23/02/2020
Juliana Ribeiro, Morotó Slim e Peu Meurray / Fotos: Almir Santos
Os foliões tiveram a oportunidade de reviver as histórias de muitos carnavais neste domingo, no Largo do Pelourinho, através do Projeto 03 Artistas - “De Chiquinha a Moraes - A História Cantada dos Carnavais”. A iniciativa levou para o Carnaval do Pelô desde as marchas carnavalescas e sambas-enredos até a alegria contagiante da guitarra baiana e a revolução que foi o samba-reggae, clave baiana que movimentou as festas de largo e o carnaval do Brasil.
A apresentação foi liderada por três artistas consagrados na cena, com composições e hits que se intercruzam nas ruas do Carnaval: Juliana Ribeiro, cantora, pesquisadora e compositora, que traz a diversidade da diáspora dos sembas, sambas e afoxés em suas composições com shows reconhecidos pelo grande público; Morotó Slim, o nosso ás da guitarra baiana, fundador da banda Retrofoguetes e discípulo direto da Terra do Som de Armandinho e Aroldo Macêdo; e Peu Meurray, cantor, compositor, artista plástico, criador do movimento “Os Pneumáticos“ que toma conta das ruas da cidade nas festas de largo e no seu galpão Cheio de Assunto.
Juliana Ribeiro destacou que o show foi pensado para o carnaval. “Fizemos um repertório específico, vindo desde Chiquinha Gonzaga passando por Carmem Miranda,a revolução que foi os blocos afro aqui na Bahia e que exportou esse modelo de carnaval para o mundo inteiro até chegar na guitarra baiana eno repertório de Moraes Moreira, que trouxe junto com ele, com os Novos Baianos, a ideia desse trio,que subiu pela primeira vez e cantou pela primeira vez com Armandinho, Dodô e Osmar no Trio Elétrico”.
A artista ressaltou ainda que o repertório cantou a história do carnaval trazendo a inovação através dos arranjos das músicas, repensados em claves baianas. “Trouxemos as claves que fazem hoje parte do nosso carnaval. E todas essas músicas que são históricas trazem esse traço de baianidade, dessa música pop afro-baiana para o Carnaval de Salvador, especificamente para o Carnaval do Pelourinho. Foi um projeto muito pensado, cuidadoso e especial, arranjado por mim, Morotó Slim e Peu Meurray”.
O projeto trouxe para o público Carmen Miranda, Braguinha, Paulinho Boca de Cantor, Moraes Moreira, Paulinho da Viola, Sergio Sampaio, Neguinho do Samba, Ilê Aiyê,Caetano Veloso e a Caetanave, como referências de um carnaval de rua; a pipoca, que é a cara do Pelô.
No show os cantores fizeram um passeio de Chiquinha Gonzaga, a criadora das marchinhas, até Neguinho do Samba, passando pelo repertório (instrumental e cantado) de Moraes Moreira. Retratando através da música e da dança a história dos antigos carnavais até os dias atuais, associando novos arranjos para composições autorais em claves carnavalescas como galopes, frevos, sambas-enredo, samba-afro. O público se surpreendeu com novos arranjos para as composições já conhecidas desses três artistas renovando o repertório carnavalesco da cidade.
Carnaval do Pelô – Realizado pelo Governo do Estado, o Carnaval do Pelô traz cinco dias de folia para o Centro Histórico de Salvador, com atrações que contemplam os diversos ritmos e tribos. O Largo do Pelourinho será palco dos principais shows da festa, promovendo encontros musicais variados para marcar a memória de cada folião. Nos largos Pedro Archanjo, Tereza Batista e Quincas Berro D’Água a mistura traz axé, samba, orquestra, antigos carnavais, rap, afro, guitarra baiana, arrocha e reggae, além de bailes infantis para unir toda a família. As ruas do Pelô mantêm a tradição dos desfiles dos grupos e bandas, sempre em clima de animação e muita paz. Tudo isso torna o Pelourinho o circuito mais diversificado e democrático da folia.
Carnaval da Cultura – Fundamentado nas matrizes que construíram a nossa história, expressadas através das danças e musicalidade dos blocos afro e dos afoxés, na alegria e no gingado do samba, na força e balanço do reggae, que integram o Carnaval Ouro Negro em 2020. Com a diversidade de gerações e de ritmos que ocupam os palcos do Carnaval do Pelô, e que ainda toma conta das ruas mantendo a tradição que une os foliões no Centro Histórico. Por meio destes projetos de grande participação comunitária e popular, o Carnaval da Cultura, que integra o Carnaval da Bahia, do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura, dá continuidade às políticas de preservação e democratização na maior folia do mundo, que segue colorida, diversa e com o espírito folião que contagia todo baiano.
Carnaval da Cultura – Fundamentado nas matrizes que construíram a nossa história, expressadas através das danças e musicalidade dos blocos afro e dos afoxés, na alegria e no gingado do samba, na força e balanço do reggae, que integram o Carnaval Ouro Negro em 2020. Com a diversidade de gerações e de ritmos que ocupam os palcos do Carnaval do Pelô, e que ainda toma conta das ruas mantendo a tradição que une os foliões no Centro Histórico. Por meio destes projetos de grande participação comunitária e popular, o Carnaval da Cultura, que integra o Carnaval da Bahia, do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura, dá continuidade às políticas de preservação e democratização na maior folia do mundo, que segue colorida, diversa e com o espírito folião que contagia todo baiano.