17/02/2023
A tradicional saída do bloco Olodum voltou a tomar conta das ruas do Pelourinho nesta sexta-feira (17), segundo dia da folia momesca. Ruas cheias, cores e tambores ao ar fizeram parte retorno da saída do bloco que há 43 anos encanta o Brasil e o mundo com sua percussão, suas cores e sua história. O presidente do bloco, João Jorge Rodrigues, festeja o momento. “É com muita emoção que voltamos às ruas. Com o coração, a terra da Bahia, os tambores, a alegria”.

Tambores do Olodum - Foto: Kleber Lobo
A saída do bloco contou com indumentárias nas cores em vermelho, o abre alas com as dançarinas e a presença marcante de Negra Jhô, Mulher Olodum e o os percussionistas que ruíram os tambores pelas ruas do Pelourinho, agitando uma multidão.O folião Everaldo Santos, 43, ficou emocionado com esse retorno. Ele é filiado ao bloco há mais de 20 anos. “Parece que foram 10 anos sem o Olodum na avenida. Esse foi um dos momentos mais esperados, é emocionante estar aqui. A primeira vez que vi o Olodum eu tinha sete anos, me apaixonei e acompanho até hoje”, relembrou.
Olodum desfila também nesta noite (17), no Circuito Osmar (Campo Grande), e no domingo (19), no Circuito Dodô (Barra/Ondina).
Tambores da resistência - Quietinho no canto, sentando e reflexivo, Antônio Carlos, conhecido como mestre Pacote do Pelô, um dos fundadores do bloco, se concentrava para este momento. Ele relembrou como tudo começou e celebra o momento atual do bloco. “A gente tinha que carregar som, tambor, armar palco no Largo do Pelourinho para que o Olodum pudesse fazer ensaio numa portinha. E aí hoje aqui estamos aqui, em frente a nossa sede, com 120 homens e mulheres que fazem parte da banda, voltando fazer o carnaval e valorizando a nossa cultura”.

Mestre Pacote do Olodum - Foto: Kleber Lobo

Percussão Olodum - Foto: Ulisses Dumas
Carnaval da Cultura – É o carnaval dos blocos afro, de samba, de reggae e dos afoxés, apoiados por meio do Edital Ouro Negro para desfilar nos três principais circuitos da folia: Batatinha, Dodô e Osmar. É a folia animada, diversa e democrática do Carnaval do Pelô, que abraça o carnaval de rua, microtrios e nanotrios, além de promover nos palcos grandes encontros musicais e variados ritmos numa ampla programação. Tem Afro, Reggae, Arrocha, Axé, Antigos Carnavais, Samba, Hip-hop e Guitarra Baiana, além de Orquestras e Bailes Infantis. E é também a preservação do patrimônio cultural, com o apoio ao carnaval tradicional dos mascarados de Maragojipe. O Carnaval da Cultura é promovido pelo Governo do Estado, Carnaval 2023 – “Um Carnaval em Cada Esquina”.