Bloco da Cultura marca presença na Lavagem do Bonfim

15/01/2026
Bloco da Cultura marca presença na Lavagem do Bonfim
Lucas Malkut

Da Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia até a Colina Sagrada, fé religiosa e identidade cultural caminham sempre de mãos dadas. Foi nesse clima que o Bloco da Cultura reuniu dirigentes da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) e suas unidades vinculadas para celebrar uma das datas mais simbólicas do calendário baiano, nesta quinta-feira,  15.

A diretora-geral da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), Sara Prado, destacou o simbolismo deste ano, que marca o encerramento de gestões que trouxeram as instituições culturais de volta ao lugar de protagonismo, nas esferas nacional e estadual.

“É muito significativo que, na Lavagem do Bonfim, essa festa popular onde a fé está na frente e há esperança para um ano que se inicia, o Ministério da Cultura, a Secretaria da Cultura e suas unidades vinculadas estejam caminhando juntos, representando esse legado”, celebrou.

“Este momento aqui é um patrimônio do povo, que espera a segunda quinta-feira do ano para exaltar Senhor do Bonfim e Oxalá”, afirmou Marcelo Lemos, diretor-geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), ao reverenciar o sincretismo religioso que marca umas das datas mais simbólicas do calendário cultural da Bahia.

“A cultura pulsa na Lavagem do Bonfim. Então para nós é muito importante estar aqui representando o governo do estado, que, ano após ano, tem aumentado seu apoio e sua contribuição tanto no aspecto cultural quanto no engajamento das pessoas”, acrescentou.

Também estava representada no Bloco da Cultura a Fundação Pedro Calmon (FPC), unidade vinculada à Secretaria de Cultura que coordena a implementação, articulação e gerenciamento das políticas culturais nos campos da leitura, bibliotecas e memória.

“A Lavagem do Bonfim abre o ano na Bahia. E, para nós, dirigentes e gestores públicos do campo da cultura, estar nesse lugar é também viver esse momento de fé para ter energia e força para seguir o ano, prestando ainda mais serviços e cuidando de mais baianos”, afirmou o diretor-geral Sandro Magalhães.

O Bloco da Cultura abriu alas para o desfile de 11 blocos contemplados pelo Programa Ouro Negro, desenvolvido pelo Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) e da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), com um investimento recorde de R$ 17 milhões.

Graças à iniciativa, que incluiu as categorias afro, afoxé, samba, reggae e blocos de índio, o Olodum voltou a participar do cortejo depois de 25 anos. A seleção também contou com Afrodescendentes da Bahia, Bloco da Saudade, Ki Beleza, Leva Eu, Malê Debalê, Mangangá Capoeira, Mundo Negro, Proibido Proibir e Samba & Folia.

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