22/02/2020

Foto: André Frutuoso
Eram 21h, quando o bloco Alvorada iniciou o desfile do Carnaval 2020 e lembrou dois marcos no circuito Osmar (Campo Grande). Os 45 anos do bloco pioneiro de samba da folia momesca e o início do Carnaval da Sexta-feira na capital baiana que não existia até 1975, ano de fundação do Alvorada. Para festejar, a agremiação levou para a avenida o tema "45 anos depois" contando sua própria história.
Antes mesmo dos foliões tomarem conta da passarela, o abre-alas - um galo (símbolo do bloco) com três metros de altura que foi confeccionado em estrutura metálica e fibra para a comemoração das quatro décadas e meia da agremiação - foi festejada pelos foliões e pelo público que esperava pelo bloco. A obra é assinada pelo artista plástico Jorge William. As tradicionais alas das baianas e ritmistas marcaram presença em mais um show de elegância e valorização dos elementos que integram a essência do gênero.
A roda de samba comandada pelo grupo Bambeia e a ala de canto formada por Romilson (Partido Popular), Tiago Dantas (Relicário Samba Meu), Bira (Negros de Fé), Valdélio França, Arnaldo Rafael e Marco Poca Olho (Samba Tororó) foi animada ao longo de todo o percurso e com o melhor do samba como o folião do Alvorada espera e gosta. Reforçando o compromisso com a essência do ritmo, o paulista Délcio Luiz, o carioca Davi(ex-Revelação), Roberto Mendes, Nelson Rufino e Aloísio Menezes reforçaram o time.
"Ninguém pode falar de samba, sem falar do Alvorada, pois o samba aqui não é opção, é regra. Falar da nossa história é isso. Contando a importância das nossas referências e valorizando o samba raiz construímos nosso caminho e permaneceremos assim", disse o presidente do Alvorada, Vadinho França, enquanto o bloco passava pelo Campo Grande no desfile que conta com apoio do projeto Ouro Negro.
Histórico
Criado em 1975, por jovens estudantes do Colégio Severino Vieira, o bloco é um dos patrimônios culturais da Bahia e o mais antigo bloco de samba a desfilar no carnaval da cidade. Como o primeiro bloco dedicado exclusivamente ao samba, desde 1975 tem contribuído para a permanência do ritmo na programação do carnaval, além de estimular o surgimento de outras agremiações e priorizar os artistas da terra.
Alguns dos fundadores são filhos de Valdomiro França, que liderou o Vai Levando, que chegou a reunir quase 5 mil homens nas décadas de 1950 e 1960. Entre os filhos do famoso França está Valter Aragão França, o Mestre Prego, falecido em 2010 e um dos responsáveis pela percussão do Alvorada, ao lado de Mestre Jacob e o Mestre Neguinho do Samba, que anos depois criaria o ritmo samba reggae, fundamental para a música contemporânea da Bahia. Em paralelo ao trabalho no período festivo, o Alvorada desenvolve ações sociais no bairro do Gravatá, onde está sua sede como capacitação de jovens, em parceria com os poderes municipal e estadual.
Carnaval Ouro Negro – O Governo do Estado segue fortalecendo o carnaval dos blocos de matrizes africanas através do edital Carnaval Ouro Negro, que completa 13 anos estimulando a participação de agremiações oriundas das diversas comunidades de Salvador, que tem na folia o ápice para as diversas atividades sociais que são desenvolvidas ao longo do ano. Indumentárias, toques percussivos, danças, performances e cantos fazem parte dos espetáculos, que trazem em si a força da ancestralidade e da tradição. 49 blocos, das categorias afro, afoxé, samba e reggae desfilam este ano com o apoio.
Carnaval da Cultura – Fundamentado nas matrizes que construíram a nossa história, expressadas através das danças e musicalidade dos blocos afro e dos afoxés, na alegria e no gingado do samba, na força e balanço do reggae, que integram o Carnaval Ouro Negro em 2020. Com a diversidade de gerações e de ritmos que ocupam os palcos do Carnaval do Pelô, e que ainda toma conta das ruas mantendo a tradição que une os foliões no Centro Histórico. Por meio destes projetos de grande participação comunitária e popular, o Carnaval da Cultura, que integra o Carnaval da Bahia, do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura, dá continuidade às políticas de preservação e democratização na maior folia do mundo, que segue colorida, diversa e com o espírito folião que contagia todo baiano.
Carnaval da Cultura – Fundamentado nas matrizes que construíram a nossa história, expressadas através das danças e musicalidade dos blocos afro e dos afoxés, na alegria e no gingado do samba, na força e balanço do reggae, que integram o Carnaval Ouro Negro em 2020. Com a diversidade de gerações e de ritmos que ocupam os palcos do Carnaval do Pelô, e que ainda toma conta das ruas mantendo a tradição que une os foliões no Centro Histórico. Por meio destes projetos de grande participação comunitária e popular, o Carnaval da Cultura, que integra o Carnaval da Bahia, do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura, dá continuidade às políticas de preservação e democratização na maior folia do mundo, que segue colorida, diversa e com o espírito folião que contagia todo baiano.