As ladeiras históricas do Pelô ganharam novas expressões sonoras e visuais durante o Carnaval com a apresentação da Fanfarra Bandão Aurora, acompanhada pelo expressivo Grupo de Dança Performática Filó Brincantes. Música, dança e memória cultural se entrelaçaram em um espetáculo pulsante.
O Bandão Aurora, nascido no Nordeste de Amaralina, é composto por 50. Seu nome faz alusão à marchinha de Carnaval da década de 1940, “Aurora”, e carrega identidade e alegria marcantes, vindas dos metais, da percussão e dos arranjos que dialogam com a tradição das fanfarras carnavalescas, sob a condução do maestro Leonidas Silva, de 66 anos.
Ao lado da música, o Grupo Filó Brincantes, criado na Escola de Dança da Funceb, há mais de 30 anos, trouxe coreografias simbólicas e gestos performáticos que mesclaram teatralidade, expressões populares e referências culturais do Carnaval de rua. Os figurinos coloridos e a interação com o público reforçaram a vibração do espetáculo.
O Bandão Aurora é um dos coletivos contemplados pelo Edital Programa Ouro Negro, que promove e assegura a participação de grupos culturais de matrizes africanas, como afoxés, samba-reggae e blocos afro-indígenas, no Carnaval do Estado e em festas populares. A iniciativa conta com investimento recorde de R$ 17 milhões.
Carnaval do Pelô
O Carnaval do Pelô integra a programação oficial do Governo da Bahia, com o tema “Carnaval da Bahia: Um Estado de Alegria”, reunindo ações do edital público da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult-BA), que contemplou 81 propostas artísticas, além da participação da Secretaria de Turismo (Setur), por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), fortalecendo o calendário cultural do território. No Largo do Pelourinho, parte da grade de atrações é viabilizada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).