Tambores Urbanos ecoam raízes africanas do sertão no circuito da Micareta de Feira

05/05/2025
Tambores Urbanos ecoam raízes africanas do sertão no circuito da Micareta de Feira

 

O som do bairro irmã Dulce ecoou no Circuito Manéca Ferreira, neste domingo (4) de Micareta, através da Banda afropercussiva Afropop. Os músicos seguiram pela avenida arrastando uma multidão, que resistiu à chuva para seguir dançando o variado e contagiante repertório do Bloco Tambores Urbanos. Com o tema “Sertão e Suas raízes Africanas”, os músicos cantaram diversos sucessos do Axé Music e muito samba de roda, referendando as tradições do sertão baiano.

Marielli Castelli, uma das abre-alas do Bloco, falou, orgulhosa: "Estou à frente do bloco, representando uma comunidade e a memória de um povo. Para mim, é uma honra e prazer. Sem falar na satisfação de estar vestida em uma peça alusiva à diversidade e às nossas raízes africanas”.

Frederico Moreno, auxiliar de laboratório, não perde o Bloco Tambores Urbanos. Defensor da cultura popular, entende que prestigiar as bandas ou blocos afros é uma forma de manter viva e dar voz à cultura do povo negro. "Acompanho o grupo há tempo, porque gosto do que valoriza as tradições populares. Sem falar que não temos de nos preocupar com briga ou confusão”, disse.

A secretária Patrícia Melo comemorou a presença da banda no circuito da Micareta e disse se sentir fortalecida com o espaço que a Afropop ganhou na cidade. “Muitos feirenses adoram o trabalho deles. É comum vê-los tocando em eventos festivos da cidade. Isso é maravilhoso. É como se cada um de nós, povo preto, também galgasse novos espaços na sociedade”.

PROJETO SOCIAL - Por meio do Projeto Tambores Urbanos: Ritmos que Transformam Vidas, o Bloco Tambores Urbanos oferece atividades educativas e que permitem a socialização entre os contemplados. No Galpão Cultural Tambores Urbanos, localizado no bairro Irmão Dulce, sede do bloco, são oferecidas oficinas de teatro, dança, cinema e percussão. “Além do caráter socioeducativo, nossas atividades ampliam os laços afetivos entre os envolvidos e permite-lhes sonhar, já que eles têm acesso à informação e se preparam com cursos de capacitação”, avaliou Gilson Zulu, diretor do Bloco.

Zulu destaca a contribuição do Programa Ouro Negro para a manutenção não apenas da agremiação carnavalesca, mas também do trabalho social. "A inciativa teve sensibilidade para acolher os blocos afro e afoxés de Feira de Santana. Após o programa, melhoramos nossas condições estruturais e financeiras para executar nosso plano de trabalho”, contou.

Fonte
Marcella Figueredo
Tags
Micareta de Feira
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