Riachão foi o grande homenageado da última noite do Carnaval do Pelô

13/02/2018
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Foto: Alexandra Martins Costa

A emoção tomou conta do Largo do Pelourinho no início da noite deste último dia do Carnaval no Pelô. Também pudera: um dos maiores sambistas do país, na imponência de seus 96 anos, cantou seus maiores sucessos. Seu nome: Riachão. Entre choros, sorrisos e samba no pé, centenas de pessoas, entre idosos e jovens, acompanharam a homenagem que a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia preparou para o autor das conhecidas canções “Cada macaco no seu galho” e “Retrato fiel da Bahia”.

Acompanhado pelo grupo paulista Paulinho Timor e os Bambas de Sampa, juntamente com a cantora Ana Paula Albuquerque, Riachão mostrou força e vitalidade de dar inveja. Ele, que fez questão de cantar em pé, não perdeu a malandragem e o jeito cronista de cantar. Antes de cada música, o ilustre morador do Garcia contava uma história que tinha o papel de ser a introdução para o que público viria a escutar.

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Foto: Alexandra Martins Costa

Uma delas foi quando cantou em homenagem a um dos personagens mais emblemáticos do Pelourinho, Clarindo da Silva. “É lá o ponto de reunião de todos os malandros da Bahia”, disse Riachão, antes de entoar a música Cantina da Lua. Em seguida, engatou suas canções que falam sobre o Carnaval, entre elas a que exalta a Rainha do Carnaval. Foi a deixa para que a musa da folia momesca deste ano, Evelin Oliveira, e as princesas Juliana Oliveira e Juliana Silva, subissem ao palco para abrilhantar ainda mais o tributo. Afinal, as mulheres são uma das principais inspirações do compositor Riachão.

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Foto: Alexandra Martins

E por falar nelas, foram as mulheres que ocuparam a maior parte do espaço localizado em frente ao palco. Porém, uma delas se destacou. Não havia quem não percebesse a emoção de Maria de Fátima de Jesus, 59 anos. Durante todo o show, a fã chorava copiosamente e gritava para Riachão “Te amo, te amo”. Muito emocionada, a moradora de Cosme de Farias conta que desde criança acompanha o sambista. “Eu não sou só fã, eu sou apaixonada por ele. Quero agarrar esse homem”, declara Maria de Fátima.

O sambista também não escondeu a emoção que foi estar no palco do Largo do Pelourinho e receber a homenagem. “Estou felicíssimo. Eu nasci no samba e fico extremamente feliz de ver o povo sambando, afinal o samba é a beleza deste Brasil e o país precisa se lembrar deste momento”. Sem dúvida, o show ficará guardado na memória de cada folião que esteve presente, assim como a Bahia é eternizada nas canções de Riachão. “Ser um sambista cronista é a característica que mais o difere de outros cantores. Cada música dele, ele conta uma história de nossa cidade”, resume a cantora Ana Paula Albuquerque.

CARNAVAL DA CULTURA –
O Carnaval da Cultura é o carnaval da democracia e da diversidade e do folião pipoca, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Pipoca e Carnaval Ouro Negro. A programação completa de nossa festa está disponível nos sites aqui