Com quase quatro décadas de história, o Bloco da Saudade transformou a avenida em um verdadeiro tributo ao samba e às antigas escolas que marcaram o Carnaval de Salvador.
Fundado em 1986 por Aniz Palma Cabral, o bloco nasceu com o propósito de resgatar a essência dos carnavais entre as décadas de 1920 e 1960, trazendo de volta a nostalgia dos desfiles e a energia contagiante do samba.
Este ano, o tema ‘O Samba que Ecoa na Bahia - Memórias das Escolas de Samba de Salvador’ homenageou a história do G.R.E.S. Juventude do Garcia e de outras agremiações que marcaram a época, reforçando a importância do samba como parte fundamental da cultura baiana. Durante o desfile, o som dos surdos e tamborins ecoou pelo circuito, embalando os foliões que seguiam animados, vestindo os trajes do bloco em azul e amarelo, com chapéus brancos e lenços brilhantes trançados.
O Programa Ouro Negro, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), tem sido fundamental para blocos como o ‘Bloco da Saudade’, reconhecendo o samba como expressão autêntica da cultura de matriz africana. Por meio desse incentivo, a tradição segue viva, proporcionando aos foliões uma experiência única de alegria e pertencimento.
Entre os apaixonados pelo bloco, Diva Beda, 67 anos, e Rita de Carmo, 67 anos, ambas aposentadas, destacam como a tradição de desfilar no bloco é motivo de celebração. “Nós saímos há muitos anos. É um bloco divertido, com pessoas de todas as idades. Todo mundo deveria sair. É divertidíssimo.”
Com a energia de seus foliões e o compromisso com a memória do samba, o ‘Bloco da Saudade’ segue fazendo história no Circuito Osmar neste Sábado de Carnaval.
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