10/02/2018
Foto: Almir Santos
“O Carnaval do Pelourinho conta e resgata uma história”. A afirmação é da contadora de histórias, Jucinalva Marques, 33 anos. Ela e os dois filhos (02 e 12 anos) foram ouvir essa “história” na noite desta sexta-feira (09), através do repertório da Banda Ruy Tapajós, que se apresentou no Largo Pedro Archanjo. Formada por oito músicos, a banda surgiu em 2013 para rememorar antigos carnavais, com ênfase na guitarra baiana, instrumento que ecoava nas carrocerias metálicas – precursoras dos trios elétricos.
No repertório, a lista de canções é conhecida: Ó abre alas, Chame Gente, entre outras. “Nosso objetivo é fazer esse carnaval retrô, onde o público possa relembrar o tempo do Trio Tapajós, em que a guitarra baiana era a dona da festa”, destaca o guitarrista Rui Correia, na altura de seus 41 carnavais. O Trio Tapajós foi criado em 1956 por Orlando Tapajós e é reconhecido como uma das grandes revoluções do Carnaval da Bahia.
A expressão “filha de peixe, peixinha é” caberia bem à contadora de histórias, Jucinalva. Pois assim como seus pais fizeram com ela, o mesmo ela repete com seus herdeiros: “Eles me traziam todo Carnaval e me contava como tudo surgiu. Por isso, eu trago meus filhos, para que possam se identificar e resgatar essa história, especialmente relacionada à música”, revela.

Foto: Almir Santos
Quem também não quer deixar os antigos carnavais cair no esquecimento é a aposentada Albani Santos, 73 anos. Acompanhada da filha, do genro e da neta, ela diz: “não vim pular Carnaval, vim olhar”. E seu olhar foi parar justamente na apresentação da banda Ruy Tapajós. “Essas (músicas) aí são do meu tempo e isso me anima a estar aqui”, conta.
A principal atração do show da Banda sem dúvida foi a guitarra baiana. O instrumento essencialmente baiano passou por inúmeras evoluções e durante um tempo deixou de receber os holofotes dos carnavais passados, sobretudo, com a chegada de outros instrumentos como os teclados e baixos. “A guitarra baiana saiu de cena, mas você pode trabalhar com ela em todos os planos musicais. Prova maior é a banda Baiana System, que a gente adora por isso”, explica a voz da Ruy Tapajós, o cantor Zéu Lobo. O grupo Baiana System se apresenta no Carnaval do Pelô, no próximo domingo (11), a partir da 01h, no Largo do Pelourinho.
CARNAVAL DA CULTURA - O Carnaval da Cultura é o carnaval da democracia e da diversidade e do folião pipoca, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Pipoca e Carnaval Ouro Negro. A programação completa de nossa festa está disponível aqui.
No repertório, a lista de canções é conhecida: Ó abre alas, Chame Gente, entre outras. “Nosso objetivo é fazer esse carnaval retrô, onde o público possa relembrar o tempo do Trio Tapajós, em que a guitarra baiana era a dona da festa”, destaca o guitarrista Rui Correia, na altura de seus 41 carnavais. O Trio Tapajós foi criado em 1956 por Orlando Tapajós e é reconhecido como uma das grandes revoluções do Carnaval da Bahia.
A expressão “filha de peixe, peixinha é” caberia bem à contadora de histórias, Jucinalva. Pois assim como seus pais fizeram com ela, o mesmo ela repete com seus herdeiros: “Eles me traziam todo Carnaval e me contava como tudo surgiu. Por isso, eu trago meus filhos, para que possam se identificar e resgatar essa história, especialmente relacionada à música”, revela.
Foto: Almir Santos
Quem também não quer deixar os antigos carnavais cair no esquecimento é a aposentada Albani Santos, 73 anos. Acompanhada da filha, do genro e da neta, ela diz: “não vim pular Carnaval, vim olhar”. E seu olhar foi parar justamente na apresentação da banda Ruy Tapajós. “Essas (músicas) aí são do meu tempo e isso me anima a estar aqui”, conta.
A principal atração do show da Banda sem dúvida foi a guitarra baiana. O instrumento essencialmente baiano passou por inúmeras evoluções e durante um tempo deixou de receber os holofotes dos carnavais passados, sobretudo, com a chegada de outros instrumentos como os teclados e baixos. “A guitarra baiana saiu de cena, mas você pode trabalhar com ela em todos os planos musicais. Prova maior é a banda Baiana System, que a gente adora por isso”, explica a voz da Ruy Tapajós, o cantor Zéu Lobo. O grupo Baiana System se apresenta no Carnaval do Pelô, no próximo domingo (11), a partir da 01h, no Largo do Pelourinho.
CARNAVAL DA CULTURA - O Carnaval da Cultura é o carnaval da democracia e da diversidade e do folião pipoca, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Pipoca e Carnaval Ouro Negro. A programação completa de nossa festa está disponível aqui.