O bloco Samba Popular completou 20 anos no segundo dia de desfile oficial do Carnaval de Salvador, no Campo Grande. Samba no pé, alegria no coração e um largo sorriso no rosto. Foi assim que os foliões desfilaram esbanjando tradição e muito axé. Celebrando ainda o centenário de Batatinha, um dos maiores sambistas brasileiros, a agremiação contou com o Encontro dos Batuqueiros e a Grande Família como atrações.
“Fazer o samba raiz é honrar a nossa ancestralidade. Fazer samba pra gente é uma missão. Nas nossas veias corre a resistência à vontade de fazer o bem e o melhor para nossa comunidade”, ressaltou Manoel Natividade, mais conhecido como Natinho – fundador do bloco Samba Popular, presidente da entidade. São 20 anos de dedicação às comunidades servindo com o ‘Samba Alfabetiza’, projeto de incentivo a leitura e alfabetização de crianças. Além de atividades sociais como feiras de saúde, distribuição de cestas básicas, entre outras.
Esperando mais de 1.500 foliões na sexta-feira de carnaval, o bloco surgiu em uma brincadeira de amigos que envolve os bairros de Caixa D’Água (sede provisória), Pau Miúdo e Garcia. Para Mabia Teixeira, 54 anos, empreendedora, que esbanjava um sorriso no rosto disse: o que me motiva a sair no carnaval é o samba raiz. Com quase 10 anos frequentando o bloco, ela destacou: “O Samba Popular é um dos blocos carnavalescos de Salvador que mantém a nossa cultura viva. O samba é a nossa cultura e o nosso patrimônio ", finaliza.
Para a produtora da banda Grande Família, Maíra Andreza, “é o samba raiz que resgata a nossa cultura e preserva nossa tradição. Precisamos disso no carnaval de Salvador. São 20 anos de celebração e estou aqui para me alegrar com essa festa linda”, finalizou com um sorriso. O samba não para de tocar no Campo Grande.
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