Em 2025, o Ouro Negro vai investir R$ 15 milhões e contemplar 112 projetos
A Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBa) recebeu, na tarde desta segunda-feira (6), representantes de entidades de matrizes africana que participaram do processo seletivo do Programa Ouro Negro 2025, que teve o resultado final divulgado no dia 28 de dezembro e recebeu 204 inscrições. A SecultBa reafirmou o compromisso do Governo do Estado com o fortalecimento da cultura popular e identitária em toda Bahia, através do Programa Ouro Negro, que contou com ampliação significativa ao longo dos últimos anos. Com o maior investimento da história, o Programa foi ampliado em recursos financeiros e em 2025 vai investir R$ 15 milhões e contemplar 112 projetos selecionados.
"Todo o processo de seleção e análise de recursos foi conduzido com muita responsabilidade, por uma Comissão, formada por servidores públicos, que analisou todas as propostas e emitiu suas notas, que levaram ao resultado final. Importante salientar que o processo seletivo ainda cabem recursos hierárquicos, que serão analisados com a mesma técnica e responsabilidade de todo o processo", destaca a chefa de gabinete Nadjane Estrela, que recebeu o grupo ao lado da superintendente de Promoção da Cultura, Lorena Teixeira, da coordenadora-geral do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) Cristiane Taquari e do asssesor Rafael Manga.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBa) e da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), reconhece a história e importância das entidades que participaram do processo e reforça que este não é o único mecanismo público de apoio às entidades de matrizes africanas.
Ouro Negro - Concebido em 2008, o edital concede apoio financeiro às entidades de matrizes africanas como blocos afro, afoxés, samba, reggae e blocos de índio, para a realização dos seus desfiles carnavalescos. Ao longo destes 15 anos, o mecanismo passou por modificações e, em 2014, com publicação da Lei nº 13.182 que instituiu o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa do Estado da Bahia, o Programa Ouro Negro foi reconhecido e a sua ampliação prevista em lei. O Ouro Negro promove a preservação e valorização da presença destes blocos, com o desfile em alas e roupas tradicionais, assim como a maior participação da juventude, transmitindo o legado para as novas gerações. Dentro de suas comunidades, estas entidades contribuem para o desenvolvimento social através de projetos que estimulam a construção de uma cultura cidadã.