O vermelho, amarelo e verde do reggae embelezaram a avenida com o Aspiral do Reggae, nesta segunda-feira (3). A cultura rastafari se fez presente no circuito Osmar na homenagem ao cantor Joseph Hill (1949 - 2006). O compositor e líder vocal da banda Aspiral do Reggae, Kamaphew Tawa, animou os associados e foliões, que prestigiaram a passagem do bloco, ao som de clássicos nacionais e internacionais do gênero. O bloco contou com a presença de JahGun, artista de Los Angeles, nos Estados Unidos.
“O reggae não tem violência, o reggae é paz, é amor e é cultura”, disse Osvaldo Magalhães, 64 anos, que estava no Campo Grande curtindo o bloco ao lado dos amigos Valnei de Aguiar, 60 anos, e Carlos Alberto, 64 anos. “O reggae é nosso calmante”, contou Carlos, que já perdeu as contas de quantas vezes esteve na rua com o Aspiral. Valnei também falou da importância de levar a cultura oriunda da Jamaica para o público: “Reggae é resistência. Estou emocionado”, acrescentou.
A agremiação, que completa 17 anos de folia, homenageou Joseph Hill, um dos maiores nomes da história do reggae, além de ser criador do grupo musical Culture, gravando 28 álbuns. “É um mestre que vem da época de Bob Marley nos ensinando através das suas músicas, nos aliviando das nossas dores, nos mostrando a felicidade”, afirmou Kamaphew, que além de vocalista da banda e um dos criadores do bloco.
Kamaphew ainda destacou a importância do reggae no Axé e de como a música baiana bebe do estilo musical. “O axé tá fazendo 40 anos, mas há elementos tado reggae que se fazem presente. Os grandes músicos de axé, que a gente respeita muito, tem muita admiração, também desenvolve o reggae. Luiz Caldas é um exemplo”, concluiu.
Jussara Santana, presidente do Aspiral, comemorou a possibilidade de levar as suas raízes para a avenida. “São 16 anos saindo nesse bloco de resistência dentro da diversidade cultural no Carnaval e vamos nos afirmando como o reggae da cidade”.
* Clique aqui e acompanhe também o canal da SecultBA no WhatsApp