O encontro reuniu um público diverso e foi marcado por muita energia, ancestralidade e celebração da cultura negra
No palco, Amanda Santiago conduziu o espetáculo com presença marcante e repertório que transitou entre ritmos contemporâneos e tradições afro-baianas. A participação de Lui Muritiba trouxe ainda mais potência à apresentação, reforçando o diálogo entre diferentes trajetórias musicais e o espírito colaborativo que marca a cena cultural do Pelourinho.
Conhecido por sua forte ligação com a percussão e com a música de matriz africana, Muritiba imprimiu intensidade rítmica ao show, criando momentos de forte conexão entre artistas e foliões. A interação entre ele e Amanda transformou a performance em um verdadeiro rito musical, evocando o clima festivo e vibrante do Carnaval.
Pelourinho como território de valorização cultural
A apresentação ganhou significado especial por acontecer na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, espaço que homenageia o criador do samba-reggae e figura fundamental da cultura baiana.
Localizada no coração do Pelourinho, a praça se consolidou como um dos principais palcos soteropolitanos, reduto de atrações que dialogam com a história musical da Bahia, do samba-reggae ao axé, passando por múltiplas vertentes da música afro-brasileira.
O show de Amanda Santiago e Lui Muritiba integra a intensa programação cultural que movimenta o centro histórico durante o carnaval. São aproximadamente 150 atrações e mais de 250 horas de música. A iniciativa conta, neste ano, com investimento recorde de R$ 17 milhões, reafirmando o compromisso com a ancestralidade, a valorização da cultura negra e o fortalecimento das entidades que sustentam a identidade cultural da Bahia.