de ética no CEC e o fortalecimento dos canais de comunicação entre o CEC e à sociedade civil, entre outras proposições.
Segunda a se apresentar, a chapa Tapioca e Vaneska defendeu o planejamento e a expansão do processo participativo da sociedade civil nas decisões das políticas públicas de cultura, a autonomia do Conselho sem antagonismo com o poder público, o fortalecimento do corpo funcional do Conselho, a maior interação entre conselheiros titulares e suplentes, entre outras.
Já a chapa Ribeiro e Cidade assinalou a gestão de Márcio Ribeiro a frente do CEC nos últimos dois anos, em especial a busca contínua por descentralização e itinerância do Conselho, assim como articulações com os Conselhos Municipais de Cultura e agentes culturais do interior, assim como outros pontos.
Alguns dos temas comuns a todas as chapas foram a revisão do regimento interno do CEC, a participação mais ativa no processo de revisão dos instrumentos de fomento e editais de cultura, assim como maior diálogo e sinergia entre todos os conselheiros, entre outros pontos.
A chapa Emílio Tapioca e Ana Vaneska obteve 14 votos, já Márcio Ribeiro e Pawlo Cidade obtiveram nove votos, Wilson Teixeira e Silvio Portugal tiveram três votos e houve ainda um voto em branco. O CEC é composto por 30 conselheiros titulares cada um deles com seu próprio conselheiro suplente. Na sessão de ontem eram 27 os conselheiros presentes com direito a voto.
EMÍLIO E ANA - Eleito presidente do CEC, Emílio Tapioca é diretor de cultura do município de Andaraí, coordenador da Câmara Técnica de Cultura do Território Chapada Diamantina e presidente em exercício do Fórum dos Dirigentes Municipais de Cultura da Bahia. Eleita vice-presidente, Ana Vaneska é professora, integrante do Fórum de Arte e Cultura do Subúrbio Ferroviário de Salvador e atual presidente da Câmara de Patrimônio do CEC.